sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

VAI BEM...


A fé, é um debate sem fim. Se for a perguntar à primeira pessoa na rua se tem fé, ela dirá que sim, que não é religiosa mas acredita em qualquer coisa ou que é religiosa mas não praticante, mas que tem fé etc.
A Bíblia fala muito de fé. Define o que ela é, diz para que serve, dá-nos parâmetros para usá-la, ensina-nos a adquiri-la e por aí fora.
Além disso a Bíblia tem muitos exemplos de fé, de pessoas que viveram pela fé e foram testados e provados nessa fé.
Uma destas pessoas foi uma senhora muito rica, que vivia com o seu marido numa cidade de Israel chamada Sunem. De vez em quando o profeta de Deus passava pela cidade e pernoitava na casa deste casal. Um dia esta mulher falou com o seu marido e resolveram fazer umas obras de adaptação na casa, acrescentando umas águas-furtadas, onde foi construído e mobilado um quarto para o profeta, dando assim ao homem de Deus mais privacidade e conforto. Numa dessas visitas, o profeta disse à senhora que gostaria de retribuir a amabilidade de que tinha sido alvo e perguntou-lhe se haveria alguma coisa que precisasse, que ele estaria disposto a ajudá-la. Esta mulher, sendo rica e com um certo estatuto social, não precisava de nada, mas o criado do profeta viu que o seu marido era bem mais velho que ela e que naquela casa não havia crianças. Então o homem de Deus declarou-lhe que dali a um ano ela teria nos seus braços uma criança para amar e dar alegria à sua vida. Aconteceu exactamente assim. Imaginem a alegria daquela casa. Eliseu o profeta, nas suas visitas a Sunem, deliciava-se vendo o menino crescer, fazer-se um rapazinho. Um dia, o menino foi com o pai para a ceifa e durante a manhã começou a ficar doente, com febre. Trouxeram-no para casa, mas foi piorando, piorando, até que morreu nos braços da mãe.
Imagine o quadro e sinta a dor desta mulher. Já me coloquei várias vezes no lugar dela e tudo o que me ocorre é que gritaria, choraria, desesperada pela perda do meu filho...nada disto, esta mulher não fez nada disto.
Colocou o menino lá em cima, na cama do profeta, chamou o marido para ter um animal de transporte e foi a caminho do lugar onde estava o profeta Eliseu. Ao aproximar-se do local, o criado do profeta viu-a de longe, correu ao seu encontro e perguntou-lhe: Vai bem contigo? Vai bem com o teu marido? Vai bem com o teu filho? Ao que ela respondeu, “vai bem”.
Como é que uma mãe que perde um filho, querido e único filho, pode aguentar a dor durante tantas horas e dizer, vai bem?
Vou dizer-lhe porquê: Esta mulher acreditava que o mesmo Deus que lhe tinha dado um filho por milagre, tinha o poder de devolve-lo aos seus braços de amor e cuidado.
Eu sei que nesta altura há curiosidade para saber como a história termina: o profeta voltou com ela, subiu ao quarto onde repousava o menino já cadáver e orando a Deus, trouxe-o de novo à vida, devolvendo-o à sua mãe.

Contei esta história para que veja até onde a fé nos pode levar, até alcançar aquilo que não é possível, aquilo que já está morto, O que parece não ter retorno.
A Bíblia diz que a fé é a firme certeza das coisas que se esperam e é a evidência daquilo que ainda não vemos.
Parece complicado mas não é. Na sua vida, haverá coisas que ainda não vê, que ainda espera e se a sua fé estiver colocada em Deus, essa coisa que espera transforma-se em firme certeza e aquilo que não consegue ver transforma-se em evidência.
A mulher de Sunem é um exemplo. A sua fé em Deus e no Seu poder, levou-a a ter o seu filho e a recebe-lo vivo nos seus braços.
Agora mesmo, eleve a Deus o seu pensamento e nele coloque a pessoa, a circunstância, a necessidade que precisa ver transformada. Creia no poder de Deus e na Sua vontade em abençoar e proteger e diga como a mulher sunamita, mas diga em fé: Vai bem, vai tudo bem!

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