quinta-feira, 4 de agosto de 2011

ALTOS VOOS


O desejo de voar, já vem de longe! O salmista queria ter asas como as pombas para fugir para um lugar distante! Eterno sonho do ser humano, destinado a viver no chão, o sonho de VOAR! Voar livremente utilizando apenas o seu próprio corpo, assim como fazem os pássaros!
Já tenho assistido a festivais de pára-quedismo. Parece tão simples, saltar, deixar o ar sustentar o corpo...mas e se o pára-quedas não abre? Essa é sempre a minha dúvida e receio. Agora, fascinante mesmo, é ver o skysurf, uma modalidade que utiliza uma prancha em queda-livre, a grande altura, para realizar curvas, loopings e acrobacias... Essa loucura só pode ser praticado por desportistas experientes. Como o próprio nome indica, o pára-quedista torna-se um surfista dos céus e realiza manobras arrojadas com a sua prancha, presa aos pés. É lindo, mas muito perigoso. Porque fomos feitos para viver com os pés na terra...
Estou aqui a pensar em algumas acrobacias que já fiz na minha vida. Episódios que têm pouco a ver com “pés na terra”. Especialmente quando à minha volta me diziam que não era capaz, que não era coisa para mim, que era um chinelo grande demais para o meu pé, que tinha que ter a noção do ridículo, que não era para a minha idade nem para o meu estatuto (o que será que queriam dizer com esta???)
Mas vou contar-vos o segredo da minha coragem e expertise nesses momentos: “ por baixo os braços Eternos”. É isso. O salmista sabia que voar não era próprio do homem, mas também sabia e muito bem, que se ele se aventurar para aquilo que Deus quer, “por baixo os braços Eternos” sustentam, seguram, pousam-nos em terra firme sem uma beliscadura. Posso nunca colocar uma prancha dessas do skysurf debaixo dos pés e fazer as tais voltas doidas, mas garanto-vos que já voei como águia, sem me cansar e sem medo.
Estou a precisar de outra destas voltinhas!

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