sábado, 24 de março de 2012

PÉS DE GAZELA


Habacuque 3:19
“Jeová o Senhor é a minha força e fará os meus como os das gazelas e me fará andar sobre as minhas alturas”
A alegria do profeta, depois de ter dialogado com Deus e entendido que Deus não se ausenta daSua criação foi tão intensa, que só conseguia comparar-se a uma gazela em corrida. Estes animais podem subir por lugares escarpados, difíceis, a uma velocidade única. Lá está a gazela sobre a montanha, num lugar de vitória. Ninguém a toca, nada a perturba.
Esse é o nosso lugar, sobre os obstáculos, sobre as montanhas de dificuldades, num lugar de autoridade em Cristo. Como esta posição de triunfo apela ao nosso coração!
O profeta cantou as palavras do Salmo 18:32, 33 "O Deus que me revestiu de força e aperfeiçoou o meu caminho. Ele deu aos meus pés a ligeireza das gazelas e me firmou nas minhas alturas”. Isto diz-me que Habacuque foi buscar o seu cântico à sua meditação na Palavra de Deus. David tinha cantado estas palavras e agora Habacuque podia usá-las como suas... é isso que fazemos? Vamos à Palavra buscar a nossa força, a nossa vitória, a nossa canção?
Proferimos e cremos na Palavra no dia da perplexidade? Quando somos confrontados com a sujeira da vida, com a feiura do mundo, com os crimes pavorosos, com as dificuldades, com as dores? Quando confusos e as coisas não encaixam nos nossos padrões e questionamos Deus, vamos à Sua Palavra buscar as respostas? Vemos segundo os olhos de Deus? Segundo a majestade de Deus? Subimos como as gazelas?
Esta canção não é um blue, porque aponta para uma solução. É uma ode de triunfo, de vitória. É um cântico que o profeta oferece ao ministro da música, para ser cantado pelo povo de Deus.
Reparei que no final desta gloriosa profecia de triunfo há uma frase, já fora do texto, como se fosse uma nota de rodapé: "Ao director da música. Para instrumentos de cordas."
Fui junto de um homem da música, estudioso da sua arte e de tudo que está envolvido com a mesma e perguntei por que o cântico era cantado com cordas e não com instrumentos de sopro. Parecia-me mais lógico que, como canção de vitória, fossem utilizados instrumentos mais fortes e estridentes, como os de sopro. A explicação é simples: o som do sopro não tem fim, é infinito, está ligado ao divino; as cordas, têm uma descida natural no som, têm que ser puxadas outra vez e outra vez, porque estão ligadas ao que é humano...
Hoje já puxei as minhas cordas e cantei a canção do salmista e do profeta Habacuque. Na minha humanidade, não encontro força suficiente para estar sempre nas “minhas alturas”. Preciso do Senhor, minha força. É ELE que faz o milagre de transformar os meus pés cansados, fracos e doridos em pés de gazela.
Tenho que trazer sempre comigo, um instrumento de cordas...

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