sábado, 26 de dezembro de 2009

NO DIA SEGUINTE...


Em conversas íntimas com os meus “botões”, dou comigo a magicar o que terá sido o dia a seguir ao primeiro Natal. Isso, o dia a seguir ao nascimento, anúncio dos anjos, nenhum lugar na hospedaria...
O que terá acontecido à família de José quando amanheceu? Imagino-o à porta do lugar onde pernoitaram, olhando para o céu, consultando as nuvens para perceber se o tempo continuaria assim, frio, cinzento. José estica os braços para desentorpecê-los de uma noite mal dormida e pensa como o mundo sem o saber, ficou diferente. Nem imperadores, governadores ou sacerdotes se aperceberam, mas o calendário mudou. Porque o Messias chegou!
Maria está lá dentro, tentando a posição mais confortável para amamentar o seu menino. Olha-o enternecida, passa-lhe os dedos pelos cabelinhos escuros, encosta-o devagar ao seio virgem, que se entumece quando a boca pequenina o agarra num esforço de sobrevivência natural. Maria sente o líquido precioso a correr para a boca do...Salvador! É isso! Não é possível esquecer que aquele filho não é Seu, foi dado a todos os homens, pois salvará o Seu povo dos seus pecados!
As filas em frente das mesas de recenseamento vão diminuindo. A cidade vai ficando mais vazia, a vida voltou devagar à sua normalidade. Mas para José e Maria, é como se ela estivesse pendurada num fio invisível, que nem eles sabem onde começava e acaba. Precisavam saber o que fazer a seguir. Havia coisas a resolver. Tinham que pensar na ida ao templo para o resgate do menino Jesus. Nos próximos dias tinham que circuncidá-lo como ordenava a lei.
No dia seguinte, aconteceu o que acontece em qualquer casa onde nasce uma criança. Vizinhos, familiares, curiosos, precisam ver, visitar, olhar, dizer com quem é parecido. No dia a seguir, a mãe tenta coordenar os horários das mamadas. Acredito que alguém trouxe uma mantinha para colocar na manjedoura, acho que Ele não ficou muito tempo no desconforto da gamela dos animais...
No dia seguinte era o princípio do tempo de Deus. O Eterno encontrara o meio para fazer-se Emanuel entre os homens. E nos olhos de José e Maria havia um brilho único e cúmplice, pois sabiam que o trono de David estava seguro para sempre. O anjo dissera-o, “O Seu Reino não terá fim...”

Neste dia a seguir ao Natal, quero em reverência afirmar com eles a mesma verdade. Quero confessar que o principado está sobre os Seus ombros e que do incremento deste domínio e paz, nunca haverá fim. Poucos se apercebem do que está a acontecer, mas eu sei e por isso me prostro diante Dele, o Rei Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz...

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