sábado, 8 de dezembro de 2012

ROUPA...


A maioria das pessoas veste roupa adequada à ocasião. Dá mais trabalho, é mais caro, mas é muito, muito mais divertido! Nós, mulheres, temos dois problemas com roupa: umas querem vestir bem sem dar nas vistas, outras querem dar nas vistas a qualquer custo ! Tudo gira á volta da dita roupa e claro, dos seus acessórios. Lembro um casamento a que assisti, com um fato que achei me ficava lindo e bem, mas que perdeu todo o brilho e me incomodou o dia inteiro, porque havia uma outra convidada que tinha um igualzinho ao meu!! Andei o santo dia a fugir da senhora para não parecer que estávamos de “farda”. Sofremos muito para andar segundo a moda e tapar ou destapar o que os costureiros e afins resolvem decidir sobre o assunto, às vezes a custo do conforto e de nos sentirmos bem.

A noite passada, no sossego do meu quarto, comecei a pensar que além dos “trapos” que uso para me cobrir ou enfeitar, tenho uma outra roupa que não passa de moda, não pode ser substituída, não devo despir, faz parte da minha sobrevivência. Se for a ver bem, não é fácil de ser usada, porque é feita de materiais de valor incalculável, não está na moda e é olhada como algo fora do nosso tempo. Imagine que tenho que usar um capacete de Salvação, que me protege os pensamentos, impede as dúvidas, afasta conjecturas negativas. Tenho que cobrir o meu peito com uma couraça de Justiça, que é nada mais, nada menos, que uma posição correcta diante de Deus. Como isso é quase impossível por mim mesma, vou buscar essa justiça Àquele que nunca falhou, nunca pecou. Tenho que apertar a roupa com um cinto de Verdade. Ela vai aconchegar tudo o que tenho, tudo o que prezo. Essa verdade tem que fazer parte do meu viver diário, dentro e fora de casa. Nos pés tenho uns sapatos fora do vulgar, pois são feitos de boas novas e de Paz. Onde quer que vá, a paz marca o meu caminho.

Acessórios, tenho que usar dois: um escudo de Fé, onde se apagam as setas de fogo do meu inimigo, algumas bem perigosas e devastadoras. Levei tempo a aprender a levantá-lo e a virá-lo na mão, mas já estou adquirindo a prática! Além deste, tenho que ter uma espada. Pode não ser politicamente correcta a sua utilização, mas não posso viver sem ela porque é a Palavra de Deus. Não tentem atacar-me porque estou treinada para usá-la! É uma roupa que a olho nu não se vê, mas que tenho usar e à medida que as pessoas me conhecem e se aproximam mais, reparam que está cá...

Ah, esqueci de dizer, o estilista é Deus!





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