sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

FACE OCULTA versus ROSTO DESCOBERTO

Face oculta, face escondida, vultos no escuro, sei lá o que por aí anda...
Estou mesmo cansada das histórias trazidas pelos noticiários de uma coisa que debatem, repisam, tornam a debater e que a maioria do “Zé povo” não sabe do que estão a falar. Concluo que é por ser “oculto”...
A ouvir todo este “falou-disse-que-não disse”, dei comigo a ponderar numa palavra de Paulo, o grande apóstolo, escrevendo aos crentes da cidade de Corinto pela segunda vez:”Todos nós, de rosto descoberto, somos um reflexo da glória do Senhor, transformando-nos assim numa imagem dele, com um brilho cada vez maior, porque é o Espírito do Senhor que faz isto”(2:18).
Rosto descoberto, reflexo de algo que é interior, profundo, espiritual. Sem palavras de sentido duplo, sorrisos de fingimento, olhares de piedade fria... Este é um rosto que está em transformação, de uma obra que está a ser delineada no interior, executada nos alicerces, no cerne do nosso homem interior.
Diz o escritor da carta, que neste processo de transformação ficamos parecidos com Ele, o Senhor, autor da transformação. O brilho parece que aumenta enquanto essa obra continua...
Nesta divagação, perguntei-me: Estaremos a deixar Deus fazer esta transformação, de uma face que escondia, que fingia, que não era autêntica, para um rosto descoberto, onde a Sua glória se reflecte, em absoluto, de maneira que quem olha vê a Sua imagem? Ou continuamos a usar agendas escondidas, máscaras bem-feitas, palavras camufladas? Qual a face que o mundo vê?

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