segunda-feira, 30 de julho de 2012

GAIVOTAS EM MATOSINHOS

Foram embora as meninas, os chapéus, calções, biquinis e sacos de lanche. Acabaram o dia de praia e encheram o corpo de calor e creme gordo. Deixaram atrás os sinais de pés profundos na areia e os contentores do lixo, cheios de restos de pacotes vazios.
Na praia, em silêncio, chegaram as gaivotas. Pousaram as patas pequeninas na orla do mar e picaram as conchinhas que restaram da brincadeira das crianças.
Passearam em liberdade. Ninguém para enxotá-las, nem um único ser para tirar-lhes o espaço imenso da espuma deslumbrada do mar. A praia é só delas. E a calmaria do mar, também.
Não sei onde se recolhem quando à noite o mar perde a cor. Mas sei que a praia não é dos meninos e meninas que saltam , correm e deixam sacos vazios de batatas fritas pelo areal.
A praia é delas, das gaivotas brancas e cinzentas, da cor do anoitecer.


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