quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A Base de Um Trono

(Provérbios 31:1-9)


Imagina a sala do trono. Tapeçarias, ouro, brilho e esplendor rodeiam o homem sentado naquele assento tão especial. Inclina-se com atenção para uma mulher que carinhosamente lhe afaga as mãos cheias de anéis, que fala pausadamente, como se o tempo não tivesse mais valor e no universo só existisse aquele instante em que as palavras sérias e doces se derramam em cuidado e conselho. Lemuel, o rei, ouve atentamente as palavras da sua mãe.
A velha senhora está preocupada em colocar uma base sólida para o reinado de seu filho. Por isso mesmo, propõe-se relembrar-lhe os princípios que irão estabelecer esse reino: pureza sexual, sobriedade, justiça, bondade e...uma boa esposa.

Meu filho...

É interessante notar como ela se refere ao filho. Palavras apaixonadas, de terna afeição e que denotam uma relação muito profunda entre ambos: “Filho meu, filho do meu ventre, filho das minhas promessas” (v.2).
Chamo a atenção para este pormenor, porque me parece que muitas mulheres no nosso tempo olham os filhos como se a maternidade fosse apenas “lei da vida”, em vez de alguma coisa tão intensa, tão bela. Encontro muitos jovens que me dizem nunca ter recebido um beijo, um afago sequer das suas mães, quanto mais palavras que minimamente se comparem com aquelas que citámos. Os nossos filhos precisam saber que são importantes em nossa vida, que o amor que lhes dedicamos é profundo e activo, que a ternura que lhes damos é verdadeira, real e este afecto deve ser também traduzido em palavras e gestos.

Pureza sexual

O livro de Provérbios está cheio de avisos contra as mulheres fáceis, que com palavras e actos seduzem os jovens. Parece-nos que a linguagem sagrada está totalmente despropositada num mundo liberado sexualmente, onde a mulher e o homem procuram o seu prazer, seja qual for o preço, onde
não há nenhuma restrição para aquilo que é a satisfação imediata dos sentidos. A somar a isto, temos os exemplos flagrantes de governantes, líderes políticos e religiosos, cujas aventuras e “deslizes” sexuais são o prato favorito dos exploradores da notícia fácil.
Ao estudarmos a história dos impérios mundiais, descobrimos como este caminho fácil da sensualidade, levou reis e tronos à destruição. A mãe do rei sabia do que estava a falar. Ela já vira outros monarcas a serem destruídos pela orgia, pela promiscuidade, pela falta de pureza.
Quando o apóstolo Paulo pregou aos gentios das grandes cidades de Filipos, Tessalónica, Atenas e Corinto, sabia que a vida daqueles que aceitassem Cristo teria que sofrer uma reviravolta radical, pois o mundo helénico era muito parecido com o nosso. Os homens e as mulheres que queriam seguir Jesus ficavam isolados dos seus amigos e da sua sociedade, ao quererem afastar-se das práticas sexuais do seu tempo e cultura. Por isso Paulo escreveu mais tarde a carta à igreja de Tessalónica e nela os exortou, de uma forma veemente, a abster-se de tais práticas (I Tess. 4:1-7).
Como é que vamos ensinar isto aos nossos filhos, num mundo onde há tanto comodismo de ideias, onde tudo parece permitido?
Temos que instrui-los que o nosso corpo

•é maravilhoso, mas que temos que conhecê-lo bem, para podermos controlar os seus apetites;
•que uma vez tornado templo do Espírito Santo, não pode ser maculado com o pecado;
•que tem que ser apresentado a Deus, como um sacrifício vivo;
•que Deus deve ser glorificado nele.

Mostra aos teus filhos que a alternativa para a SIDA não é o preservativo, mas uma vida de pureza e que, embora os outros digam o contrário, o que a Palavra de Deus diz é a VERDADE.

Continua)

Sem comentários:

Enviar um comentário