Toda a gente se queixa desta Primavera!
Houve uns breves dias de sol, a temperatura subiu, as pessoas abriram as janelas e sorriram cheias de esperança – o Inverno tinha acabado!
Mas de repente, inesperada, não desejada, odiada até, a chuva voltou. O termómetro desceu e os casacos saíram outra vez do armário. Até quando? O calendário estipula um dia para o começo da estação e para o seu fim também, mas não promete que tudo será florido, risonho, ensolarado e delicioso.
No meio de qualquer primavera da vida o inverno pode penetrar outra vez. Nas relações conjugais, na interacção afectiva com os filhos, nas amizades, nos negócios, nos sonhos até...E quando isso acontece, não tomamos a coisa como parte de um processo natural da nossa existência, mas como algo que “não devia acontecer, não agora”.
Parece-me que nunca estamos preparados para a mudança brusca. A vida está tão bem, tão fácil, que já guardámos tudo o que faz falta numa emergência.
Lembrei-me da mulher de Provérbios 31. Diz o sábio escritor que ela não tem receio do frio, do desagradável, do inesperado, porque tem roupa quente para toda a família. Que prodígio de mulher! Não tem apenas para ela, mas para a sua casa! Significa que, no dia da adversidade, tem tudo preparado para que o embate seja mais suave para os que ama!
Será defeito das mulheres do século XXI que, em vez de estarem prontas e preparadas, se desorientam, reclamam, exigem e deprimem?
A minha avó costumava dizer:”Um tempo não fica a dever nada ao outro”. Sabedoria de Bandarra ou de alfarrábios bolorentos? Não sei, mas é verdade! Agora veio a chuva outra vez, mas preparemo-nos para o sol de novo e quando parecer que o tempo bom se instalou, estejamos prontas para qualquer novidade que bata à nossa porta. Vivamos cada dia na “temperatura” que nos traz, sabendo que HOJE é o dia que o Senhor criou para nós!
Dia devagar
Há 18 horas
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