quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

UMA CARTA ANÓNIMA


Estou lendo devagar...muito devagar, a carta aos Hebreus no Novo Testamento. Quanto mais leio, mais me espanto. Que profundidade, que avisos (seis!) que não podem ser ignorados e que perigos espreitam o nosso caminhar com Deus....
Mas o que mais me encanta é que temos UM com um nome maior, SUPERIOR aos os anjos, um sumo sacerdote MAIOR, a palavra FINAL de Deus para a raça humana, SENHOR da história, DIVINO, HERDEIRO completo...acessível a cada um de nós, pecadores, falhos e desobedientes.
A carta é anónima. Há diferentes sugestões sobre o seu autor, mas que importa, se a primitiva Igreja a recebeu, guardou, seguiu e ajuntou ao canon sagrado? Há quem afirme que foi escrita por Paulo, outros que pode ter sido Pedro e ainda quem alvitre o nome de Priscila...o interessante é que foi escrita aos crentes que passavam perseguição e desânimo.. E é por isso que temos que ir, devagar, bem devagar...porque afinal é para nós também.
Uma das particularidades dos primeiros capítulos é que a carta foi escrita ainda no tempo em que o Templo em Jerusalém estava de pé.E pergunto, o que aconteceu ao véu que foi rasgado de alto abaixo (Mat 27:51)? Ou foi emendado outra vez ou substituido. A velha adoração foi continuada, como se Jesus não tivesse morrido na cruz!
Jesus tinha dito que o Templo seria destruido...e lá estava ele, de "pedra e cal". Será que Jesus se enganou? O autor diz que o nosso Sumo sacerdote está agora no céu, não importa se o velho culto continua de pé. A obra de Cristo é perfeita e completa, não interessa se os velhos cultos ressuscitam, se as velhas cerimónias voltam a repetir-se. O que Ele fez, está consumado!
Traz-me alegria pensar nisso, saber que ELE É!
Alguém dirá: mas os "outros" também são. São por um tempo, durante uma moda, permanecem enquanto têm público, são populares enquanto o altar tem flores, mas ELE É. Ontem, Hoje, Eternamente!
PS. Já agora, o Templo foi mesmo destruido. No ano 70AD.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

PROGRAMA ESCOLHAS


Entrevistar estes formadores no ESCOLHAS, foi sentir um grande orgulho em saber que neste país há pessoas que se formam para alcançar não apenas uma carreira, mas fazer dela algo que beneficie o próximo e ajude os outros a terem uma vida melhor.
É uma iniciativa de grande dignidade e valor, isto é, interferir na vida de centenas de meninos e adolescentes que, de outra maneira, nunca sentiriam apoio nas suas dificuldades escolares, nunca teriam acesso às modernas tecnologias e nem oportunidades de fazer escolhas certas que irão mudar e alterar para sempre a sua vida.
Esses meninos não pediram para nascer. Alguns pais dessas crianças e adolescentes, não estavam preparados para recebê-los. Ser pai não é tarefa fácil e sê-lo em condições de desemprego, de emprego precário, de família disfuncional é ainda mais difícil.
Louvamos esta iniciativa e desejamos a estes formadores que vejam os resultados que esperam: vidas transformadas, meninos e jovens que amanhã poderão ter na mão ferramentas de trabalho que farão delas pessoas dignas e de valor.
À medida que as pessoas se aglomeram cada vez mais nos centros urbanos, que as escolas se enchem, que os professores não chegam, que os pais não têm tempo para os filhos porque têm que batalhar pelo sustento diário, estas necessidades vão tornar-se cada vez mais prementes e por isso uma iniciativa e programa como este são de louvar.
A Bíblia diz que “nem um copo de água dado a um destes pequeninos fica sem recompensa”. Por isso, Deus também é parceiro no programa “Escolhas” ainda que nem todos os que nele estão envolvidos O reconheçam. Ele é sempre parceiro de quem faz o bem, de quem salva o próximo e de quem deita a mão a alguém que não tem mais direcção.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

BOM-HUMOR


O homem foi feito para a felicidade. Por isso o bom-humor deve fazer parte essencial dessa felicidade.
Se formos ao dicionário de língua portuguesa, bom-humor quer dizer: agrado, alegria, contentamento, entusiasmo, jovialidade, júbilo, prazer. Alguém disse que“O bom humor espalha mais felicidade que todas as riquezas do mundo. Vem do hábito de olhar para as coisas com esperança e de esperar o melhor e não o pior”.
Há alguns anos, afirmar que existia uma vinculação directa entre o humor e a boa saúde, era quase uma heresia para a ciência. Hoje em dia, a medicina em geral e a psiquiatria em particular, estudam muito a importância do bom humor, dos bons sentimentos e da afectividade sádia na qualidade de vida e na saúde global da pessoa. Li um artigo num site sobre saúde, acerca da terapia do Bom-humor. Dizia que: “Esquadrões de palhaços, têm invadido os hospitais de todo o mundo, para ajudarem no tratamento de doenças, principalmente entre as crianças. Esta experiência foi levada aos cinemas pelo actor Robin Williams que interpretou o papel de um médico que resolve contestar os ensinamentos dos professores e utiliza fortes doses de humor para auxiliar no tratamento dos seus pacientes, preocupando-se assim tanto com a pessoa como com a doença.”
O que é certo é que esta história, na vida real, inspirou uma série de trabalhos voltados para esta temática, concluindo os pesquisadores que o humor melhora o prognóstico e o tempo de internamento dos doentes. Com certeza as ouvintes já ouviram
falar dos médicos da alegria. Pois é baseado neste conceito que o bom humor produz nas crianças doentes mais resistência e mais imunidade às doenças, que os médicos utilizam este recurso tão fantástico.
Já agora deixe-me dizer-lhe que estes médicos não inventaram nada...
Há muitos séculos, a Palavra de Deus, a Bíblia, já nos indicava que a alegria faz bem aos nossos ossos, imagine.
Há pessoas que dizem “mas a minha vida é muito triste, não tenho razões para rir”, mas não é bem assim. Há sempre alguma coisa que pode trazer um sorriso ao nosso rosto. Um dia destes estava sentada num certo lugar, cansada de esperar por algumas pessoas. Cansada e quase furiosa, quando dei por mim a observar uma criança que brincava e fazia as suas tropelias. De repente senti um sorriso a iluminar o meu rosto. Só de olhar para aquele menino, fiquei feliz. Quando os meus amigos chegaram, em vez de reclamar, queria contar-lhes as peripécias daquela criança encantadora.
Por isso, abra o seu coração para o mundo lindo que Deus criou, para o azul do céu (e que azul!), para os pássaros, para as estrelas, as flores e as árvores das matas. Olhe com olhos de ver o que se passa à sua volta e descobrirá, que há muito sorriso escondido na sua alma.
Só mais uma história: Alguém junto a mim lastimava-se sobre a perda da sua mãe e como isso a tinha afectado, de tal maneira que, ainda hoje, passados tantos anos, não podia falar dela. Surpreendi a pessoa ao dizer-lhe que cada vez que me lembro da minha mãe, só consigo sorrir, ao pensar nas coisas engraçadas que dizia, nas expressões de bom-humor que tinha, porque ela era uma mulher cheia de esperança, apesar de ter vivido num mundo difícil e apertado. Mas via alegria em tudo. Via a vida sorrindo...
Deixe hoje Deus tocar na sua alma com o toque da alegria.Permita que utilize na sua dor uma técnica que só Ele possui: mudar o luto em dança, cinzas em grinalda, tristeza em óleo de alegria.
Lindo não é? Deus pode e quer fazer isso consigo. Hoje ainda.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

S.VALENTIM


Pois, é verdade, a história é mesmo antiga. Imagine que cerca de 250 anos depois de Cristo, viveu um pastor, um sacerdote, chamado Valentim que vivia em Roma. Nessa altura quem governava era Cláudio. As pessoas chamavam-no de Cláudio o Cruel. Ninguém gostava dele. O imperador sonhou que havia de ter um grande exército e que os homens do império deviam voluntariar-se para se alistarem, mas muitos homens não queriam deixar as suas casas, as suas famílias, suas namoradas, para ir para guerra. Claro que o imperador ficou furioso e por isso teve uma ideia louca: proibir os homens de casar, pois assim não teriam desculpas para não ir para a guerra. E decretou que os casamentos ficavam proibidos.
Valentim achou que a ideia era, acima de tudo ridícula e para mais, um dos deveres que mais gostava de cumprir na igreja, era celebrar casamentos. E assim, depois de a lei ter sido decretada, Valentim continuou a fazer cerimónias de casamentos mas em segredo, claro... Pronunciava as palavras do casamento sempre com o ouvido atento para os passos dos soldados. Mas uma noite, ouviu os passos fora da sua porta. O casal conseguiu escapar, mas Valentim foi apanhado, levado para a prisão e sentenciado à morte. Tentou enfrentar o seu destino o mais alegre possível. Muitos jovens vinham à prisão visitá-lo. Muitos deitavam flores e pequenos bilhetes pelas grades da prisão pois queriam muito que ele soubesse que acreditavam na força do amor. Uma das suas visitas era uma jovem menina, filha do guarda da prisão. O pai permitia que ela entrasse e visitasse Valentim. Sentavam-se e falavam durante horas. Ela tinha a certeza que ele fizera o que estava correcto ao celebrar as cerimónias de casamento. Não temos a certeza, mas provavelmente apaixonaram-se, mas isto é uma história com muitos séculos pelo meio, os contornos mais interessantes nunca vamos saber... o que é certo é que no dia da morte de Valentim, ele escreveu um bilhete à jovem agradecendo-lhe pela sua dedicação e lealdade e assinou: “Com amor, do teu Valentim”! Isto foi no dia 14 de Fevereiro do ano 269 D.C. E agora, todos os anos neste dia, as pessoas lembram e celebram a força do amor.
Deus fez-nos seres de afeição, de amor, de paixão. Todos estes sentimentos são parte de uma criação perfeita e sublime. Aliás, este dia é ainda comemorado por alguns, como o Dia da Amizade. Qualquer relação de amor tem sempre o seu começo na essência daquilo que somos como seres humanos, pessoas de afecto, que precisam carinho e toque, para serem felizes.
A Bíblia está cheia de alegorias de amor. Uma delas é um livro chamado Cântico dos Cânticos. Nele, o homem e a mulher apaixonados, falam um ao outro palavras de uma doçura imensa, de paixão absoluta mas também de verdade profunda. Por exemplo: “As muitas águas não poderiam apagar este amor, nem os rios afogá-lo...” Claro que é poético e qualquer apaixonado poderia usar estas palavras, mas o que é lindo sobre elas, é que revelam também o coração de Deus para com o Seu povo. Não há nada nem ninguém que nos possa separar do Seu amor, do Seu cuidado, do Seu desejo de nos ter junto dele.
Se hoje se sente triste, porque ninguém se lembrou de si como Valentim pense que o Senhor Deus o ama com um amor inigualável e que nunca irá deixar de amá-lo aconteça o que acontecer, faça o ouvinte o que fizer.
Não é espantoso?

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

IR AO PSICÓLOGO???


No meu entender, o grande receio de expor a nossa alma, o que somos, o que sentimos, tem muito a ver com o medo de nos confrontarmos com nós mesmos! Todos nós queremos ter uma imagem boa, direitinha da nossa pessoa e ao nos expormos a outrem, estamos a dizer que afinal não somos assim tão perfeitos...
Sabe que a Bíblia, a Palavra de Deus, há muito tempo, muito antes desta ciência estar desenvolvida, já nos tinha dito que deveríamos “confessar as nossas culpas uns aos outros para sermos curados”?
Interessante, não é? Claro, já estou a ouvir dai alguém a dizer: Pois é, Sarah, mas para isso acontecer tínhamos que confiar na outra pessoa... e hoje há tão pouca gente em quem se possa confiar...”
Concordo, em parte. E digo em parte, porque temos que escolher realmente os amigos em quem confiar para podermos abrir o nosso coração e deitar cá para fora os nossos receios, dúvidas, pensamentos negativos, enfim...coisas que enchem a nossa vida de sombras e de lugares onde não há alegria. Mas há sempre alguém que pode ouvir-nos. E a Palavra de Deus não fala de irmos à procura de alguém, mas fala que ao confessarmos as nossas culpas no meio de uma comunidade de confiança, vamos encontrar cura.
Admiro o trabalho destes médicos da alma, que afinal são o ouvido amigo daqueles que estão em sofrimento.
Mas deixe-me dizer-lhe ou acrescentar mais uma “coisinha”: quando esses amigos de confiança não estiverem por perto, quando não lhe for possível ir a um terapeuta, ainda há um recurso e este é infalível: confesse, exponha, abra a sua alma diante de Deus. Sabe que a ajuda nesses momentos é imediata e mesmo que a cura não aconteça logo, ela é certa.
O Senhor é um amigo mais chegado que um irmão. O consolo e a resposta que recebemos Dele são infalíveis e correctos. Ele nunca nos vai deitar em cara o que Lhe contamos e nunca vai expor o nosso caso a mais ninguém. Podemos consultá-lo a qualquer hora e ter a certeza que nos recebe de braços abertos. Ele é um Deus que escuta. O Seu nome entre outros é Emanuel, Deus connosco. Nunca falha o seu auxílio, nunca nos deixa sem resposta e sem consolo.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

ENGANO VERSUS HONESTIDADE


Esta semana falei com uma pessoa que foi terrivelmente enganada por outra e como isso trouxe dor, frustração e desgosto. Dos seus lindos olhos não cessam de cair lágrimas, não apenas porque foi ludibriada, mas porque pensa que não é possível voltar a acreditar...
A honestidade não é apenas um valor que ensinamos aos nossos filhos, tem que ser um modo de vida de toda a família. Alguém disse que esta se constrói de vários materiais: tijolos, cimento, placas, telhado, e que, quando um desses materiais se estraga, quebra ou desaparece, a casa fica mais pobre, menos segura e menos forte. A verdade, a honestidade, é um desses materiais que fazem a nossa família, por isso, quando ela falta, a estrutura fica mais fraca e mais vulnerável.
Além de ser um valor importante na família e na sociedade, ela é uma das características de Deus. O próprio Jesus Cristo disse, “Eu Sou a verdade”. Infelizmente, a nossa sociedade está cheia de engano, de fraude, de mentira e desonestidade. Uma das facetas mais subtis da desonestidade é alguém levar-nos a acreditar em algo que não existe, que não tem base ou fundamento, que é mentira. Quando chega o dia em que os nossos olhos se abrem para a realidade, é uma desilusão e uma dor muito grande.
Com podemos viver num mundo assim? Em quem confiar? Deixe-me sugerir que, correr o risco de confiar, é a única saída que temos.
Mas podemos fazer um pouco mais: ensinar os que estão á nossa volta, mais novos, sobre o poder, a força que tem uma vida alicerçada sobre verdade e honestidade. Cada um de nós tem responsabilidade em corrigir as tendências distorcidas das pessoas que estão ao nosso alcance.
Se eu falar sempre a verdade em qualquer situação da minha vida, isso produz uma força positiva mesmo no meio do engano todo que existe à minha volta e quem me rodeia, vai saber que não vale a pena enganar-me também, porque quem vive na verdade conhece a mentira à distância!
A Bíblia ensina que devemos falar a verdade com o nosso companheiro. Compara ainda a verdade com um cinto que colocamos na nossa roupa e que segura todo o resto que temos vestido.
Não tenhamos medo de falar a verdade. Não abriguemos o pensamento que um mentirinha aqui, outra acolá, uma desonestidade pequena que não prejudica ninguém, não poderão afectar o seu carácter. Isto é engano também!
Deixemos Deus, a Verdade absoluta, ajudar-nos a viver uma vida honesta, transparente, confiável. Como o mundo poderá ser um pouco melhor, se cada um de nós fizer da verdade o padrão da sua vida!