segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

S.VALENTIM


Pois, é verdade, a história é mesmo antiga. Imagine que cerca de 250 anos depois de Cristo, viveu um pastor, um sacerdote, chamado Valentim que vivia em Roma. Nessa altura quem governava era Cláudio. As pessoas chamavam-no de Cláudio o Cruel. Ninguém gostava dele. O imperador sonhou que havia de ter um grande exército e que os homens do império deviam voluntariar-se para se alistarem, mas muitos homens não queriam deixar as suas casas, as suas famílias, suas namoradas, para ir para guerra. Claro que o imperador ficou furioso e por isso teve uma ideia louca: proibir os homens de casar, pois assim não teriam desculpas para não ir para a guerra. E decretou que os casamentos ficavam proibidos.
Valentim achou que a ideia era, acima de tudo ridícula e para mais, um dos deveres que mais gostava de cumprir na igreja, era celebrar casamentos. E assim, depois de a lei ter sido decretada, Valentim continuou a fazer cerimónias de casamentos mas em segredo, claro... Pronunciava as palavras do casamento sempre com o ouvido atento para os passos dos soldados. Mas uma noite, ouviu os passos fora da sua porta. O casal conseguiu escapar, mas Valentim foi apanhado, levado para a prisão e sentenciado à morte. Tentou enfrentar o seu destino o mais alegre possível. Muitos jovens vinham à prisão visitá-lo. Muitos deitavam flores e pequenos bilhetes pelas grades da prisão pois queriam muito que ele soubesse que acreditavam na força do amor. Uma das suas visitas era uma jovem menina, filha do guarda da prisão. O pai permitia que ela entrasse e visitasse Valentim. Sentavam-se e falavam durante horas. Ela tinha a certeza que ele fizera o que estava correcto ao celebrar as cerimónias de casamento. Não temos a certeza, mas provavelmente apaixonaram-se, mas isto é uma história com muitos séculos pelo meio, os contornos mais interessantes nunca vamos saber... o que é certo é que no dia da morte de Valentim, ele escreveu um bilhete à jovem agradecendo-lhe pela sua dedicação e lealdade e assinou: “Com amor, do teu Valentim”! Isto foi no dia 14 de Fevereiro do ano 269 D.C. E agora, todos os anos neste dia, as pessoas lembram e celebram a força do amor.
Deus fez-nos seres de afeição, de amor, de paixão. Todos estes sentimentos são parte de uma criação perfeita e sublime. Aliás, este dia é ainda comemorado por alguns, como o Dia da Amizade. Qualquer relação de amor tem sempre o seu começo na essência daquilo que somos como seres humanos, pessoas de afecto, que precisam carinho e toque, para serem felizes.
A Bíblia está cheia de alegorias de amor. Uma delas é um livro chamado Cântico dos Cânticos. Nele, o homem e a mulher apaixonados, falam um ao outro palavras de uma doçura imensa, de paixão absoluta mas também de verdade profunda. Por exemplo: “As muitas águas não poderiam apagar este amor, nem os rios afogá-lo...” Claro que é poético e qualquer apaixonado poderia usar estas palavras, mas o que é lindo sobre elas, é que revelam também o coração de Deus para com o Seu povo. Não há nada nem ninguém que nos possa separar do Seu amor, do Seu cuidado, do Seu desejo de nos ter junto dele.
Se hoje se sente triste, porque ninguém se lembrou de si como Valentim pense que o Senhor Deus o ama com um amor inigualável e que nunca irá deixar de amá-lo aconteça o que acontecer, faça o ouvinte o que fizer.
Não é espantoso?

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