terça-feira, 27 de julho de 2010

DESISTIR...

É assim o abandono do sonho, a renúncia da felicidade, o esquecer do compromisso. De repente os braços caem, a mente fica em "auto-piloto" e tanto faz... para quê lutar, por que insistir? É muito mais fácil desistir.
Pois na semana passada estava a falar com uma amiga que me dizia: "Desisto.Não tenho mais força. Não vale a pena continuar. " Fiquei assustada, porque já estive nesse lugar sombrio e escorregadio do abandono e sei quanto é falso e manhoso. Digo falso, porque ele parece trazer soluções rápidas, mas que provam mais tarde ser de dor e reprovação.
Há muitos anos, passou pelo Monte esperança,Instituto Bíblico de Portugal, um grande homem de Deus, Charles Greenaway. Ao falar para os alunos que encetavam uma nova etapa nas suas vidas académicas e ministeriais, leu um poema da sua autoria, que mais tarde traduzi para português e que a partir desse ano, passou a ser parte do dossier informativo que todas as novas turmas de alunos recebiam no princípio de cada ano lectivo.
A minha amiga, à beira da desistência, leu-o com a voz carregada de emoção. Por ser tão importante e belo, resolvi colocá-lo neste espaço. Quem sabe, ajudará alguém que pensa desistir...

Se eu desistir
O que ganharei?
Terminará a batalha? Ficarei livre?
Não, nem a porta se fechava, nem a batalha terminava,
Porque Deus teria outro para ficar na brecha
Se eu desistisse.
Se eu desistir,
O que farei?
Procurarei abrigo do calor? Esquecerei o clamor do perdido?
Por um tempo seria feliz, depois descobriria que já não o era
E gastaria o meu tempo orando para fazer algo
E dizendo a Deus, “porque desisti?”
Se eu desistir,
Descobrirei que Deus não desiste.
A batalha ainda rugirá, a Igreja marchará,
O vento soprará ainda, o Espírito continuará a encher,
E eu ficarei cada vez mais longe, meditando,
Perguntando, “Deus, porque desisti?”
Se eu desistir,
Que poderei dizer a Deus
Que me chamou,

ao povo que me enviou,
Ao pagão que confiou em mim para mostrar-lhe o caminho,
Ao Espírito que me anima dia após dia?
Deus, eu não posso desistir.
Se eu desistir,
Que seja quando eu morrer,
E não em vida, nem quando estiver insatisfeito,
Criticado, minimizado, esquecido,
Mas Deus, faz que o meu tempo de desistir
Seja quando eu morrer."

sexta-feira, 23 de julho de 2010

VAIDADE DAS VAIDADES...

Não fui para férias, não senhor. Deve-se a muitas coisas para fazer, pouca disponibilidade e alguns dias mais difíceis em que a disposição teima em fugir.

Mas esta semana encontrei um amigo e começamos a conversar sobre férias, evidentemente… No meio da conversa perguntei-lhe se a tal viagem que tinham pensado fazer a um determinado lugar, ainda estava de pé. O meu amigo explicou-me que o dinheiro está curto (será só para ele?) e que embora fosse importante ir, que a ideia ficava adiada. Ficámos por ali a debater sobre o que aprendemos quando estamos em locais diferentes, expostos a culturas e pessoas diferentes.

Por causa dessa conversa em princípio tão banal, comecei a reflectir sobre o que aprendo ou não, quando viajo, me desloco a lugares, países e comunidades diferentes. A esta altura da minha vida, parece-me que não há já muitas coisas diferentes. O que muda são os “adereços”. A peça da vida é igual para todos, o palco é mais iluminado para uns e mais sombrio para outros, mas o final é quase sempre igual. Esta descoberta será parecida com a que fez o sábio Salomão, quando disse num ar de total desapontamento”tudo é vaidade”?

É que a aquisição do conhecimento, a ciência, a fé, as dádivas, os dons, passam… Quando o homem chega ao final da sua jornada neste mundo, tudo isto se desvanece “como fumo”…vaidade…

Afinal para quê tanto afã, correria, competição, se tudo passa?

Vou ao Livro à procura da resposta. Salomão nunca a encontrou, mas deste lado de cá da vinda do Filho de Deus à terra, as respostas são mais fáceis, as respostas mais óbvias. É verdade que tudo passa, mas o Livro diz que o amor permanece. A única coisa que dura, passa para além da existência humana e continua numa outra esfera, é o amor, porque ele faz parte da essência divina. A grande questão é se eu possuo esse amor, se me dedico por causa desse amor, se me sacrifico porque tenho esse amor, se sofro, espero, creio através desse amor… Ele será o meu companheiro na travessia para a eternidade, porque é o único capaz de me levar e segurar. O resto fica.

terça-feira, 13 de julho de 2010

MEU NOME

Meu nome é MULHER!
Eu era a Eva
criada para a felicidade de Adão,
mais tarde fui Maria
dando à luz Aquele que traria a salvação.
Mas isso não bastava para eu encontrar perdão,
passei a ser Amélia,
a mulher de verdade
para a sociedade.
Não tinha a menor vaidade
mas sonhava com a igualdade.
Muito tempo depois decidi:Não dá mais!
Quero a minha dignidadeTenho os meus ideais!
Hoje não sou só esposa ou filha,
sou pai, mãe, arrimo de família,
sou camionista, taxista,
piloto de avião, mulher polícia,
operária em construção...
Ao mundo peço licença para actuar onde quiser.
Meu sobrenome é COMPETÊNCIA
E meu nome é MULHER..!!!!

(Autor desconhecido)

terça-feira, 6 de julho de 2010

FÉRIAS

Não desapareci, não senhor! Foram apenas uns dias com muita ocupação e pouca inspiração...
Engraçado como as tais tarefas "importantes" , têm o condão de nos roubar o mais importante, as pequeninas coisas que dão encanto à nossa vida: um livro que se lê, um amigo com quem se almoça, uns minutos a observar as crianças a brincarem descuidadas no parque, umas linhas que se escrevem sobre o que nos vai na alma...
Mas as tais coisas "importantes", acabadas de ser feitas ou cumpridas, deixam-nos exaustos, quase vazios, ao passo que as pequenas, parecem preencher espaços únicos dentro do nosso ser. Serei só eu?
Pois hoje resolvi parar o "importante" e deter-me no que é banal.
E o banal deste dia foi ouvir toda a gente a queixar-se do calor, tanto calor, que horror de calor!
Há uns dias atrás os mesmos reclamavam que "nunca mais é Verão!", "isto não parece Verão!" e agora incomodam-se com o calor, com a falta de uma brisa, com a casa muito quente...mas afinal de contas, nunca estamos contentes?
Estou feliz por aqueles que vão para férias ou que já estão a gozá-las neste momento. Para quem como eu, não vai ter esse privilégio, o melhor é ficar a ouvir os comentários, reportagens e filmes dos que vão e agradecer a Deus por ter a capacidade de ficar, sem muitas reclamações e sem uma coisa muito feia e pecaminosa: inveja.