quinta-feira, 29 de outubro de 2009

BUSCAR A SUA PRESENÇA

Faltam só 3 dias para a nossa Conferência anual. Muito trabalho, muita expectativa.
O que irá acontecer? Como será o encontro com Deus daquelas centenas de mulheres? O que terá o Senhor em mente para essa jornada? Será apenas “mais” uma reunião, ou um marco na vida de cada uma?
Essas são algumas das minhas preocupações neste momento.
“Buscando a Sua Presença” esta manhã, o Espírito de Deus levou-me a uma passagem estranha e bela, misteriosa e doce, única e pungente: “Que é o teu amado, mais do que outro amado...? (Cant 5:9)
A sulamita corria como louca pelas ruas da cidade, gritava pelo amado e não tinha reposta, os guardas que deveriam protege-la e ajudá-la, espancaram-na, feriram-na, deixaram-na sem manto, desnudada, descoberta, frágil. Mas a sua busca não cessou apesar disso. Por fim fizeram-lhe a pergunta que coloca tudo em perspectiva: o que tem ele mais do outro qualquer? O que é ele acima dos outros, para ser procurado com tanta paixão?
Na Sua presença, o Espírito de Deus obrigou-me a responder por que O procuro, por que o meu coração O anseia, porque quero tanto que outros entendam que fora da Sua presença a vida perde o som, a cor, direcção e propósito... Possivelmente Ele fará a mesma pergunta ás mulheres que virão para a Conferencia, mas era comigo que falava nessa hora.
Só consegui uma resposta. Tirei-a dos lábios da sulamita: Ele é totalmente desejável!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

PEDE, NÃO TENHAS MEDO!

Há imensas coisas que nos impedem de pedir, mas, na maioria das vezes, não pedimos por uma questão de orgulho: não queremos que os outros conheçam a nossa necessidade, não admitimos que somos pobres em alguma área da nossa vida, recusamo-nos a expor a nossa debilidade porque isso nos traria para um patamar de inferioridade...
O mais interessante é que fazemos o mesmo em relação a Deus. Vestimo-nos de uma capa de falsa humildade e evitamos contar-lhe os nossos sonhos, não somos capazes de arriscar a pedir coisas acima do que é “normal”.
Dei comigo a meditar sobre um texto por demais admirado e que jamais perde o seu sentido de aventura e de conquista. Está lá no capítulo 14 do livro de Josué. Calebe aproxima-se do general de Israel e faz-lhe um pedido que quase roça o ridículo: “Dá-me este monte”. O monte a que se referia, era Hebrom, habitado na época pelos filhos de Anaque, verdadeiros gigantes. Hebrom era um lugar que teria de voltar à posse dos filhos de Israel, pois ali Abraão vivera, morrera e tanto ele como os outros patriarcas e suas mulheres haviam sido sepultados, à excepção de Raquel.
Depois de Calebe conquistar Hebrom, o lugar foi separado para os levitas e tornou-se uma cidade de refúgio. Anos mais tarde, neste memo local, David foi ungido rei e lá reinou 7 anos e meio.
O que Deus me tem dito é que tudo quanto é meu por direito e por promessa, eu vou possuir. Os gigantes podem ser muito grandes, mas Ele prometeu-me esse monte! A conquista do Hebrom que tenho de possuir, não será para mim apenas, mas para que outros sejam abençoados, remidos, separados para Deus e ungidos para o que Ele quiser. No meu caso, estou a reclamar a vida das mulheres desta nação. Eu sei, eu vejo, como se fossem gravadas a ouro, as promessas que Deus me tem dado. Cada uma delas será cumprida. Os gigantes são grandes, poderosos e alguns bem feios, mas Ele prometeu-me esse monte, coisas boas e fiéis e, em oração e fé, tenho de conquistar esse Hebrom. Não será para o meu prazer, mas para a Sua glória, para que outros vejam o poder de Deus e a Sua vontade a ser cumprida.
Receio de pedir? Porquê? O pedido é arrojado? Tanto melhor! Calebe já tinha 85 anos quando subiu para derrotar os filhos de Anaque. Josué podia ter tentado colocar algum juízo na sua cabeça, pois o homem já tinha dado o que podia dar, mas o seu argumento era muito forte: “Eu tenho uma promessa de Deus!
Enquanto escrevo isto, sobem ao meu coração outras promessas de Deus, algumas que já tinha esquecido...é tempo de reclamar todos esses montes, com ou sem gigantes, porque se Ele prometeu...vou possui-los!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

O PESO ERRADO DA BALANÇA

Há uns anos na Suécia, conheci uma rapariga que sofria de anorexia. Fizera já várias tentativas para se livrar do problema, algumas com resultado, mas voltava à mesma situação passado algum tempo. No meu encontro com ela, não notei muito a sua magreza, mas uma coisa nunca esquecerei - o seu olhar. Era como se de repente a palavra desespero se materializasse naqueles olhos azuis.
Sentei-me junto dela e ouvi a sua história. Por entre lágrimas, contou-me o seu percurso, a sua dor, o vazio que a invadia sempre que a levavam ao hospital e, por fim, o facto de não conseguir perdoar-se a si mesmo pela sua autodestruição.
Quando alguém entra numa rota tão destrutiva como esta, mesmo depois de clinicamente curado, continuará a experimentar muita dor e o mesmo sentimento que invadia essa moça com quem falei – falta de perdão pelo que fizera.
Li uma lenda interessante de um padre numa cidade do interior dos Estados Unidos, que cometera um pecado grave na sua juventude e apesar de ter pedido perdão a Deus, passou a vida inteira carregando o peso da culpa desse pecado. Não tinha a certeza se Deus o perdoara.
Um dia ouviu falar de uma senhora idosa que, segundo as histórias que se contavam, tinha visões e conversava com Deus. O padre encheu-se de coragem e foi visitá-la. Ela convidou-o a entrar, ofereceu-lhe uma chávena de chá e quando a visita estava a terminar, fitando a senhora, o padre perguntou: “É verdade que a senhora costuma ter visões e que conversa com Deus?” “Sim”, disse a senhora, “é verdade”. “
“Então, da próxima vez que a senhora falar com Deus poderia fazer-Lhe uma pergunta?” A senhora ficou muito admirada com o pedido, mas quis saber qual era a questão que o padre desejava que ela colocasse a Deus.
“Não se importa de perguntar a Deus qual foi o pecado que este padre cometeu quando era jovem?” Passadas algumas semanas o padre voltou a visitar a senhora. “Então teve alguma visão recentemente? E falou com Deus?” perguntou ele. “Sim”, disse a senhora.
“E perguntou a Deus qual foi o pecado que eu cometi quando era jovem? Ele respondeu?” “ Sim”, disse a mulher. “Ele disse-me que não se lembra!”
É isso mesmo. Deus não apenas perdoa os nossos pecados como os esquece. Contei isto àquela mulher jovem com quem falei. Disse-lhe que o seu comportamento, o mal que causara ao seu corpo, a sua obsessão em relação ao peso e a preocupação que trouxera à sua família estavam não apenas perdoados mas esquecidos por Deus!
Aquela reunião continuou no dia seguinte. Estava curiosa por ver a jovem com quem falara. Quando ela entrou, a diferença era enorme. Os seus olhos não tinham mais desespero, mas luz, o seu rosto, apesar de magro, tinha a cor de uma beleza a desabrochar e o mais belo ocorreu quando ela pediu licença para ir à frente cantar. Há muitos anos que não cantava, perdera a força e a vontade, mas naquele dia a sua linda voz de soprano subiu ao céu num louvor maravilhoso de gratidão a Deus pelo Seu perdão e pelo Seu esquecimento.
A Palavra de Deus diz que “assim com o oriente está longe do ocidente, assim Deus afasta de nós as nossas transgressões “. A distância entre o oriente e o ocidente é bastante razoável, não? Deus esquece o nosso pecado, quando nos voltamos para Ele e, através de Jesus Cristo, pedimos o Seu perdão.
Depois... podemos cantar outra vez!

sábado, 17 de outubro de 2009

MIOPIA ESPIRITUAL

A miopia é a condição em que os olhos podem ver os objectos que estão perto, mas não são capazes de enxergar nitidamente os objectos que estão longe. A palavra "miopia" vem do grego "olho fechado", porque as pessoas com esta condição, frequentemente apertam os olhos para ver melhor à distância.
No entanto, é evidente que se um indivíduo é míope de muitas dioptrias (ou graus), para ver bem de perto, tem que aproximar-se muito, o que é um factor muito cansativo e incómodo.
Mas a ideia não é falar-vos de doenças dos olhos. Para isso temos especialistas. Eu só sei explicar o que é, porque sofro do problema!
Na nossa visão espiritual podemos também sofrer de miopia. Na Bíblia encontramos alguns casos típicos de miopia espiritual. Um deles, é a história triste de um homem que pelo prazer da comida e pela fome imediata, vendeu a sua parte na herança da família. O direito de primogenitura dava certos privilégios ao filho mais velho: 1)porção dobrada dos haveres paternos depois da morte deste; 2)direito de exercer o sacerdócio sobre a família; na linha de Abraão incluía ainda o privilégio de ficar na linha genealógica directa do Messias que viria. Por causa de um prato de comida, Esaú desbaratou tudo isto. (Génesis 25:29-34). A epístola aos Hebreus chama-o de “profano”, ou seja, alguém que não dá valor às coisas espirituais. Ele olhou para a panela do guisado e foi incapaz de focar-se na herança, no privilégio de estar na linha do Redentor, conforme Deus prometera ao seu avô Abraão. Viu o imediato e não viu o seu futuro. A sua perda de perspectiva foi tão grande, que cometeu a loucura de pensar que um guisado quente era mais importante que a herança do pai. Essa, no seu ver míope, ainda estava tão longe!
A miopia cura-se procurando uma correcção - A Palavra de Deus diz que podemos andar da mesma maneira que as ovelhas: “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava do seu caminho” (Is 53:6). Sabe porque elas se desgarram, se perdem? Pela maneira como andam. De cabeça baixa, concentrando-se na erva que têm à frente do nariz. Vão de um tufo para outro e podem afastar-se das outras, nesse caminhar e perder-se. É possível viver uma vida assim. Andando sem alvos definidos, fazendo o que surge, enfrentando o dia a dia, avançando sem um plano definido, focando no imediato, no que está à frente dos olhos.
A miopia vence-se, olhando para além da dor imediata - Deus criou o nosso sistema nervoso de uma maneira maravilhosa e ao mesmo tempo desconcertante. Ou seja, quando somos magoados ou feridos, as terminações nervosas gritam a sua mensagem de dor. E ainda bem que assim é. A dor alerta-nos para o facto que algo não está bem em nós. Podemos desenvolver uma miopia que nos leve a concentrar-nos apenas nas nossas dores e males, esquecendo as nossas bênçãos. Concentramo-nos nos perigos e esquecemos as possibilidades.
A miopia vence-se concentrando-nos nas necessidades dos outros, não nas nossas - No caso de Esaú, a sua necessidade gritava mais alto. É fácil olhar para os nossos pés. É mais difícil focar o horizonte. É mais fácil focar em tudo o que temos ou não temos, conforto, bens, roupa, dinheiro, comunicação com a família. Este é o nosso foco diário, imediato. Mas Jesus prescreveu uma receita para isto: “Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento. Este é o primeiro e grande mandamento. O segundo semelhante a este é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mat 22:37-39).A nossa vida de amor sempre se centra em alguém: Deus, os outros ou nós mesmos.
Deus deseja que o nosso olhar foque acima (Deus) e à nossa volta (os outros). Para isto é necessário um acto de vontade, uma decisão da nossa mente. Concentração, focagem da nossa vista, para vencer esta miopia do eu, do meu, do tenho, do não tenho...O samaritano da parábola de Jesus, teve que confrontar-se com a miopia. Olhando para o homem caído à beira da estrada, magoado pelo assalto dos ladrões que o espancaram depois de roubá-lo, podia ter pensado: “Este homem é judeu; a caridade é para os da casa. Talvez os ladrões andem por aí e venham atacar-me também; já estou atrasado; não sou médico...”Mas o homem de Samaria venceu todo o pensamento míope e mesquinho. Parou, tratou as feridas do outro, carregou-o sobre o seu animal e levou-o a um lugar onde podia ter tratamento específico. Pagou as despesas e quando voltou de viagem ainda se certificou se havia algo mais a fazer e a pagar.
A minha oração é que Deus coloque nos meus olhos umas lentes poderosas do seu Espírito, que transformem uma imagem desfocada do plano e projecto de Deus para a minha vida, em algo nítido e real.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

SEM GÁS



O despertador toca, implacável. Salto da cama (melhor, arrasto-me para fora...) a caminho de um dia que tem tudo para ser "interessante": um almoço com uma amiga, uma reunião na igreja, levar a neta ao cabeleireiro (precisa de um corte naqueles caracóis), preparar um jantar melhor (o de ontem foi feito à pressa), fazer uns telefonemas a propósito da próxima conferência de mulheres. Abro a torneira, distraidamente, espreguiçando as últimas ondas de sono. A água corre, fria, sempre fria.
Ouço uma voz do outro lado da casa:

-“Não há gás! Estamos sem gás!”

De repente, tudo fica de uma cor esverdeada (dentro de mim, claro...), mas as palavras batem-me como martelos: “não tenho gás!” Como é que esqueci una coisa tão importante? Como é que deixo acabar algo que é essencial?
É isso mesmo. É assim que me sinto por dentro também. Tenho dado tanto de mim aos outros ultimamente, que esvaziei completamente, lentamente, sem dar por isso e sem me aperceber que a fonte da minha energia, o tempo que passo com Deus, na Sua intimidade, no Seu esconderijo, já foi há algum tempo... Mas há tantos afazeres. Tantas pessoas que precisam do meu conselho, tantos a necessitarem de oração e intercessão. Tantas cartas para escrever, reuniões para planear, roupa para passar, comida para preparar...
Sento-me na banheira fria e ali mesmo, elevo os meus olhos para Deus: “Senhor, estou aqui mais uma vez...sem gás!”
Como posso ser influência para os outros se a força dessa influência que vem da minha intimidade com Deus, enfraqueceu, esmoreceu, apagou?
A palavra intimidade tem a sua origem na raíz latina intimus, que significa “o mais interior”. O apóstolo Paulo entendeu perfeitamente essa necessidade de intimidade com Deus, quando disse aos crentes de Filipos “...pelo qual sofri a perda de todas as coisas e as considero como lixo para que possa ganhar Cristo”. (Fil 3:8). As suas capacidades, estudos, habilidades e dons naturais, para ele ficaram nada, comparados com a ânsia de compreender e conhecer melhor o Senhor.
O meu problema é que preencho a minha vida de coisas, pessoas, actividades, programas, que não são necessariamente maus, mas que ENCHEM o meu espaço interior.
Corro de um lado para o outro tentando ser a esposa perfeita, a líder gigante, a resposta para as questões que me põem, o conforto para cada desalento e a solução para o problema dos outros e por fim...não tenho gás!
É altura de parar, reflectir no que é prioritário, sobre o que é importante.
Ainda ontem ouvia uma querida mulher contar-me um rosário de peripécias complicadas que têm surgido ultimamente na sua vida, algumas delas bem estranhas, uma série de “asares”, coisas que normalmente se resolvem, mas que ao virem todas ao mesmo tempo, se transformam numa tempestade para a qual não há abrigo. Só consegui dizer-lhe as palavras do salmista “abrigo-me debaixo das Tuas asas até que passem as calamidades”. Esse é o lugar da intimidade, onde tudo o resto à nossa volta fica pequeno, sem a importância que parece ter, por causa do tamanho das Suas asas e do precioso da Sua presença. Aí se recebe consolo, descanso e força.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

HOMENAGEM À CORAGEM

Esta história é feita de pura e genuína CORAGEM.
Desejo fazer uma singela homenagem a uma mulher jovem, linda e especial, que um dia descobriu no seu maxilar inferior um pequeno quisto, coisa sem importância, que possivelmente passaria com algum desinfectante ou antibiótico.
O certo e que “aquilo” cresceu. Foi empurrando os dentes para a frente, pois precisava de espaço para esse desenvolvimento incorrecto e inexplicável.
No dia do seu casamento, ela usou de algumas técnicas para que, nas fotos, não se notasse tanto aquele enorme volume que lhe enchia já a mandíbula.
Por fim, o diagnóstico bem reservado, apontava numa só direcção: cirurgia.
Tinha 21 anos, cheios de sonhos. Deixou em casa um bebé a precisar do seu seio e sujeitou-se a uma cirurgia que mais parecia trabalho de açougue. O maxilar foi retirado na sua totalidade e com ele os dentes inferiores. No seu lugar foi colocada uma prótese metálica que seguraria os tecidos do queixo e guardaria a forma da boca.
Essa prótese sofreu-a durante dez longos anos, com sucessivas e intermináveis infecções, desconforto e olhares de piedade, dores, perda de peso e forças, mas sempre com vontade de vencer, com ânimo para lutar. Continuou a comer, a sorrir, a rir bem alto, porque cria, porque sabia que Deus está no controlo da nossa vida, que Ele é capaz de usar “todas as coisas conjuntamente” para o bem dos que O amam.
Depois de sucessivas operações, algumas sem êxito, de muitas horas de dor, de inúmeras viagens à procura da solução, de descobrir que até numa operação Deus providencia médicos especiais, provisão, recursos financeiros que não existem fez-se alguma luz no fundo deste túnel imenso.
O pequeno resumo que aqui faço, daria material para um livro que não contaria apenas os erros médicos, os descuidos hospitalares, as pessoas incríveis que encontrou nesta jornada, mas também os episódios em que Deus ficou tão perto, que deu para ela sentar-se ao Seu colo e aninhar-se ali até que a tormenta passasse.
Em todos os anos deste longo sofrimento, nunca lhe ouvi uma palavra de revolta, nem uma frase de dúvida. Nunca a vi desesperada. Via-a chorar algumas vezes, mas pelos outros à sua volta, que não viam o que ela conseguia vislumbrar. Via-a orar por homens e mulheres em aflição, dar ânimo a tantos sem direcção.
Por isso e porque a luta ainda não acabou, seria uma falta grave se, aqui e agora, não me curvasse diante da tua coragem, fé e determinação e dizer do fundo da minha alma o orgulho que sinto porque fazes parte da minha vida e do meu coração - Miriam, minha querida nora!

sábado, 3 de outubro de 2009

CHEIRO DA MINHA TERRA


Agulhas verdejantes
cheiro da mata
que chora lágrimas desfeitas em pinhas
espalhadas pelo chão,
maresia que navega
no convés da neblina,
salpicos de um mar sem limite
cheiro a distância e a azul...
peixe saltitando sobre as brasas
transformado em dor
no repasto do descanso,
cheiro de uma terra
que não tem fim no tempo
perfumes de um chão
que é meu, para sempre.