quarta-feira, 27 de abril de 2011

RIO


Vou poucas vezes ao cinema. Tenho que ter uma razão muito forte para isso. Mas tenho um fascínio pelos filmes de animação.
Fomos ver RIO. A sala estava cheia de crianças, de vários tamanhos e feitios, com os pais, com as mães e com mais outros tantos adultos que fingem vir cuidar da pequenada... Nós viemos de propósito!
Quando a sessão terminou e a sala foi ficando vazia, olhei para os restos de uma tarde bem passada, ou seja,pipocas e garrafas de água espalhadas em profusão. No caminho para casa, pensei no filme outra vez e dei comigo a sorrir sozinha. Afinal, o enredo do dito tem a ver com tudo o que acontece na vida de um ser humano. Acho que não deve haver ninguém à face da terra que não tenha experimentado o que o Blue e a Joia sentiram: baixa auto-estima enquanto se cresce, amigos leais que ficam ao nosso lado em todas as dores da nossa vida, gente mau carácter que quer aproveitar-se de nós, pessoas sem escrúpulos que fazem tudo por dinheiro, medos e receios que nem sempre são fáceis de ultrapassar, aventuras mais ou menos incríveis que não sonhávamos viver, música e dança para alegrar os dias mais complicados e uma grande história de amor!
O cenário mudo para cada pessoa, a música e o carnaval também, mas todos nós andamos neste mundo à procura de um final feliz! Para isso não precisamos ser levados do Minnesota para o Rio, acontece em qualquer esquina da nossa terra, chegamos lá pelos labirintos que a própria vida desenha...o final, porque feliz, não é para todos.

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