sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

“COMO PODE SER ISTO?" (Lucas 1:34)

O que poderei dizer sobre Natal que já não tenha sido dito? O mesmo acontece a respeito do amor... já foi dito tudo...
É isso! Natal e amor estão ligados!
A Bíblia diz: Deus amou o mundo de tal maneira que enviou o Seu Filho...
A chegada, o nascimento de Jesus, que celebramos em cada Natal é isto mesmo - a prova viva do grande amor de Deus por um mundo afastado d’Ele, rebelde para com Ele, de costas voltadas para Ele.
Tantas vezes tentou Deus atrair o homem para Si mesmo, dando-lhe oportunidades sem fim, até que um dia, na plenitude dos tempos, enviou o Seu Filho.
Quando o anjo visitou a virgem Maria em Nazaré, uma jovem atarefada com os preparativos para o seu casamento com José, o carpinteiro da cidade, e lhe anunciou que fora escolhida para ser mãe do Messias de Israel, ela nem abarcou tudo o que estava a acontecer-lhe, mas fez a pergunta que todos nós fazemos quando nos encontramos perante algo de inesperado, grande e inusitado: Como pode ser isto?
Ela colocou esta questão ao anjo. Nem acho que tenha sido dúvida, mas, como disse, é a pergunta da nossa alma diante do que desconhecemos, do que está para além do nosso controlo.
A resposta do anjo foi ainda maior, tão grande que Maria tinha apenas dois caminhos a seguir: recusar ou aceitar sem reservas. Ela aceitou, dizendo estas palavras: ”Sou a serva do Senhor, que aconteça comigo, conforme a Tua palavra”. E ao dizer isto, ela ficou à mercê do poder, da virtude, da sombra do Deus Altíssimo que, ao cobri-la com a Sua glória, fez fecundar o seu ventre com uma semente divina e humana ao mesmo tempo, Jesus Cristo, Filho do Homem, Filho de Deus! Nosso Salvador, Redentor da Humanidade!
Os meses da gravidez de Maria não foram assim tão calmos nem normais para uma mulher que espera um filho. Mal teve a notícia do que lhe acontecera, foi até à aldeia de sua prima Isabel, ela também miraculosamente grávida, pois era uma mulher de idade avançada e toda a vida fora estéril. Quando Maria a visitou, Isabel estava já no sexto mês e a alegria de ver Maria e saber o que lhe acontecera, encheu-a de tal maneira que o bebé saltou dentro dela de alegria! Maria ficou ali três meses e antes do bebé de Isabel nascer, voltou para casa. O seu corpo estava a modificar-se, não podia mais esconder a sua gravidez e aí teve de enfrentar José, o seu noivo querido, que recebeu a notícia com muita dor e com um dilema terrível: denunciar a infidelidade de Maria com todas as suas consequências ou ficar com ela suportando o espinho daquilo que ele imaginava ter sido uma traição.
O anjo do Senhor aparece em sonhos a José e conta-lhe tudo o que se passa, instruindo-o acerca da criança especial que ia nascer. Mesmo depois de José a ter desposado, conseguimos imaginar quantas críticas, olhares maliciosos, comentários feios foram feitos nas ruas de Nazaré, à medida que o ventre de Maria crescia e o manto já não chegava para o tapar?
Já no fim da gravidez, José e Maria são obrigados a deslocar-se a Belém de Judá para um recenseamento obrigatório do imperador romano. Eles sabem que o menino poderá nascer por aqueles dias, mas mesmo assim viajam. Ao chegar a Belém, a cidade está cheia de gente que veio por causa do censo. Não há estalagens, casas de amigos ou parentes. Tudo está cheio. Maria já sente as dores e José encontra por fim um lugar onde guardam os animais. Não há conforto, nem o mínimo necessário para um parto decente, mas é ali que Maria dá à luz o seu filho. Depois de o limpar e esfregar com sal e óleo como era o costume do seu tempo, envolveu-o e apertou-o bem com panos. A seguir colocou o seu menino numa manjedoura. Era costume naqueles dias os recém-nascidos ficarem ao lado das mães, mas podemos bem imaginar que para Maria não havia muitas hipóteses de poder deitar-se. Dolorosa gravidez, parto complicado, humildade e pobreza absoluta, para que pela Sua pobreza, nós fossemos enriquecidos.
Penso muitas vezes que a primeira vez que Maria chegou a boca do menino Jesus ao seu peito para o amamentar e ficou a olhar para o seu rosto pequeno e macio, uma onda de alegria deve ter inundado a sua alma ao saber que ali nos Seus braços, descansava o Criador de todas as coisas, feito homem, por nosso amor. E acho que muitas vezes ela fez a mesma pergunta que fizera ao anjo: Como pode ser isto?
Neste Natal, acima das dores, das suas lutas, frustrações, doenças e desilusões, deixe que Deus a inunde de paz, de segurança e de certeza. As suas perguntas podem não encontrar uma resposta satisfatória e completa, mas Deus no Seu amor já lhe deu a melhor de todas as prendas de Natal, o seu Filho Jesus. Oferta maior Ele não podia dar, amor maior Ele não podia revelar.
Do meu coração agradecido, sai apenas uma pergunta: Como pode ser isto? E do seu?
Feliz Natal!
(Do livro ESPERANÇA PARA A ALMA)

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