sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

GRANDES MULHERES

Termino o ano com um poema escrito por mais uma grande MULHER: Arlete Castro



Que estranho fenómeno é este

que num momento chegamos ao fim,

para logo a seguir começar outra vez?

Que dias são esses que passam

e correm acelerados,

que levam com eles a vida

arrastam a nossa história

e deixam memórias guardadas

arrumadas,

sem que se possa esquecer?


Que intensidade é esta

que nos faz transbordar de emoção

não pelos grandes eventos

que vem com os dias que correm

mas pelo quotidiano

repleto de risos, comidinhas caseiras

sonhos e muita brincadeira?


Que lágrimas são essas que rolam

enquanto o tempo passa correndo

e nem se quer pára

e repara que ele é preciso,

para apagar a dor

e arrumar lembranças

de gente que se foi,

dos sonhos de criança

e então correr outra vez?


Que sabedoria é esta

que enche a nossa vida de encanto,

acalanto para alma cansada

e que nos faz gerar

e driblar o tempo

e nos perpetuar...?


Que tempo é este

que pensa mandar nos dias,

mas não conhece o Eterno

e nem desconfia

que enquanto passa apressado,

acelerado

não tem autonomia,

segue cansado

de tanta fadiga

e nem vê que na verdade

“tem muito mais olhos

do que o tamanho

da sua barriga...” *


Arlete Castro

30.12.2011

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

OVELHAS SEM PASTOR...


O ano passado por esta altura, escrevi aqui umas palavras sobre presépios e imaginem...vou fazê-lo outra vez!
Mas desta, gostava de falar-vos do tal que armaram em frente do edifício da autarquia local. É grande, iluminado à noite, com as figuras tradicionais da virgem, José e o menino deitado na manjedoura. Os habituais animais utentes do local onde Jesus terá nascido, também estão lá. Mais ao lado as figuras dos magos que vieram para adorar o menino Jesus e depois...umas ovelhas dispersas sobre o musgo e arbustos. Fiquei ali uns minutos a olhar para o presépio, pois logo me apercebi que não estava completo. De repente vi, ou antes, não vi...o presépio não tem pastores e as ovelhas vieram até à gruta pelas próprias patinhas, sós e sem ninguém a conduzi-las...
Fui saber junto dos responsáveis, o porquê desta falha, ao que me responderam que o pastor tinha sido roubado... E esta, hein?
Cada vez que lá passo, olho para as ovelhinhas, tristes, complexadas, sem saberem por que estão ali e penso automaticamente em outras ovelhas, de outros apriscos, que também andam por aí, sem pastor que as acompanhe, sem ninguém que as conduza e sem amigo que as cure...
Não está certo. O presépio está incompleto e triste. A figura pastoral é importante e ovelhas não podem andar por aí sozinhas, mesmo que seja para irem adorar Jesus.

Alguém se prontifica a deter o ladrão de pastores?

domingo, 11 de dezembro de 2011

GRANDES MULHERES


Tenho o privilégio de conhecer GRANDES mulheres, pessoas que fazem a diferença no seu mundo. Um dia destes estava a ouvir na rádio a minha amiga Dra.Sandra Tavares e pensei como esta geração será marcada por ela e por outras que, como ela, têm um sentido apurado do que são os verdadeiros valores da vida, mas que ao mesmo tempo aventuram-se fora da sua casa para perseguir uma carreira, um sonho e tocar com isso na vida de outros, além dos seus.
Dedicada ao correcto das palavras da bela língua portuguesa e escrevendo sobre isso mesmo, nem imagina até onde essa palavra pode chegar, que diferença ela vai fazer na vida de outros, que caminhos percorrerá até atingir alguém que precisa desse esclarecimento, que necessita ficar sem dúvidas. A paixão que sentimos nas palavras e na motivação desta mulher, deveria levar-nos a seguir-lhe o exemplo e a desejar correr atrás dos nossos sonhos, seja qual for o estágio da vida em que nos encontremos.
Quando o Senhor Deus nos criou, fez-nos como Ele – dadores. O pecado e as escolhas erradas da nossa vida transformaram-nos em consumidores. Mas hoje ainda é tempo de arrepiarmos caminho e levantarmos os nossos olhos para as coisas que estão à nossa espera para serem feitas. E as oportunidades surgem a qualquer momento. Ainda ontem, o telefone tocou e uma mulher que estava a milhares de quilómetros de distância, me pedia conselho, ajuda, uma palavra de estímulo. Senti-me pequena e grande ao mesmo tempo. Pequena por me ter escolhido a mim, quando poderia ter procurado ajuda em pessoas com outras qualificações e grande, ...imagine...pela mesma razão! Oportunidade era o nome daquela porta que o telefone me abria e eu...usei-a: consolei, aconselhei, dei palavras de ânimo e desliguei o telefone com um sentido de realização maravilhoso. O que quer que o dia tivesse guardado para mim, aquela oportunidade já teria valido a pena.
Querida mulher, levante-se e abra os seus olhos para um mundo cheio de oportunidades: de ensinar, de corrigir, de amar, de estimular e de fazer a diferença na vida de alguém.
Deus criou-nos exactamente para isso: ser ajudadoras. E já agora deixe-me dizer-lhe um segredo, aqui, que ninguém nos ouve: o maligno bem tentou tirar isso de nós ao longo dos séculos, rebaixando, abusando, matando e anulando o poder das mulheres, mas não conseguiu. Porque um dia Jesus Cristo deu a Sua vida na cruz e levantou a mulher da sua condição caída e humilhada e colocou-a exactamente no lugar que lhe pertencia por direito -ser a ajuda que o homem precisa e alguém que tem em si mesmo a imagem de Deus.
Seja feliz por ser Mulher!