segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

NOVO ANO


Passou veloz... Foi como uma brisa que nos afagou e que daí a nada já se foi. Como uma nuvem branca no céu, que desapareceu num instante. Os nossos dias são assim. 2012 passou muito rápido e todos nós, não importa a idade, estamos um ano mais velhos. Já tinha pensado nisso?
Neste ano houve momentos de alegria, de alguma euforia às vezes, de grande expectativa, outras de muita tristeza e lágrimas, mas a vida é feita desta palete de cores diferentes. Gostaríamos que o sol brilhasse sempre, mas precisamos da noite para descansar. Queríamos que o céu fosse sempre luminoso, mas a chuva é necessária para a terra. E os dias felizes que nos trazem alegria, têm que ser contrabalançados com os maus que nos trazem a experiência. Nos dias alegres sentimo-nos doces e amorosos, mas quando vêm os problemas, eles chegam para fazer-nos fortes. Tudo faz parte da nossa vida!
Olhando para este novo ano que se aproxima, não nos parece que as cores sejam assim tão luminosas; os prognósticos dos políticos, dos economistas e dos analistas são no mínimo assustadores. Mas a Bíblia diz algo muito importante para um tempo como este: "Quero trazer à lembrança aquilo que me dá esperança."
O que lhe traz esperança? Talvez tenha realmente abdicado da esperança na sua vida – a doença, a separação, morte de alguém que amou, perda do seu trabalho, tudo contribui para que a esperança seja uma luz fugaz que parece cada vez mais ténue. Mas ainda não terminei a citação bíblica. Diz assim: "As misericórdias do Senhor são novas a cada manhã, grande é a Sua fidelidade!"
Trocado em palavras correntes, isto quer dizer que Deus, nosso Pai e Senhor, vai sempre amar-nos e estar connosco mesmo nos momentos difíceis, que nunca vamos estar sós ou abandonados, porque a Sua presença e fidelidade são garantidos na nossa vida.
Entre neste ano de 2013 com esta palavra no seu coração: o que me traz esperança é a bondade de Deus, que nunca tem fim, nunca acaba.
Por isso poss dizer-lhe de coração: Tenha um Ano Novo feliz e abençoado!

(Conversas da Alma do Mulheres de Esperança (Programa de Fim de Ano/12 - Adaptado)

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

MÃE



Se estivesses aqui , farias hoje muitos anos. Tantos que já ninguém lá chega, realmente. Mas foste embora exactamente na idade em que dizias que, a partir daí, tudo era um bónus dado por Deus.
Deixaste um vazio na minha vida que nunca mais foi preenchido. Porque só tu sabias rir com os olhos sem que se ouvisse uma gargalhada; porque só tu tinhas a capacidade de esconder lágrimas e transforma-las em sorriso; porque só tu cantavas não para ser escutada, mas para escutar Deus.

Criaste os teus filhos com tanta sabedoria, com tamanha habilidade de transformar o que não prestava, o que já ninguém vestia, em fatos de príncipes e princesas. Trazias para a mesa a panela fumegante de sopa e um sorriso maroto no canto dos lábios, porque escondias sempre alguma surpresa no fim. Rias do dia difícil, da noite tempestuosa, da falta de dinheiro e da coscuvilhice das vizinhas. Os teus olhos azuis tinham sempre um reflexo do céu, porque era lá que estava o teu coração. A  lealdade  aos amigos, à família e aos que amavas era a maior bandeira da tua vida.

Às vezes dou comigo a repetir frases tuas. Antigamente achava que o fazia para te lembrar, mas  hoje, sei que é porque ficaste dentro de mim. Nunca partiste, mãe. Tenho-te escondida cá dentro, no mais profundo do meu ser e hoje, lembro a última prenda de anos que te ofereci... e lembro as últimas palavras que me disseste. 
Daqui  a nada será Natal. Vou tentar dar à minha cozinha o mesmo cheiro que havia na tua...e imagina, mãe, que quando nos juntamos, ainda rimos de algumas das tuas piadas...porque eras única, porque eras a nossa mãe.

sábado, 8 de dezembro de 2012

ROUPA...


A maioria das pessoas veste roupa adequada à ocasião. Dá mais trabalho, é mais caro, mas é muito, muito mais divertido! Nós, mulheres, temos dois problemas com roupa: umas querem vestir bem sem dar nas vistas, outras querem dar nas vistas a qualquer custo ! Tudo gira á volta da dita roupa e claro, dos seus acessórios. Lembro um casamento a que assisti, com um fato que achei me ficava lindo e bem, mas que perdeu todo o brilho e me incomodou o dia inteiro, porque havia uma outra convidada que tinha um igualzinho ao meu!! Andei o santo dia a fugir da senhora para não parecer que estávamos de “farda”. Sofremos muito para andar segundo a moda e tapar ou destapar o que os costureiros e afins resolvem decidir sobre o assunto, às vezes a custo do conforto e de nos sentirmos bem.

A noite passada, no sossego do meu quarto, comecei a pensar que além dos “trapos” que uso para me cobrir ou enfeitar, tenho uma outra roupa que não passa de moda, não pode ser substituída, não devo despir, faz parte da minha sobrevivência. Se for a ver bem, não é fácil de ser usada, porque é feita de materiais de valor incalculável, não está na moda e é olhada como algo fora do nosso tempo. Imagine que tenho que usar um capacete de Salvação, que me protege os pensamentos, impede as dúvidas, afasta conjecturas negativas. Tenho que cobrir o meu peito com uma couraça de Justiça, que é nada mais, nada menos, que uma posição correcta diante de Deus. Como isso é quase impossível por mim mesma, vou buscar essa justiça Àquele que nunca falhou, nunca pecou. Tenho que apertar a roupa com um cinto de Verdade. Ela vai aconchegar tudo o que tenho, tudo o que prezo. Essa verdade tem que fazer parte do meu viver diário, dentro e fora de casa. Nos pés tenho uns sapatos fora do vulgar, pois são feitos de boas novas e de Paz. Onde quer que vá, a paz marca o meu caminho.

Acessórios, tenho que usar dois: um escudo de Fé, onde se apagam as setas de fogo do meu inimigo, algumas bem perigosas e devastadoras. Levei tempo a aprender a levantá-lo e a virá-lo na mão, mas já estou adquirindo a prática! Além deste, tenho que ter uma espada. Pode não ser politicamente correcta a sua utilização, mas não posso viver sem ela porque é a Palavra de Deus. Não tentem atacar-me porque estou treinada para usá-la! É uma roupa que a olho nu não se vê, mas que tenho usar e à medida que as pessoas me conhecem e se aproximam mais, reparam que está cá...

Ah, esqueci de dizer, o estilista é Deus!





sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

DESILUSÃO


Desilusão é imaginar um quadro a cores e depois vê-lo a preto e branco; é chegar a uma festa e não encontrar os amigos que se queria rever: é programar tudo ao mais ínfimo pormenor e na hora, alguém estragar por maldade ou descuido; é pensar que tem amigos e no dia da necessidade, descobrir que estão muito ocupados e têm mais em que pensar; é ficar em casa, doente, e não ter uma visita de carinho.

A desilusão tem um gosto a comida fria, é como páginas bolorentas de um livro já esquecido ou um espelho que se parte e não devolve uma imagem correcta. Fere a alma e leva tempo para que ela aqueça outra vez. 

O que sentirá o Senhor Deus quando espera algo de mim que não faço, não sou, não consigo? Qual é o Seu segredo para curar essa dor tão aguda e tão cinzenta? Será que nesse dia os anjos O adoram com mais vigor? Que nesses momentos traz à Sua eterna lembrança o quadro completo daquilo que programou para a minha vida?

Queria saber se é só o esquecimento que cura a desilusão. Mas para esquecer é preciso tempo...e esse, tem que ser aproveitado para coisas melhores...

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

QUEDAS

Já caí algumas vezes. Quedas aparatosas, outras sem explicação e ainda algumas cómicas. Porque será que uma queda desperta alguma vontade de rir nas pessoas? Deve haver alguma ligação estranha entre o cair e o riso...

Mas desta vez caí mal. Fiquei mal e ninguém riu. A queda, ou antes, o tempo em repouso por causa dela, dá-me oportunidades de pensar e meditar de maneira diferente. E conclui algo absolutamente surpreendente: não fomos feitos para cair mas para ficar em pé! (Agora é o momento de rirem pela minha descoberta). Ao perder o equilíbrio, quando estamos estatelados no chão, ficamos vulneráveis, fracos, necessitados de ajuda. Fomos criados para, nesta posição vertical, chegar onde for necessário.


A Bíblia diz que temos que “ficar firmes”. Em pé. Vestidos e revestidos de peças de vestuário que nos ajudem a enfrentar todas as lutas, todas as investidas estranhas da nossa existência.

Se porventura cairmos, como foi o meu caso, temos que arranjar força e meios para nos levantarmos e, mesmo com mazelas...ficar em pé outra vez, firmes!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

DIA DE ACÇÃO DE GRAÇAS


Pena não termos em Portugal a tradição de  um dia de agradecimento e gratidão por tudo o que recebemos da mão do Senhor. Temos importado algumas datas que celebram outras coisas, porem esta, tarda em chegar... mas lá por que não é costume entre nós, não significa que não sejamos gratos. Eu celebrei o meu dia assim:
  • Não tive a belíssima ave assada no forno e enfeitada com as várias iguarias - mas tive o alimento diário, sem falta, que o Pai me promete e por isso Lhe agradeci.
  • Não tive uma reunião de família, dos que estão perto e dos que estão longe. Ninguém viajou de onde quer que fosse para passar o dia comigo - mas senti cada sorriso e cada gargalhada dos que amo. Vi os rostos felizes, sérios, risonhos, das minhas netas, dos meus filhos, dentro do meu coração. E por tudo isso, dei graças
  • Não  tive uma tarde junto à lareira, no quente do amor da família, a jogar um daqueles jogos que sempre aparecem numa tradição de ajuntamento familiar - mas dei graças porque tive força para trabalhar e cumprir o que se espera do meu esforço.
  • Não houve doces, nem bolos ou sobremesas espantosas - mas saboreei devagarinho, uma bela bica portuguesa e por isso dei graças.
E rebuscando no fundo do meu coração, havia tantos outros motivos para agradecer: por paz, no meio do turbilhão da vida; por segurança  e esperança, quando vejo outros a afundar-se em dor e depressão; por amigos fieis, únicos e fortes, que são o suporte da minha existência; pela Igreja, o Corpo onde sou um membro, ou uma articulação, osso ou ligamento, tanto faz, mas que me nutre. sustenta e cura.

Acima de tudo, levanto as mãos por Jesus Cristo, meu Senhor, meu começo e meu final, que enche tudo na minha vida.
Que grande dia de acção de graças!

terça-feira, 13 de novembro de 2012

O CICLO DA VIDA


E o frio chegou. Mais ou menos no dia certo. O sol, bem tenta aquecer com luz e calor, mas é tudo já muito desmaiado...
O ciclo da vida. Daqui a uns meses esqueceremos tudo, porque a Primavera vai chegar, montada num carro de flores e cheiros, impetuosa e chilreando com as andorinhas, Mas enquanto ela não chega, vamos tiritar, espirrar e tossir vezes sem conta! Os ombros destapados, os colos desnudados e as pernas bronzeadas das mulheres, vão tapar-se com golas, camisolas, capas e botas. Parecem outras, como se viessem de um outro planeta!

O ciclo da vida. Hoje somos jovens, fortes, sonhadores e amigos do impossível. Ao virar as páginas  da existência, já perdemos o vigor, não acreditamos e só chegamos ao que é possível...
O ciclo da vida. Não há nada novo debaixo do sol. Há um tempo para tudo debaixo do sol. O sábio observou o que eu observo e chegou à mesma conclusão. Tempo para semear e tempo para colher; tempo para amar e tempo para deixar de amar; tempo  de acreditar e tempo de perder a fé...
 É por isso que gosto de calendários. Os dias são todos iguais, avançam mais lentamente e a gente não sabe se eles trazem sol ou chuva. 

Olho para o livro de Deus e lá, nada muda, a não ser a cor da impressão e uma ou outra palavra que resolveram traduzir de maneira diferente. Porque as promessas, os desígnios, mandamentos, regras e preceitos, passam por todos os Invernos da nossa vida, entram em todas as nossas Primaveras e prometem voltar iguais em cada estação...

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

VINDIMAS

Passar pelos enormes vinhais ao longo das estradas portuguesas, pode ser um exercício para os olhos e para a mente. Se fizermos esse percurso em várias estações do ano, aí é que o pensamento se completa. Numa época, as videiras parecem apenas troncos torcidos, na outra estão cheias de folhas verdes e dentro de pouco tempo carregadas de cachos maduros. Um dia, as vindimas arrancam do tronco, sem piedade, os frutos doces e suculentos e a videira fica nua outra vez. Mas antes de hibernar, faz uma festa. As folhas solitárias e que parecem não ter mais préstimo, vestem-se de cores douradas, tons quentes e profundos como se quisessem dizer que também elas têm o direito a ser vistas, já que estiveram lá o tempo todo para proteger o fruto. Quando a festa  termina, lentamente vão caindo e num adeus silencioso, misturam-se na terra e morrem... 
 
 
O fruto, esse vive durante muito tempo, para alegrar o homem e trazer brilho aos seus olhos... Quem vai lembrar-se da folha, quando o vinho é feito do fruto? Mas ela esteve lá, cumprindo a sua missão...
Há pessoas que são apenas as folhas de suporte de um fruto que todos vão comer.Mas estão lá com um propósito. O problema na grande vinha da vida, é que nem todos entendemos o que somos e para que servimos e muito menos nos alegramos, quando a nossa  missão foi cumprida. Quando  chegar ao fim do meu propósito, vou vestir-me de dourado, de cores quentes e profundas e fazer uma  grande festa. Depois, posso adormecer...lentamente.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

AUSÊNCIA


Eu sei. Estou em falta, pois. Já não escrevo há muito tempo. Mas a disposição tem estado em baixa, devido aos problemas da minha coluna. É difícil estar sentada, não posso estar em pé...Deitada? Odeio.  Isto vai passar. Tudo passa, afinal!
Enquanto o Outono se instala e chama em surdina o Inverno, a vida continua sem muitas mudanças bruscas, a não ser o que se vai ouvindo nas notícias que, a dar crédito a tudo o que dizem, não temos saída nos anos mais próximos.
Não sei se é da chuva, do céu cinzento, da  trovoada, mas nestes dias é mais fácil acreditar no que nos contam de mal. Quando o sol brilha e o azul do céu convida a dar um grito de liberdade, não há politico nem treinador de futebol que nos tire a alegria. 
Mas a minha vida não pode ser conduzida por este ou aquele acontecimento, por este ou aqueloutro desgosto. O meu viver está absolutamente guardado, protegido, sujeito a uma vontade que é soberana e á qual me rendi sem nenhum problema - Deus. Sem Ele seria um astro sem órbita, uma onda sem praia, um pássaro sem ar que o sustente.
 
 
Com dor ou sem ela, vivo Nele e para Ele. No Outono e na Primavera. Mesmo quando eu aqui não escrever nada...não se assustem, estou nas Suas mãos!

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

OUTONO


O Outono tem esta magia. A doçura das tardes, a frescura das manhãs e os tons dourados e secos que envolvem a terra. Até os frutos  mudam a cor, parecem mais quentes e mais fortes...
Fecham-se armários, guardam-se fatos de praia e deseja-se que para o ano seja pelo menos tão bom quanto foi este. Há uma nostalgia presente nos nossos gestos, como um adeus de pausa ou um livro que se fecha. Nem sabemos bem se é doce, se é amargo. É apenas difícil de explicar e de sentir. Os primeiros pingos de chuva caem envergonhados e aconchega-se o cobertor, pois a noite começa a ser fresca. O ciclo poderoso e implacável da Natureza. Com leis invioláveis e ditames teimosos e inquebraveis.
 
Dentro de mim também sinto uma mudança. É o Outono da vida. Menos exuberante e com menos flores e pássaros, mas nem por isso com uma beleza menor. Os dias são mais curtos, a vida corre mais lenta. Só as crianças não sentem o Outono. Porque a escola abriu com livros novos a cheirar ainda a tinta fresca e os lápis ainda têm os bicos originais. Correm e brincam, mesmo na chuva que cai. Para eles é sempre Primavera...

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

EUzinha

A guerra a acabar e eu a nascer! Meu pai contava que havia muita pobreza e fome, mas olhe que a mim, criancinha que berrava sem parar, nunca faltou comidinha.


Há quem diga que no bibebron, os meus pais misturaram com o leite, muito da bendita Palavra de Deus, porque ainda hoje ela é o meu bem mais precioso, o meu alimento principal e fonte de vida.

Cresci para comandar mais 5 irmãos, que vieram logo atrás de mim com poucas diferenças. Cada um deles com dons e capacidades únicas, faziam de nós uma família especial. Num ambiente de grandes necessidades, aprendemos a apreciar as coisas pequenas a que os outros nem davam valor. Quer que eu conte um episódio para entender melhor? Ora aí vai: Os meus pais não tinham dinheiro para comprar sapatos a todos no Natal. Era importante ir à festinha da igreja cantar e louvar, mas com sapato novo... Pois naquele ano um amigo veio da Suécia e resolveu pegar no rebanho dos seis maninhos e comprar sapatos para todos! A nossa mãe foi aconchegar-nos à noite, mas entre os lençóis, encostados ao rosto de cada um, havia um par de sapatos novos.

Cresci amando a igreja de Jesus Cristo, respeitando os homens que Deus levantara para fazer a sua obra. Por isso hoje é-me difícil engolir alguns que nunca deram nem sacrificaram nada pelos outros e se arvoram em donos de uma verdade que não conseguem provar com a sua vida. Aprendi o dom do perdão depois da queda, o choro da alegria depois de uma conversão milagrosa.

Casei com um homem maravilhoso. Era o mais bonito do pedaço, mas era meu! Passados 45 anos ainda sou dele e ele ainda é meu! Dos dois rebentos que Deus nos deu, nasceram as 4 mais lindas raparigas. Quem não acredita só tem que procurar por aí umas fotos delas.

Sirvo um Deus que apesar da minha pequenez (1.56m) e de pertencer a um Portugal pequeno e aos olhos de muitos, insignificante, no Seu divino conhecimento resolveu enviar este pequeno embrulho pelo mundo fora, ministrando e ensinando a Sua Palavra, empurrando todos os que desejam para os braços de um Pai que nunca desiste e que tem bitolas diferentes do resto da humanidade.
Amo a Deus mas amo as pessoas. Não sei nada, mas Ele ensina-me tudo. A minha vida dava um belo romance, mas não vou escrevê-la. Já há muitos por aí a escrever histórias...

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

A CHAVE

Resolvi que hoje era um belo dia para procurar uns cadernos guardados há muito tempo num armário do meu sótão. Abri a caixa onde guardo as chaves que não estão a ser usadas todos os dias. Procurei e peguei na que me pareceu ser a do tal armário. Não, a chave não entrou. Tornei a descer a escada para procurar outra vez, mas decidi que o melhor era levar a caixa e experimentar todas até encontrar a certa. Como sempre, foi a última chave, quando já quase tinha perdido a esperança! 



Já lhe aconteceu tentar abrir uma porta com a chave errada? (Uma pergunta ainda mais difícil, já tentou abrir a porta de um carro que não é seu?)

Chaves são instrumentos fantásticos que, como tudo, evoluíram com o tempo. Estamos na era digital e até aí, usamos “chaves”. E nada acontece, se não usarmos a que é correcta!

Às vezes, achamos que as decisões que acabamos de tomar nos vão abrir determinadas portas, mas não. Outras vezes experimentamos várias formas de abrir um caminho, mas parece que está hermeticamente fechado. Tudo porque não usámos a chave certa. A escolha da mesma, não pode ser feita a correr, sem ponderação e algum discernimento.
Não se precipite. Pense com a razão e com o coração. E por fim, faça uma oração a Deus, que gosta de nos dar sabedoria.


segunda-feira, 17 de setembro de 2012

VERMELHO



É a cor da emoção, da vitalidade e da autoridade, por estar ligada à beleza física, à sensualidade. 



Vermelho deriva do latim vermis, “verme, pequeno animal”, e tem relação com a época em que se fazia a extração do pigmento vermelho dos moluscos.

O vermelho é a cor mais quente, ativa e estimulante. Demonstra força de vontade, conquista, liderança e senso de auto-estima. Simboliza: perigo, fogo, sangue, paixão, destruição, raiva, guerra, combate e conquista; cor de aproximação e encontro.

O vermelho é uma cor essencialmente quente, transbordante de vida e de agitação.

Não esqueça nunca que a sua entrada à presença de Deus, não foi comprada com o branco da paz, mas com o puro sangue do Senhor Jesus Cristo. No livro de Apocalipse diz que as Suas vestes estão tingidas desse vermelho...Cor de vitória!


quinta-feira, 13 de setembro de 2012

DIFERENTES

Estava a olhar para uma foto das minhas lindas netas e a pensar com os meus botões como é possível que quatro pessoas (cada par delas tem a mesma mãe e o mesmo pai!!) sejam tão absolutamente diferentes. O que move uma não tem qualquer interesse para as outras. O que faz uma delas sonhar, provoca sorrisos incrédulos nas outras. O que pensam ser no futuro...ui, aí a diferença estica muito!
E é nestas diferenças tão marcantes que encontro o encanto de amá-las. Bem tentam saber de qual gosto mais, mas como é possível descobrir isso, se as amo exactamente porque as suas diferenças fazem delas pessoas tão únicas?

Imagino o meu Pai celestial, a rir das palavras de um dos seus filhos, a ficar admirado com a sabedoria deste, a estender a Sua enorme paciência para a carolice de outro, a pegar naquele ao colo, porque é tão carente...e no entanto, o Seu amor é o mesmo,incondicional e imenso.

Que esse amor seja um exemplo na nossa vida, para amar e aceitar os que estão à nossa volta, apesar das suas diferenças. Aceitar, quer dizer “abrir os braços para receber”. Eu quero amar assim.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

EXTREME MAKEOVER (QUERIDO, MUDEI A CASA!)


Já viu o programa, claro. Eles estão mesmo determinados a mudar aquela casa, suja, arruinada, infectada e imprópria. Estão decididos a transformar uma casa ou divisão da mesma, num lugar cheio de beleza e de luz, onde antes havia paredes escuras, mobiliário inadequado, pobreza...

A parte mais fascinante do processo, para mim, é vê-los deitar tudo abaixo! Destruição completa e extrema. No caso de uma divisão, vê-los partir paredes, abrir corredores e deitar fora todo aquele lixo, é realmente curioso. Quando se trata de uma casa  inteira, aí sim, a destruição é mesmo total. Tudo tem que desaparecer para dar lugar a uma construção nova.

Lendo a Palavra de Deus, sou também incentivada a destruir, a deitar abaixo, a demolir. E ai surge a questão: onde vou encontrar força para tal?

Paulo, o apóstolo, escrevendo aos crentes de Corinto, gente cheia de conhecimento, de filosofias e pensamento humano, incentiva-os a fazer esta destruição total a esses pensamentos, à arrogância e a qualquer ideia que se levante contra o conhecimento de Deus. Pois parece-me a mim, que é exactamente o oposto, o que fazemos hoje. Adquirimos muito conhecimento, estudamos muitos aspectos doutrinários de uma determinada verdade (claro que ainda acreditamos que é verdade!) e enchemo-nos de orgulho pelo que sabemos e pelas capacidades humanas que fomos adquirindo, nos vários cursos que conseguimos fazer, sem nos lembrarmos que o próprio Cristo disse que “se não nos tornarmos como meninos”, simples, inocentes, humildes e desejosos apenas do essencial, não veremos o reino de Deus.

E agora? Deitar abaixo isso tudo dá muito trabalho e é preciso muita força. Destruir as minhas filosofias, convicções enraizadas e arrogância pelo que sei, é muito humilhante. O apóstolo não diz para por de lado, nem para esquecer, manda destruir! O pior da destruição é que durante um tempo, fico nua, não tenho nada, só um terreno ou um lugar cheio de entulho...e é essa escolha que custa: o edifício presente muito bem arranjado mas podre, vazio e bafiento, ou a destruição completa do mesmo e a permissão para que o Espírito de Deus faça novo, lindo, luminoso e maior.

A escolha é minha.



sexta-feira, 7 de setembro de 2012

ROXO

O roxo é a cor do entardecer que anuncia a transformação do dia em noite, um ciclo que Deus criou para o descanso do homem e da Natureza. Simboliza persistência e em algumas religiões, sacrifício, dor e luto.




Todos os ciclos são importantes na nossa vida. Nuns sofremos e parece que a dor veio para viver connosco. Mas não é verdade. A noite dá lugar a um novo dia e com ele, novas oportunidades e esperanças para serem vividas.

A Bíblia mesmo diz, que “o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã...”. Fiquemos firmes nesta certeza, que o roxo pode pintar a vida durante um período, mas daqui a pouco, Deus pegará numa nova cor para dar um tom mais feliz à nossa vida!

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

ANIL

Hoje, o dia é anil, uma cor entre o roxo e o azul. O anil simboliza respeito, dignidade, devoção, piedade, sinceridade, espiritualidade, purificação e transformação.

Os olhos humanos são relativamente insensíveis à frequência do anil, tanto que muitos não conseguem distingui-lo do azul ou do violeta. Por essa e outras razões, algumas pessoas defendem que o anil não deve ser considerado uma cor propriamente dita, mas sim uma variação do azul ou do violeta.

Esta era uma cor entretecida no fabrico do tabernáculo do deserto, o lugar onde Deus se encontrava com o Seu povo, sobre o assento da misericórdia, na arca da aliança. Hoje não precisamos mais destes símbolos para chegar-nos perto de Deus. O caminho foi aberto pelo sacrifício de Jesus Cristo. Mas quantas vezes nos afastamos da Sua presença, do mais importante...

Neste final de tarde, elevemos o nosso coração para Aquele que é Supremo, Senhor, Soberano e Deus!

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

AZUL

Hoje, o dia é AZUL! Dizem que esta cor tem a ver com o pensamento, o espírito do homem. Está ligada á lealdade, fidelidade, devoção, fé, sinceridade, confiança e tranquilidade. É uma cor que transmite bem-estar e serenidade, embora das cores frias, seja a mais fria de todas.

O nosso Deus pintou a abóbada celeste, os mares e rios de azul! O salmista David cantou ao olhá-los: “Ó Senhor, Senhor nosso, quão admirável é o Teu nome em toda a terra...Quando vejo os Teus céus, obra dos Teus dedos...” (Salmo 8)

Levante os seus olhos e louve de coração um Deus que é Criador, Soberano e que nos rodeia das obras maravilhosas das Suas mãos!

terça-feira, 4 de setembro de 2012

VERDE

Hoje é o dia VERDE! Esta cor significa vigor, frescor, esperança e calma e simboliza renovação, fertilidade, crescimento e saúde.


O verde é a cor universal da natureza. Pensar que Deus pintou árvores, relva, campos e montanhas de verde...Umas vezes Ele carregou mais na cor, noutras aliviou-a e adoçou-a. Há árvores e arbustos de verde perene e outros que mudam no frio do inverno, mas logo que a primavera chega se renovam, numa promessa de esperança!

Hoje vamos encher os nossos olhos da cor da natureza linda do nosso Deus e pensar que temos que trazer à lembrança, aquilo que nos traz esperança! Porque Deus é Fiel!

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Esta será a semana da cor. Quero trazer aos meus amigos, muita alegria e alguns significados interessantes sobre a cor. Embora não seja fã de “crendices”, há ligações com as cores que nos dispõe para melhor ou pior.




Hoje vamos pintar o mundo de amarelo! Dizem que esta cor tem a ver com criatividade, jovialidade e alegria e está associada ao Verão e ao calor, por isso que gera essa  impressão e é recomendada para climas mais frios.

Temos um ditado mentiroso que diz: “Se não houvesse mau gosto, o amarelo não se gastava!” Pois eu acho que é uma cor feliz, vibrante, viva e luminosa. Gosto de amarelo!

Quando a Palavra de Deus diz , “A alegria do Senhor é a nossa força”, consigo ver a alegria em tons de amarelo! Seja feliz nesta cor, hoje.



sexta-feira, 31 de agosto de 2012

CHEIRA MAL!

“A conversa já cheira mal!”. Frase utilizada quando o diálogo ou comunicação entre as pessoas se torna difícil, doloroso e até insultuoso.
 
 
 
Já lhe aconteceu estar perto de pessoas que cheiram mal? Um dia destes entrei no mini-mercado da aldeia para fazer compras. Um homem percorria os corredores, colocando num cesto o que precisava. Infelizmente tenho um olfacto apurado e senti um cheiro estranho nos tais corredores. Cheirava mesmo mal. Por acaso, o tal homem passou por mim e mesmo ali, ao meu lado, tirou algo de uma prateleira. Ui! Foi aí que descobri de onde vinha o tal cheiro...Como é possível que num Verão quente como este, alguém passe sem se lavar, sem mudar de roupa? Não vão acreditar, mas fiquei agoniada...mesmo.
O mau cheiro, na maior parte das vezes, vem de algo que está a estragar-se, a apodrecer ou não tem limpeza há muito tempo. A morte cheira mal.
Agora imagine Jesus Cristo em frente de um sepulcro. “Tirem a pedra, destapem a sepultura do homem”. O grito imediato claro que é: “Já cheira mal!” Ele nem está preocupado com o cheiro. A sua atenção está voltada para a entrada do sepulcro de onde sai, vacilante, um homem em estado de decomposição. À ordem de Cristo, desligam o homem dos panos e lenços que o cobrem. O homem está vivo, sorridente, e o cheiro nauseabundo da morte, desapareceu.
Não tenho o poder de dar vida a nada que já não presta. Só o Filho de Deus tem esse poder. Mas posso cooperar com Ele, para que alguém, alguma circunstância, relacionamento ou situação, sejam “destapados”, “desligados”, com carinho, com fé, e o milagre seja operado. E também tenho o poder de não permitir que a vida à minha volta chegue a um estado de podridão, de mau cheiro e sujidade que se torne impossível suportar.
Arregacem as mangas comigo. Há muita limpeza a fazer!



sexta-feira, 24 de agosto de 2012

RUMO AO PALÁCIO

 

"Histórias de rainhas e palácios são parte do imaginário das crianças, especialmente das meninas. Crescemos lendo livros sobre príncipes e princesas, sem entendermos que eles são iguais a toda a gente.


Descobri isso bem cedo, nas grandes páginas da Bíblia. Ao ler a história dos reis de Israel e Judá, percebi também que, apesar das mulheres daqueles dias não viverem ao abrigo de direitos e privilégios como hoje, ainda assim as rainhas e princesas daqueles dias exerceram sobre a sua família e o seu povo, uma enorme influência. Muitas delas tiveram vidas difíceis e finais nem sempre felizes. Enquanto as descobria no livro sagrado, imaginei-as, vesti-as e dei-lhes voz. Bem sei que muito do que escrevi será pura ficção, mas não deixa de ser verdade histórica o que aconteceu a cada uma destas mulheres.

O meu desejo é que cada uma destas personagens traga momentos de reflexão, mudança, talvez até arrependimento. Por que a vida é tão preciosa e passa tão depressa, as nossas acções e influência têm que ser cuidadas e corrigidas. Se porventura alguma daquelas acontecer, ficarei muito feliz. Não escrevi apenas para mim, mas para um mundo de mulheres que precisam saber que o seu destino final é grandioso!

No final deste pequeno livro, há um apêndice, com as referências bíblicas de cada episódio, que poderá ser utilizado para estudo e reflexão pessoal ou partilha com outras mulheres e, juntas, aprenderem um pouco mais sobre o “que foi escrito para o nosso bem”.

Esta é a Introdução do meu último livro RUMO AO PALÁCIO. Se ainda não leu, adquira-o rapidinho. Vai gostar!





segunda-feira, 20 de agosto de 2012

FRUTO?



Fico extasiada com a variedade de frutos que temos na nossa terra nesta altura do ano. Não há fruta igual à nossa, digam o que disserem, com o doce, sumo, sabor...tudo delicioso. Desde o vermelho das ameixas ao rosado escuro da melancia e o amarelo do melão; dos diferentes verdes das peras e do veludo amarelo ou vermelho dos pêssegos...tudo é lindo, extravagantemente guloso para os olhos e para a boca. E as uvas?

Por causa disso, tenho pensado muito na palavra do salmista “até na velhice darão fruto...”

E aqui, balanço. Olho para a vida de pessoas que amo, que estão bem entradas na velhice, onde já não dizem muita coisa acertada, o esquecimento tolda a relação até com a família, a mobilidade fica reduzida a uma cadeira ou a uns metros do passeio perto de casa...(Olho para eles e olho para mim. Um dia também serei assim).

Fruto, mas eles dão algum fruto? Já nem sabem o nome dos netos, nem se lembram se é Natal ou Páscoa...

E é aí que Deus me deixa ver uma videira que tenho no quintal. Tem pelo menos 100 anos. O tronco está carcomido, torcido e sem graça, mas espantai-vos, todo os anos as uvas aparecem. A pobre videira já nem é tratada de tão velha ...mas insiste em dar fruto, continua a ter cachos de uvas brancas pendurados nos troncos velhos. Como? Porquê? Porque o ADN daquela videira programou-a para dar fruto. Ainda na velhice. Enquanto estiver com as raízes na terra e o sol e a água a alimentá-la, as uvas vão aparecer...

Vejo o meu querido pai, que daqui a dois dias completa 98 anos. Fruto? A árvore é velha, sem graça, sem beleza, sem ninguém que repare nela. Mas dá fruto. Reproduzido na vida de milhares a quem ministrou, baptizou, abençoou, ensinou. Na vida dos seus descendentes, agora já na quarta geração de filhos e servos de Deus!

A Palavra de Deus é verdadeira. Nem pensem em racionalizar sobre o que ela diz, como eu tenho feito a respeito deste dilema do fruto...

Aliás, Jesus Cristo disse: “E vos chamei...vos nomeei...para que vades e deis muito fruto e o vosso fruto permaneça...”

Está no nosso destino, no nosso propósito de vida, no ADN espiritual da nossa vida. Está lá...

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

BOAVISTA DOS PINHEIROS

Boavista dos Pinheiros é uma freguesia portuguesa do concelho de Odemira. Foi criada em 12 de Junho de 2001, por desmembramento das vizinhas freguesias de Santa Maria e São Salvador. Uma freguesia a entrar na adolescência.


 
A Boavista dos Pinheiros situa-se a 4 km da sede de concelho (Odemira) e tem uma população que ronda os 1633 habitantes ( segundo os censos de 2011).
Esta aldeia, desconhecida pela maioria dos portugueses, faz parte integrante do Reino de Deus neste mundo. Porque nela vivem pessoas que são súbditos deste Reino e porque, os embaixadores do mesmo, de há 5 anos para cá, tudo têm feito para que o DNA deste Reino seja estabelecido: justiça, alegria e paz.
Quando o jovem casal de missionários, Cintia e Júnior, chegaram à aldeia, já um outro desbravador por lá tinha andado, percorrendo vales e montes, para levar o evangelho de Jesus Cristo a um povo esquecido, roubado e envelhecido.
Os tais jovens, apaixonados pelo seu Rei, têm feito tudo o que sabem, para que os habitantes da aldeia sejam felizes.
Com as suas mãos e com a ajuda de outros, fabricam presentes natalícios, para que o povo que não recebe prendas há muito tempo, saiba que Deus não os esqueceu.
Com a sua música, formam uma escola, onde os jovens da aldeia, parados no meio de um Alentejo enorme e sem recursos culturais, encontram um significado novo para os seus dias.
Com a sua casa aberta, acolhem os adolescentes e jovens, que querem saber mais de Deus e dos valores certos para a vida.
Com exemplo, carinho e dedicação, estabelecem o conceito do Reino no coração de pessoas que nem sabem que podem chegar-se a Deus.
O investimento parece muito grande, comparado com o tamanho da aldeia. Há momentos em que o esforço parece grande demais para os poucos quilómetros quadrados da freguesia...
A matemática, não é o meu forte, nunca foi. A matemática de Deus, muito menos. Mas quando leio a Bíblia, sei que uma semente pode gerar uma seara e que uma aldeia pode afectar uma região e que essa  pode implementar mudanças estruturais que só têm explicação possível, quando entendemos que Deus já estabeleceu ali o Seu Reino.





sexta-feira, 10 de agosto de 2012

A BOOK IN HER HANDS



With that familiar soft touch of her hand she reaches for her purse and pulls out a book. A book.
The two of us look at her with no surprise. My grandfather, a charming old man, sits in the chair between her and me. For forty-seven years he has witnessed what is about to happen and so takes no action. Instead, he rests his back against his chair, looks at the vast, beautiful ocean before him, and takes a deep breath, almost as if trying to gasp in the moment as not to let it slip away like so many others. With this silent support to continue, she proceeds, now with the book in her hands. I rest my arms on the table, the one with the crumbs of the meal we had come here for, and I wait, anxiously, for the words I am about to hear. My body unwilling to simply sit back, I look at her, unconsciously staring at her, hoping that some how I will become a better person even just by listening to whatever she has to say with the book in her hands; hands which have previously held so many other books, turned so many other pages and slowly built their way to the credibility they hold today.
And so, with an obvious urge to go on, she begins. She begins pouring her heart, the one that is touched by the words she has read. She raises no barriers, but instead breaks down the very walls that would possibly prevent our understanding. Her goal is the same as always; to touch her listeners, to challenge them, to provoke a thought in them, one that may somehow come to change them. Her words are profound. She is not a fan of superficiality and as her granddaughter, neither am I. All of a sudden, without warning or permission, tears begin flowing from my eyes. She has accomplished her goal. The reason she reached out for that book has met its home. The passion in her voice has touched my soul in such a way that it cannot go unnoticed, no matter how hard I try. She looks at me, a smile makes its way to her face and then, inevitably, to mine. Without the need for a single word’s sound, we meet in our thoughts. Yes, she is blessed to have me, to have me listen, truly listen. And me, I am blessed to have her, to have her speak, truly speak, with a book in her hands.

Gabriela Fernandes
(My grand-daughter)


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

O QUE QUERES?



Quando era criança a história da lâmpada de Aladino fascinava-me. A ideia de poder exprimir um dsejo e ele ser realizado...
Hoje, em divertida brincadeira com amigos e família, ainda brinco com a lâmpada: o que faria se me saísse o euromilhões? A resposta a estas questões revela, sem me aperceber, o que quero, o que mais desejo da vida, qual é a prioridade no meu coração.
Alguém terá dito que uma coisa grande é acidental, vem e vai. Tudo passa, afinal.
Mas a pergunta persiste: o que quero? Esta manhã fui confrontada outra vez com este pensamento e obrigada a responder ao mesmo.
Quero ver Deus. (Conseguirei, algum dia?)
Quero conhecê-lO mais. (Como se conhece o que é infinito?)
Quero viver na absoluta dependência do que Ele deseja (E quando é totalmente oposto ao que desejo, ainda quero?)
Quero viver sem lutar por nada. (Totalmente abandonada ao Seu querer...)
Quero ver os meus filhos e a sua geração tocarem o seu mundo. (Verei? Confio que o farão?)
Pergunta difícil. Respostas ainda mais difíceis ou pelo menos incertas. Mas continuo a querer.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

GAIVOTAS EM MATOSINHOS

Foram embora as meninas, os chapéus, calções, biquinis e sacos de lanche. Acabaram o dia de praia e encheram o corpo de calor e creme gordo. Deixaram atrás os sinais de pés profundos na areia e os contentores do lixo, cheios de restos de pacotes vazios.
Na praia, em silêncio, chegaram as gaivotas. Pousaram as patas pequeninas na orla do mar e picaram as conchinhas que restaram da brincadeira das crianças.
Passearam em liberdade. Ninguém para enxotá-las, nem um único ser para tirar-lhes o espaço imenso da espuma deslumbrada do mar. A praia é só delas. E a calmaria do mar, também.
Não sei onde se recolhem quando à noite o mar perde a cor. Mas sei que a praia não é dos meninos e meninas que saltam , correm e deixam sacos vazios de batatas fritas pelo areal.
A praia é delas, das gaivotas brancas e cinzentas, da cor do anoitecer.


quarta-feira, 25 de julho de 2012

NESTE VERÃO


Parece que dá um frenesim nas pessoas. Não conseguem pensar em mais nada a não ser...férias! E aí vão, sózinhos, com a família, com amigos, mal acompanhados, para lugares onde vão dormir mal, comer pior, mas...são férias!
Dizem as pessoas entendidas, que tem sido um Verão diferente. Já não nos lembramos dos outros, da ventania, das manhãs carregadas de neblina, do frio à noite, da nostalgia de outros Verões que passaram cheios das mesmas coisas!
Mas talvez este tenha mesmo sido diferente. Todos anos as matas ardem, há pessoas vingativas, mesquinhas e doentes que se lembram de atear um fósforo e ficar de longe a ver uma mata arder e hectares de floresta a serem devastados pelas chamas. Este ano foi pior ainda.
Neste verão, arderam a Madeira, montados de cortiça, quilómetros de mata no Algarve. Os bombeiros sofrem, a população geme, o país empobrece. O Verão é culpado.
Neste Verão, um autocarro foi atacado por um terrorista na Bulgária. Várias pessoas morreram. vítimas deste atentado sem explicação. Pessoas que gozavam as tais férias, de repente viram o sonho de descanso e lazer transformar-se em pavor e sangue.
Neste Verão, em Aurora, no Colorado, gente que se senta confortável para ver um filme, de repente ouvem os disparos de um louco. Não vem do ecrã, não é filme, é real. E morrem na hora 12 pessoas e 58 ficam feridas sem dó nem piedade.
Neste Verão, um pouco por todo o mundo, os agricultores olham para o céu sem nuvens nem indícios de chuva. Os recursos de água vão acabando, o gado está em perigo e as sementeiras também.
Neste Verão, a Gronelândia olha espantada para o fenómeno dos gelos eternos a derreter-se numa velocidade anormal.
Neste Verão jogam-se as Olimpíadas em Londres. O alerta é total, não vá haver outro massacre.
Igual aos outros Verões? Nada é igual. O homem sem Deus maquina mais maldade, a sociedade sem valores encurrala-nos num mundo onde não há mais liberdade, nem para ir de férias, nem para ver um filme em sossego, nem  fazer uma viagem de autocarro em turismo.
Neste Verão, espero ansiosa por uma alegria. Tem que vir, é obrigatório.



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domingo, 15 de julho de 2012

O SALMO DA VIDA

Tem sido o meu salmo este ano. O salmo do pastor. 


De repeti-lo, lê-lo, orado e chorado sobre ele tantas vezes, já não deveria ter nada novo para me contar. Mas esta noite, enquanto as horas rolavam sem sono e a alma apertava cá dentro, disse-o outra vez. Descobri algo muito lindo, que possivelmente mais alguém já descobriu antes de mim...mas que importa, só agora vi e abençoou-me. Por isso registo aqui o que me encheu a mente nessas horas de insónia.

Ele faz-me repousar em pastos verdejantes, leva-me para junto das águas de descanso...Passei pelos três primeiros versos e vi-me na infância, cuidada, mimada, acarinhada e protegida. Nada me faltava, deitava-me de barriguinha cheia, tinha quem cuidasse de mim, tudo me era dado com o maior cuidado...

Restaura a minha alma ... Tem a ver com a idade das descobertas, da adolescência, da impulsividade em que subia árvores, partia pernas e descia colinas...e caía. Muitas vezes. O pastor procura a ovelha que deve estar virada em qualquer lado, sem capacidade de poder levantar-se e se ele não chega depressa, se não a restaura rápido, o mais certo é ela ficar ali, de patas para cima, sem poder dar a volta para sobreviver...Como Ele fez isso comigo tantas vezes!

Guia-me pelas veredas da justiça... Cheguei à idade das escolhas, do caminho que queria seguir, dos sonhos da juventude, do casamento que queria ter, da chamada que perseguia e se o Pastor não me tivesse ensinado, como me teria perdido e como a vida teria sido tão diferente...

Ainda que eu andasse pelo vale da sombra e da morte, não temeria mal algum, porque Tu estás comigo, a Tua vara e o Teu cajado me consolam...Vivi a fase das dores, das faltas, da separação, da morte dos queridos, da injustiça do mundo, da maldade feroz dos homens, da frustração com amigos, mas Ele nunca me abandonou... Estava lá, sempre.

Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo e o meu cálice transborda...Estou sentada à mesa, literalmente. Vejo os que me desejam mal agora e os que me atacaram no passado, estão todos do lado de lá do banquete. Não podem tocar-me. Nada pode perturbar a intimidade que tenho com o Pastor. Ele continua a ungir-me e a encher a minha taça da Sua presença...

Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha vida e habitarei na Casa do Senhor para sempre...Caminho para esta fase sem medo. Porque haveria de recear? Tenho a bondade e a misericórdia a seguir-me os passos já vacilantes. Não há possibilidade de perder-me no caminho, porque ao longe vou ver a Casa...

Nada me faltou...nada me faltará...Ele é o meu Pastor!

sábado, 14 de julho de 2012

DESARRUMAÇÃO

Já entrou numa casa completamente desarrumada? Daquelas onde nem sabemos onde nos sentar ou para que lado nos virar se precisamos de apanhar alguma coisa? Pois, é uma sensação terrível. Mas para as pessoas que lá vivem é natural: tiram daqui, põem acolá, empurram isto, mudam mais aquilo e...vai andando. Mas não sei se já teve a experiência de entrar numa, onde a sala está muito bonita, mas se precisamos ir à cozinha, à entrada, temos uma visão de caos... Quando era mais jovem, esta situação dava-me ganas de começar numa ponta e acabar na outra, mas hoje, descubro que as pessoas habituaram-se a viver assim e por isso, a minha ajuda seria inútil.

 Sei que a nossa “casa”, o nosso ser, também acumula tralha. E de tanto acumular, retiramos dela a ordem, a beleza. Estava a meditar sobre isto e resolvi fazer uma inspecção à minha alma. Eu sei onde está a desarrumação. Tenho noção onde se esconde o pó e a sujeira. A sorte é que tenho Alguém ao meu lado, pronto, ao mais leve gesto da minha parte, para limpar, deitar fora, transformar e até restaurar algumas coisas que podem parecer que já nada valem.
Este tempo de lazer e férias é um óptimo momento para essa introspecção. No sossego de um dia de praia, num passeio pela montanha, no amanhecer ou entardecer de um lugar de beleza e quietude, permitamos que o Espírito Santo ilumine as áreas da nossa vida onde não estamos confortáveis, se alguém se lembrar de espreitar. Ele é capaz de mudar a mobília, colocar peças novas no lugar das debotadas e flores frescas, muitas flores, nos jarrões de flores plásticas, cheias de pó!
Ele é um Amigo, que não gosta que fiquemos mal...e continua a ter vontade de limpar! Assim o permitamos.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

FONTE DA JUVENTUDE ETERNA



Uma ideia que já vem de longe: um dia alguém descobrirá a fonte da juventude, cujas águas permitirão que o homem nunca envelheça e não morra. Só pensar nisto, me dá uma vontade de rir imensa. Como será administrada tal fonte? Que país oferecerá mais pela aquisição de tal preciosidade? Que preço terá que pagar-se por um copo do líquido mágico?

No entanto, no passado, houve gente que dedicou os seus dias e esforços à procura da “tal” fonte. Conta-se que um dos homens que acompanhou Cristóvão Colombo na sua histórica viagem, um tal de Juan Ponce de León, tinha essa ideia fixa. Outros depois dele, procuraram a fonte, misturaram em tubos de laboratório os mais variados ingredientes, sem nunca conseguir. Este apelo à imortalidade é realmente universal, mas segundo os cientistas, não há maneira conhecida de reverter o processo de envelhecimento de um indivíduo com o resultado final da morte.

Por mais cremes, cirurgias plásticas e tratamentos com substâncias inimagináveis, como a saliva da serpente e a baba do caracol, nenhum nos garante que as rugas e a flacidez não cheguem ao nosso corpo. Há por aí muita gente que nega o que é um facto – um dia seremos velhos, um dia morreremos…

Mas espantai-vos, ó gente! EU encontrei a fonte da vida! Não acreditam? Então procurem a minha receita secreta (hoje estou muito generosa!): “Em Ti está a fonte da vida. Na Tua luz, veremos a luz” (Salmo 36:9) Nele, no Senhor, encontrei o remédio para o coração cansado, para ossos debilitados, para falta de energia, para dores e mal-estar. Nele achei uma fonte inesgotável de alegria, de paz, de prazer, de segurança e de razão para viver. Nele tenho o meu viver e o meu mover. Bebo, torno a beber e a fonte não se esgota. Ele mesmo disse: “EU SOU o alfa e o ómega, o princípio e o fim. Quem tiver sede, de graça lhe darei da fonte da agua da vida!” E mais: esta fonte tem uma água tão poderosa que faz os mortais saltarem para a vida eterna!

Haverá por aí alguém que ainda não bebeu? Está à espera de quê??

quarta-feira, 4 de julho de 2012

A SEARA

Ontem, enquanto o carro rolava pela estrada alentejana, era impossível não ficar em silêncio deslumbrado diante da imensidão dos campos loiros, acabados de ceifar. A paisagem alentejana tem este fascínio. Extensões de campos de cereal e a seguir e a perder de vista, os olivais e as vinhas, que parecem alinhados para um futuro sem preocupação…



Ao encher os olhos do dourado do campo, tinha que por força lembrar a parábola do semeador e constatar mais uma vez, como deveríamos lê-la mais vezes, até entender exactamente o que o Cristo tinha em mente ao contá-la. Na nossa vida como “semeadores”, há um pormenor que esquecemos com muita facilidade, apesar de a natureza no-lo ensinar de modo tão claro: semeador, semeia. Em alguns casos pode até regar e no final ser ceifeiro, mas não tem o poder de fazer crescer! O pior é que quando “semeamos”, nós e os outros que nos observam, esperamos já a ceifa, o resultado, achamos que temos a capacidade de fazer crescer e até de escolher o resultado desse crescimento, esquecendo o tal pormenor que está fora do nosso controlo: é Deus que o produz.

Aliás, falando em pormenores, quando Jesus manda que “oremos ao SENHOR da seara para que envie ceifeiros para a SUA seara”, só isto, nos deveria dar o tal puxão de orelhas, para percebermos de uma vez por todas, que estamos engajados num processo que está absolutamente muito além do nosso alcance e até compreensão: a seara não é nossa, semeamos uma semente que nos foi entregue, credível, perfeita, mas não temos o poder de fazê-la crescer, nem de saber exactamente o tipo de terreno onde caiu, por muito que o estudemos e nos esforcemos.

Outro pormenor: já que somos semeadores, inquiramos se nós mesmos estamos em bom estado para uma tarefa tão exigente. Olhemos para dentro de nós e verifiquemos se as nossas sacas de semente estão cheias. Há por aí muita gente que semeia vento em vez de semente…


quarta-feira, 27 de junho de 2012

VELHOS A SONHAR



Um dia destes, numa conversa, alguém lembrou o texto bíblico "os velhos sonharão sonhos". Acho que  a pessoa nem estava a pensar na minha idade, porque de repente, olhou para mim e ficou meio atrapalhado!
É uma frase que conheço muito bem. Mas naquele dia fiquei a pensar. Porque é contra tudo o que sabemos da fase-velhice. Os velhos lembram o passado, contam e recontam histórias já ouvidas dezenas de vezes, alimentam a alma  do que foi, abrem os albuns onde repousam sem voz pessoas que teimam em envelhecer... Os velhos sabem que o futuro é curto, doloroso, solitário e na  maior parte das vezes vazio.

O que encheria a mente do profeta quando pronunciou as palavras mais tarde repetidas por Pedro, no momento glorioso do maior fenómeno do Pentecostes?
Parece que sei... penso que sei. Pelo menos sinto-o. É que embora a capacidade de fazer comece a diminuir, a força de sonhar pode estender-se a um horizonte ilimitado. Sei perfeitamente que a partir destes anos, muito me será vedado, porque não terei o mesmo vigor e a mesma rapidez de acção e de pensamento. Mas  ninguém pode impedir que o Espírito Santo que habita em mim, sonhe aquilo que Deus sonha! Eu sei que o segredo está na minha sintonia com Ele, na capacidade de sentir para onde o vento está a soprar, no desejar profundamente, acima de qualquer outro desejo, que venha o Seu Reino! Se todos os velhos sonhassem esses sonhos! 

Que todos os idosos cada vez que fecham os olhos para dormir, sonhem com um Reino onde não há fronteiras, onde os homens de todas as raças, tribos, linguas e nações cantam a mesma canção e onde crianças, jovens, pais e avós caminham para um mundo onde Cristo será Rei para sempre...

quinta-feira, 14 de junho de 2012

IDENTIDADE



Estou fascinada pela Raabe. Segundo o relato bíblico, era uma prostituta, conhecida em Jericó pela sua casa construída em cima da muralha. Lá, entravam os viajantes, estrangeiros e quem precisasse de comida ou prazer. A sua identidade era essa, Raabe, a prostituta.

Pode alguém ver-se livre de uma identidade tão marginal? Os dias desta mulher eram aquilo; não pedia mais, estava habituada a ser assim, até ao momento em que sentiu a sua vida em perigo. Por isso fez um "negócio" com os dois homens que entraram na sua casa e que ela reconheceu serem israelitas e espiões: a sua vida e da sua família, em troca da fuga segura deles.

Quando Jericó foi destruída completamente, restou uma casa em cima do muro. De uma das janelas meio partida, um cordão vermelho pendurado - o sinal combinado entre Raabe e os homens de Israel.

Integrada na nova comunidade, a sua identidade foi mudada também. Casou, teve filhos, descendência, que seria única e de "mulher perdida", passou a fazer parte de uma galeria de heróis da fé.

Odeio rótulos. Abomino palavras que marginalizam os seres humanos criados por Deus e que os colocam em prateleiras e guetos discriminatórios. O mundo ainda pasma, muito, quando um deles sai dessa prateleira e se transforma num presidente, num inventor, num jogador de futebol e mais algumas coisas...

A Bíblia fala apenas de duas espécies de pessoas: justos e injustos e sobre estes dois grupos, Deus continua a levantar o sol brilhante do dia e a enviar chuva que lava e faz produzir. Se Ele é assim, que nos impede de ser como Ele?



sexta-feira, 8 de junho de 2012

NETAS

Tenho quatro. Lindas, preciosas, inteligentes, divertidas, dotadas, sei lá...Só têm um defeito: cresceram!
Viajam sozinhas, vão ao estrangeiro estudar, têm uma conta bancária (com pouco dinheiro, mas têm), namorados, opiniões, cor política, amigos, actividades imensas e... já não precisam da avó!
Não é uma queixa, é uma constatação. Por que haviam de precisar se já se levantam sozinhas (choravam para eu as levantar), sabem cozinhar (de vez em quando ainda se lembram da comidinha da avó...), têm opiniões “formadas” sobre a vida (quando as aconselho, ouvem em silêncio, não sei se escutam se devaneiam, para não me ouvir...)?  
Cresceram, as minhas lindas. Como me orgulho delas, exactamente por isso! A “bebé” mais nova fez 18 anos a semana passada e agora é só vê-las voar, de um lado para o outro (às vezes até fico tonta de tanto voo!).
Mas sei, que lá no fundo, terei sempre um lugar especial na sua vida e no seu coração, diferente das amigas, dos namorados, dos conhecidos, um lugar quentinho, aconchegado e doce e que, andem por onde andarem, podem sempre correr para o colo da avó que nunca deixará de amá-las!