segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

QUEM ÉS TU?

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“...onde estavas quando eu organizava a terra? Sabes quem fixou as suas dimensões, quem a mediu com uma fita métrica? Onde estão assentes os seus pilares? Quem assentou a sua primeira pedra, enquanto as estrelas da manhã cantavam e gritavam de alegria todos os seres celestes?
Quem fez jorrar o mar das duas comportas, quando saía impetuoso da sua fonte, quando lhe dei as nuvens para se vestir e a neblina para se cobrir? Eu impus-lhe um limite, fechei-o com comportas e ferrolhos e disse-lhe:”daqui para diante não passas, aqui têm de parar as tuas ondas mais fortes”.
Alguma vez deste ordens ao dia ou indicaste á aurora o lugar devido, para abarcar com as suas asas toda a terra e afastar todos os criminosos? A luz afugenta os criminosos e os que levantaram o braço ficam sem força para dar o golpe.
Já foste às nascentes do mar, ou passeaste pelo fundo do oceano? Foram-te reveladas as portas da morte? Viste a entrada para aquele reino de sombras? Consegues perceber tudo o que há na terra?
Qual é o caminho para o lugar onde habita a luz? Onde é a morada da escuridão?
Já foste aos reservatórios da neve? Viste os reservatórios do granizo que eu tenho guardados para uma hora de perigo, para o dia de combate e de guerra?
De que maneira se divide o relâmpago e sopra sobre a terra como o vento leste?
Quem abriu a passagem para a chuva, um caminho para as nuvens que trovejam? Qual é o pai que criou a chuva e fez nascer as gotas de orvalho? Qual é a mãe que deu á luz o gelo e a geada que cai do céu?
És capaz de atar as cordas que seguram a constelação das Plêiades ou de desatar as do Orion? Consegues fazer aparecer as constelações cada uma na sua altura própria e guiar a Ursa Maior com os seus filhos?
Conheces as leis que governam o céu e a influência que ele exerce sobre a terra? És tu que mandas embora os relâmpagos?
Que arranja comida para o corvo, quando os seus filhotes mortos de fome gritam a Deus por socorro?”
Sabes em que época nascem as crias das corças, já viste as gazelas darem à luz?...”
Parte de uma conversa poética entre Deus e o seu amigo Jó. Relatada nos capítulos 39-42 do livro do mesmo nome. (BPT)

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