segunda-feira, 5 de outubro de 2009

HOMENAGEM À CORAGEM

Esta história é feita de pura e genuína CORAGEM.
Desejo fazer uma singela homenagem a uma mulher jovem, linda e especial, que um dia descobriu no seu maxilar inferior um pequeno quisto, coisa sem importância, que possivelmente passaria com algum desinfectante ou antibiótico.
O certo e que “aquilo” cresceu. Foi empurrando os dentes para a frente, pois precisava de espaço para esse desenvolvimento incorrecto e inexplicável.
No dia do seu casamento, ela usou de algumas técnicas para que, nas fotos, não se notasse tanto aquele enorme volume que lhe enchia já a mandíbula.
Por fim, o diagnóstico bem reservado, apontava numa só direcção: cirurgia.
Tinha 21 anos, cheios de sonhos. Deixou em casa um bebé a precisar do seu seio e sujeitou-se a uma cirurgia que mais parecia trabalho de açougue. O maxilar foi retirado na sua totalidade e com ele os dentes inferiores. No seu lugar foi colocada uma prótese metálica que seguraria os tecidos do queixo e guardaria a forma da boca.
Essa prótese sofreu-a durante dez longos anos, com sucessivas e intermináveis infecções, desconforto e olhares de piedade, dores, perda de peso e forças, mas sempre com vontade de vencer, com ânimo para lutar. Continuou a comer, a sorrir, a rir bem alto, porque cria, porque sabia que Deus está no controlo da nossa vida, que Ele é capaz de usar “todas as coisas conjuntamente” para o bem dos que O amam.
Depois de sucessivas operações, algumas sem êxito, de muitas horas de dor, de inúmeras viagens à procura da solução, de descobrir que até numa operação Deus providencia médicos especiais, provisão, recursos financeiros que não existem fez-se alguma luz no fundo deste túnel imenso.
O pequeno resumo que aqui faço, daria material para um livro que não contaria apenas os erros médicos, os descuidos hospitalares, as pessoas incríveis que encontrou nesta jornada, mas também os episódios em que Deus ficou tão perto, que deu para ela sentar-se ao Seu colo e aninhar-se ali até que a tormenta passasse.
Em todos os anos deste longo sofrimento, nunca lhe ouvi uma palavra de revolta, nem uma frase de dúvida. Nunca a vi desesperada. Via-a chorar algumas vezes, mas pelos outros à sua volta, que não viam o que ela conseguia vislumbrar. Via-a orar por homens e mulheres em aflição, dar ânimo a tantos sem direcção.
Por isso e porque a luta ainda não acabou, seria uma falta grave se, aqui e agora, não me curvasse diante da tua coragem, fé e determinação e dizer do fundo da minha alma o orgulho que sinto porque fazes parte da minha vida e do meu coração - Miriam, minha querida nora!

7 comentários:

  1. Fiquei muito sensibilizado com o teu texto-testemunho, Sara. Um exemplo. Não consigo dizer mais nada.

    ResponderEliminar
  2. Wow avózinha. muito lindo! She is a wonderful woman indeed! We have a broken, but beautiful family! Micaela.

    ResponderEliminar
  3. Yes, my dear Mickey, that is why we KNOW His love! Because we have been broken...

    ResponderEliminar
  4. Lindo Sarah. Tão sensível como o teu coração. Conheci a Mirian, chegamos a conviver algumas vezes e pude ver um pouco do brilho que o Senhor tem dado a vida dela e ao seu testemunho. Que Deus abençoe a tua família linda. Bjs

    ResponderEliminar
  5. Palavras inteiramente merecidas.
    Um exemplo de coragem e fé.Uma influência nos outros de ,força,ânimo,alegria,amor e espírito de luta.
    Um privilégio ser amigo(a) da Miriam.
    Obrigado pelo seu exemplo.

    ResponderEliminar
  6. Olá Sarah! Esta é uma bem merecida homenagem de reconhecimento de fé e coragem demonstrado pela Miriam ao longos dos anos que a conheço.
    Sempre bem disposta, sorridente e pronta a ajudar e servir. Nunca a ouvi lamentar-se. É um exemplo vivo de fé genuína em Jesus.
    É um prazer ter a Miriam como amiga. Força Miriam, o Senhor está do teu lado! Beijinhos para as duas: Prá Sarah e para a Mirium.

    ResponderEliminar
  7. Meu coração chora...

    Miriam, eu não conhecia nem metade da sua história.

    Parabéns por sua coragem!

    Um beijo na testa (sinal de respeito)

    Cíntia

    ResponderEliminar