sábado, 28 de abril de 2012

"ESPELHO MEU...HAVERÁ ALGUÉM COMO EU?"



Quem não quer ser bela? Quanto tempo passamos diante do espelho, reinventando o nosso rosto, sonhando o que seria se os nossos olhos fossem maiores assim, se a boca fosse mais pequena, se o cabelo fosse mais sedoso... A procura da beleza sempre foi um objectivo de todas as mulheres, em todas as gerações, em todas as culturas, embora o conceito de beleza varie de uma para outra. Estava a imaginar porque é que ninguém jamais inventou um salão de beleza com um spa de massagens e banhos interiores, onde aquilo que não é visível em nós, fosse aperfeiçoado, alindado e retocado... Ninguém inventou, porque teria ido à falência no primeiro mês! Porque na realidade todo o nosso esforço é colocado naquilo que é visível, no que os outros podem avaliar, na vantagem que podemos tirar da maior ou menor atracção provocada pelo nosso corpo. O homem que escreveu o “Principezinho”, Exupery, disse: “O que é essencial está invisível para os olhos”. Como ele compreendeu de uma maneira tão plena uma verdade tão abertamente declarada na Palavra de Deus, a Bíblia! Aí sim, é o lugar onde podemos entrar para ser alindadas sem pagar nada. Aí encontramos todas as receitas específicas para cada defeito do nosso ser, com a garantia plena da cura. Claro que sou a favor que a mulher se cuide, fique bela para si e para os que a amam, mas a minha ideia é que não fique horas pensando e olhando para o espelho, preocupada apenas com o que é visível, mas que se reveja também na Palavra de Deus, que é também um espelho. Nela podemos encontrar o que nos falta para aperfeiçoar a nossa ira, impaciência, falta de perdão, culpa, falsidade, infidelidade, orgulho, inveja...vou parar por aqui, a lista é muito feia e no caso destas coisas existirem em nós, bem podemos fazer “peelings”, usar os melhores produtos para o nosso exterior, que a nossa interacção com os outros será sempre prejudicada por aquilo que está dentro de nós e que é tão defeituoso. Mais tarde ou mais cedo, essas coisas, se não forem tratadas, passam também a expressar-se no nosso rosto e aí sim, ficamos mesmo feias. A Bíblia fala que temos que parecer-nos com Jesus Cristo. Não temos uma foto Dele, tudo o que vemos por aí como representação da Sua pessoa é pura fantasia. Mas se lermos o que está escrito no livro de Deus, vemos com toda a clareza como Ele era no Seu carácter, na essência do Seu ser. E aí sim, podemos desejar ser mais iguais a Ele. Claro que não vamos conseguir sozinhas. Ele mesmo vai transformar-nos, Ele próprio vai assistir à reconstrução de tudo o que está debilitado, empobrecido e destruído em nós. Foi para isso que Ele veio ao mundo, se fez homem para sentir as nossas dores. A única diferença é que nós somos pecadores e Ele nunca pecou e, por causa disso, Ele pode resgatar-nos, libertar-nos de todas elas. Aí mesmo, onde está, pode começar este tratamento interior. O “divino esteticista” está à sua disposição, para transformar o que é feio em algo muito belo, aquilo que é decadente em novo e saudável. A decisão é sua.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

DOR...DORES...

A dor é algo com que o homem se depara nas várias etapas da sua vida e aparece nos mais inesperados momentos da sua existência. Diante da surpresa da dor, todos fazem a mesma pergunta: porquê?
Aqueles que já passaram por dores profundas sabem que, no final dessa caminhada, há um peso de experiência, de conhecimento e de desenvolvimento de carácter, que não teria acontecido de outro modo. Mas no meio da dor, no auge do sofrimento, quase todos se recusam a aceitá-lo, como se a vida tivesse que obrigatoriamente ser uma linha recta, sem desvios, sem travessias, sem montanhas ou vales. Na realidade, aquilo a que chamamos felicidade, só pode ser conseguido quando aceitarmos a dor como forma inevitável de se chegar mais longe, de nos desenvolvermos como pessoas de equilíbrio, neste contexto intrincado que é a vida.
Alguém disse que a única dor suportável é a dor dos outros.
Por mais chegados que sejamos a alguém, por mais amor que tenhamos por outrem, a sua dor nunca pode ser sentida por nós na sua violência devastadora. Como suportar a dor da separação, da rejeição, da perda, da falência da saúde, da solidão? Muita gente se tem debruçado sobre este problema e muitos têm tentado várias metodologias para minorar a dor do ser humano, mas se quisermos ser verdadeiros, ela não pode ser aliviada facilmente. Na perda, tem que haver tempo para luto e lágrimas, na rejeição tem que haver momentos para dúvidas, desespero e confusão interior, na separação tem que haver espaço para habituação...
Estava a pensar em Maria, mãe de Jesus, bem-aventurada entre as mulheres, por causa da graça de ter trazido ao mundo o Salvador. A maternidade foi uma experiência bem dolorosa para esta mulher. Dá à luz o seu filho longe de casa, sem os confortos que já preparara para a chegada do menino. Passado pouco tempo, tem que fugir com José, seu esposo, para uma terra distante, o Egipto, pois o governador da Judeia decidira matar todos os meninos, para atingir Jesus.
Diz a Bíblia que Maria tinha uma maneira muito particular de entender o que se passava à sua volta, de se fortalecer interiormente “ela guardava todas as coisas que lhe aconteciam, conferindo-as em seu coração”. Mas um dia ela levou o menino Jesus ao templo para cumprir o ritual religioso do seu povo e quando chegou, um homem desconhecido, pegou no menino e disse palavras que aos ouvidos de Maria eram um pressentimento de algo terrível:“E uma espada trespassará a tua alma”. Maria não compreendeu muito bem o aviso, mas como sempre guardou no seu coração. Acredito que à medida que Jesus crescia, muitos foram os sustos, as preocupações do seu coração de mãe.
Mas quando o seu filho tinha 33 anos de idade, na força da sua juventude, ela ficou de pé, na colina do Calvário, pasmada, trespassada por uma dor tão forte como uma grande espada furando o seu coração de mãe, ao ver o seu amado filho pendurado numa cruz de tortura, sendo vaiado pelos soldados romanos, sofrendo os horrores de uma morte destinada ao maior dos criminosos e aí, ela deve ter lembrado da espada de que o profeta falara. Não há qualquer registo de alguma palavra que ela tenha proferido junto à cruz. Maria era uma mulher de poucas palavras e naquele momento, que poderia ela dizer?
O que me atrai na história desta mulher tão dilacerada pela dor, é que ela não ficou agarrada ao seu sofrimento. Pouco tempo depois encontramo-la numa sala, junto com os outros discípulos de Jesus, em oração, em espera. Ela sabia que aquele filho lhe tinha sido “emprestado” por um tempo. E agora, estava pronta para recomeçar.
Se está a passar por um desses momentos de dor dilacerante, de sofrimento, de perda, de separação, tome o exemplo desta mulher, a mais abençoada de todas as mulheres e ao mesmo tempo tão sofrida, que por sua humildade e pela sua presença junto à cruz, venceu a maior de todas as dores.
Creio firmemente que o seu consolo veio do facto de saber que Jesus, o seu filho, tinha todo o poder para entrar na vida de uma pessoa e consolar, mudar e fazer de novo.
Mas dor aior, dores atrozes, foram as que Ele suportou, pendurado, rasgado, esfacelado pelos nossos ppecados. Mas paz maior no meio da dor não pode existir, se ouvimos as Suas últimas palavras que nos dizem: Já fiz Tudo!
Saiba que há um consolo superior a tudo o que humanamente já nos pode ter sido indicado. Temos a possibilidade de encontrar o alívio não numa fórmula ou num remédio, mas numa pessoa, a pessoa de Jesus, que sofreu a maior de todas as dores, para que tivéssemos o poder de vencer as nossas.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

MANHÃ DE RESSURREIÇÃO


Sabemos o que aconteceu. Chegadas ao jardim onde o Senhor tinha sido sepultado,as mulheres viram o sepulcro aberto, a pedra da entrada removida. Foram dar a notícia incrível aos discípulos, fechados numa sala com medo do que poderia suceder-lhes. Dois deles correram para o sepulcro e verificaram que o corpo do Senhor realmente não estava lá, que as ligaduras que O tinham enrolado estavam no chão e que o pano que lhe tapara a cabeça estava dobrado a um lado. E creram, diz João no seu evangelho.
Mas Maria Madalena ficou cá fora, sozinha a chorar. O seu choro agora não é apenas de dor, mas de impotência, de frustração, de raiva até, porque não sabe onde está o corpo de Jesus. E é aí que o Senhor ressuscitado, por trás dela lhe fala e lhe pergunta: Mulher porque choras? Quem procuras?
Depois de se ter dado a conhecer, Jesus entrega uma missão a Maria Madalena: “Vai e conta aos meus irmãos que eu volto para meu Pai e vosso Pai, para o meu Deus e vosso Deus”.
E ela foi.
Muitas das mulheres que nos lêem, têm lágrimas no coração, na garganta, correndo dos olhos. A vida, as circunstâncias, são adversas. A esperança parece a luz trémula de uma vela. As famílias desmoronam-se, os filhos rebelam-se, o dinheiro desaparece, a saúde fica mais frágil, a alegria de viver é um bem que se extingue. São capazes de identificar-se com Maria Madalena.
Mas olhe, seque as suas lágrimas. Jesus Cristo ressuscitado tem um recado para si: “Maria, Fátinha, Marta, Zita, Fernanda, Madalena, Paula, Lidia, Gabriela: "Porque choras? Olha para mim”, diz Jesus. “Eu tenho uma missão mais alta, mais elevada, mais transcendente que todas as tuas amarguras: Vai e conta que eu estou vivo, que vou para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”.
Maria Madalena não tirou um curso para dar esta mensagem; não escreveu num papel o que ia dizer; não ensaiou pelo caminho como diria o recado, simplesmente deu a mensagem.
Olhe o tamanho da mensagem que ela deu: “Eu vi o Senhor! Ele falou comigo! Ele está vivo!”
Mulher deste século XXI, era da sofisticação, da alta tecnologia, da ciência e da pesquisa avançada: a mensagem é a mesma: Vai conta que O viste, que Ele falou contigo, que Ele transformou a tua vida, que Ele restaurou o teu casamento, que Cristo consolou a tua dor; que Jesus trouxe o teu filho de volta a casa; que Ele curou a tua doença!
As dores da alma das mulheres deste século doem tal e qual como doía a alma de Maria Madalena. Como ela, levanta-te hoje das tuas lágrimas, do teu projecto de vida desfeito e conta aos outros a maior, a mais bela, a mais sublime, a mais brutal e espectacular de todas as mensagens: EU VI O SENHOR, ELE ESTÁ VIVO E FALOU COMIGO!
Não tens mais desculpa. Já viste que é simples, já entendeste que é a tua missão na vida: IR E CONTAR AOS OUTROS...
O que vais fazer?