terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

CARNAVAL

Esta manhã Fanhões acordou completamente suja, vandalizada. Tudo porque é Carnaval. “Nada parece mal”, dizia-se antigamente, quando nesta época se pregavam partidas aos amigos, se vestia um traje mais arrojado e havia alguns excessos.
Mas aqui não foi isso. Acordámos com o lixo de todos os contentores espalhado nas ruas, as papeleiras destruídas, os sinais de trânsito levantados do chão, caixas de correio arrancadas, vidros de carros partidos, vasos e flores quebrados... Violência, vandalismo, falta absoluta de civismo e respeito pelos outros. A montra que a autarquia utiliza para colocar à vista da população editais e informações, foi aberta e todos os papeis destruídos.
Pasmo como permitimos que isto aconteça, num lugar onde as pessoas limpam quase diariamente a soleira da porta, se preocupam em regar as plantas do vizinho que foi de férias e alindam as suas casas todos os anos.
O Carnaval vai passar e os directamente prejudicados, vão tornar a substituir o que foi partido e estragado. Não irá haver inquérito a um acto de tamanho vandalismo, não se punem os culpados, não se ensinam a estes “heróis” da noite a respeitar o que é dos outros. Em nome de quê? Do Carnaval, “festa” onde se pode fazer tudo, até mesmo invadir a propriedade alheia.
Tenho direito à indignação. Se eu pudesse, fazia-os limpar todas as ruas, colocar todos os sinais de trânsito e aprender a arte de vidraceiro, pois há muitas janelas partidas. Em seguida, obrigava-os durante umas semanas a substituírem os funcionários do lixo, até que a ordem fosse reposta...
Mas isso era eu, que não tenho poder. Quem tem, fica à espera do próximo Carnaval.

1 comentário:

  1. Até hoje, o lugar onde eu mais temi o carnaval foi realmente em Fanhões. Essa terra tão pacata e tão bonita transforma-se nessa altura do ano. É evidente que se transforma porque há alguém que não respeita o outro. Lamento que quase 20 anos depois de ter aí vivido Fanhões continue a ser assim. Mas continuo a amar a terra e muitos dos seus habitante, dos quais a sua família maravilhosa. Um beijinho Sarah. Rute Lopes

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