Não consigo afugentar uma questão (ou várias) que me perturba: quando o Papa está sozinho, mesmo sozinho, em que pensará? Nos milhões de ovelhas que ele não conhece nem sabe o nome? Nos milhares de companheiros espalhados pelo mundo sob o os quais não faz qualquer discipulado? Nos biliões que enchem os cofres do seu estado e que não tem a mínima ideia onde são gastos? Nas notícias horrendas que a TV passa todos os dias e para as quais ele não tem solução, apesar de ser poderoso? Pensará na família? Nas mulheres que conheceu ao longo da vida e para as quais se sentiu atraído como homem? Nos livros que ainda não escreveu? No propósito do seu pontificado? A quem vai deixar os seus pertences quando morrer? No seu sucessor? Naquilo que sonhava ter feito mas ficou por fazer? Na eternidade? Nos dogmas da Igreja que sabe precisavam ser mudados, mas que não são possíveis de ser tocados? No segredo de Fátima? Saberá ele alguma parte desse segredo que mais ninguém sabe? Nos países que lhe indicaram precisar visitar? Na Palavra de Deus? Pensará em Deus? Como?
Tenho ainda mais questões sobre aquilo em que o Papa poderá pensar, mas fico-me por aqui...
Como homem, há tantas coisas em que ele TEM que pensar, DEVE pensar. Como Papa, em que pensará?
Dia devagar
Há 18 horas
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