sábado, 5 de dezembro de 2009

NATAL EM CRISE

“Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito, vem do alto” (Tiago 1:17)
Tudo o que ouvimos nestes dias através dos noticiários e jornais é que o mundo está numa crise muito grande, que ninguém sabe como iremos sair dela, etc., etc. Interessante que há dias ouvi uma notícia sobre uma empresa que está a crescer a olhos vistos no meio de tudo isto. Os serviços prestados por esta empresa têm a ver com um produto invulgar: ensinar as companhias e corporações a poupar. Alguém tem de ganhar com isto...
E no meio deste caos chegamos a uma data onde as pessoas gastam o que devem e o que não devem.
Compram-se presentes de circunstância, para pagar favores, para parecer bem, para que os outros não fiquem ofendidos, enfim, essa tal companhia bem podia ensinar os cristãos ocidentais que poupar neste tempo seria muito valioso e traria às famílias um conforto mais estável.
Alguém pode dizer:
Damos presentes porque os magos trouxeram ofertas a Jesus naquele primeiro Natal, ao que respondo: os magos trouxeram ouro incenso e mirra, porque reconheceram em Jesus o seu Rei e o seu Senhor - e nós?
Damos presentes porque a lenda diz que o Pai Natal, um velho bondoso, de uma região gelada, recompensava as crianças que mais necessitavam ao que eu respondo: as nossas ofertas são na sua maioria a pensar nos mais necessitados?
Damos prendas porque Deus também nos deu o maior presente – o Seu amado Filho. E aí eu pergunto: pensamos nessa dádiva, nesse dom inexplicável de Deus quando corremos de uma loja para a outra gastando dinheiro em prendas que na sua maioria ficarão guardadas numa gaveta sem uso?
Eu teria uma resposta para a crise de Natal:
• Daria mais louvor a Deus por ter enviado Jesus para nos salvar e abençoar. Louvor pode ser feito com muito ou com pouco dinheiro no bolso, louvor está no coração.
• Escolheria uma pessoa, uma família, que tivesse necessidade e daria algo que amenizasse a sua fome, o seu frio ou a sua saúde. Em vez de comprar dezenas de brinquedos, comprava só uma boneca para uma menina que não pode andar, um carrinho para um menino doente.
• Partilharia com as crianças da minha casa a alegria que há em dar e em fazer alguém feliz.
A crise seria suavizada se todos pensássemos nos que precisam e menos em nós e nas pessoas a quem queremos agradar pelas razões menos certas.
Há um versículo na Bíblia que me constrange profundamente. Jesus diz: “Porque tive fome e não me deste de comer, tive sede e não me deste de beber, estava nu e não me vestiste, estive na prisão e não me visitaste... ” Estas palavras deveriam cair bem fundo no nosso coração neste tempo de Natal.
Quando Ele chegou a este mundo a crise era muito grande, o ambiente político de cortar à faca, faltavam quase todos os bens essenciais aos habitantes daquela região, mas no dia do Seu nascimento, mesmo assim houve festa. Os anjos cantaram sobre as montanhas da Judeia, os pastores louvaram quando O viram deitado numa manjedoura, o coração de Maria conservava em profundo gozo e reverência tudo o que se passava à sua volta. O primeiro Natal cheirava a feno, a animais, a escassez, a rejeição, mas Ele veio, mesmo assim!
Ele quer entrar na “sua” crise, da mesma maneira doce e suave como entrou no mundo há muito tempo.
(Do livro "Esperança para a Alma)

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