sábado, 3 de outubro de 2009

CHEIRO DA MINHA TERRA


Agulhas verdejantes
cheiro da mata
que chora lágrimas desfeitas em pinhas
espalhadas pelo chão,
maresia que navega
no convés da neblina,
salpicos de um mar sem limite
cheiro a distância e a azul...
peixe saltitando sobre as brasas
transformado em dor
no repasto do descanso,
cheiro de uma terra
que não tem fim no tempo
perfumes de um chão
que é meu, para sempre.

2 comentários:

  1. Lindo! Descreve bem esse Portugal que eu conheço tão bem. E, estivesse eu longe dessa terra amada e, lesse esse poema, choraria. Juro.
    Faltou o vinho, mas isso, está perdoado por tudo o resto :)

    Um beijão, amiga querida!

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  2. É verdade, depois de fazer o poema reparei que não havia cheiro a vides...

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