sexta-feira, 23 de julho de 2010

VAIDADE DAS VAIDADES...

Não fui para férias, não senhor. Deve-se a muitas coisas para fazer, pouca disponibilidade e alguns dias mais difíceis em que a disposição teima em fugir.

Mas esta semana encontrei um amigo e começamos a conversar sobre férias, evidentemente… No meio da conversa perguntei-lhe se a tal viagem que tinham pensado fazer a um determinado lugar, ainda estava de pé. O meu amigo explicou-me que o dinheiro está curto (será só para ele?) e que embora fosse importante ir, que a ideia ficava adiada. Ficámos por ali a debater sobre o que aprendemos quando estamos em locais diferentes, expostos a culturas e pessoas diferentes.

Por causa dessa conversa em princípio tão banal, comecei a reflectir sobre o que aprendo ou não, quando viajo, me desloco a lugares, países e comunidades diferentes. A esta altura da minha vida, parece-me que não há já muitas coisas diferentes. O que muda são os “adereços”. A peça da vida é igual para todos, o palco é mais iluminado para uns e mais sombrio para outros, mas o final é quase sempre igual. Esta descoberta será parecida com a que fez o sábio Salomão, quando disse num ar de total desapontamento”tudo é vaidade”?

É que a aquisição do conhecimento, a ciência, a fé, as dádivas, os dons, passam… Quando o homem chega ao final da sua jornada neste mundo, tudo isto se desvanece “como fumo”…vaidade…

Afinal para quê tanto afã, correria, competição, se tudo passa?

Vou ao Livro à procura da resposta. Salomão nunca a encontrou, mas deste lado de cá da vinda do Filho de Deus à terra, as respostas são mais fáceis, as respostas mais óbvias. É verdade que tudo passa, mas o Livro diz que o amor permanece. A única coisa que dura, passa para além da existência humana e continua numa outra esfera, é o amor, porque ele faz parte da essência divina. A grande questão é se eu possuo esse amor, se me dedico por causa desse amor, se me sacrifico porque tenho esse amor, se sofro, espero, creio através desse amor… Ele será o meu companheiro na travessia para a eternidade, porque é o único capaz de me levar e segurar. O resto fica.

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