sexta-feira, 31 de agosto de 2012

CHEIRA MAL!

“A conversa já cheira mal!”. Frase utilizada quando o diálogo ou comunicação entre as pessoas se torna difícil, doloroso e até insultuoso.
 
 
 
Já lhe aconteceu estar perto de pessoas que cheiram mal? Um dia destes entrei no mini-mercado da aldeia para fazer compras. Um homem percorria os corredores, colocando num cesto o que precisava. Infelizmente tenho um olfacto apurado e senti um cheiro estranho nos tais corredores. Cheirava mesmo mal. Por acaso, o tal homem passou por mim e mesmo ali, ao meu lado, tirou algo de uma prateleira. Ui! Foi aí que descobri de onde vinha o tal cheiro...Como é possível que num Verão quente como este, alguém passe sem se lavar, sem mudar de roupa? Não vão acreditar, mas fiquei agoniada...mesmo.
O mau cheiro, na maior parte das vezes, vem de algo que está a estragar-se, a apodrecer ou não tem limpeza há muito tempo. A morte cheira mal.
Agora imagine Jesus Cristo em frente de um sepulcro. “Tirem a pedra, destapem a sepultura do homem”. O grito imediato claro que é: “Já cheira mal!” Ele nem está preocupado com o cheiro. A sua atenção está voltada para a entrada do sepulcro de onde sai, vacilante, um homem em estado de decomposição. À ordem de Cristo, desligam o homem dos panos e lenços que o cobrem. O homem está vivo, sorridente, e o cheiro nauseabundo da morte, desapareceu.
Não tenho o poder de dar vida a nada que já não presta. Só o Filho de Deus tem esse poder. Mas posso cooperar com Ele, para que alguém, alguma circunstância, relacionamento ou situação, sejam “destapados”, “desligados”, com carinho, com fé, e o milagre seja operado. E também tenho o poder de não permitir que a vida à minha volta chegue a um estado de podridão, de mau cheiro e sujidade que se torne impossível suportar.
Arregacem as mangas comigo. Há muita limpeza a fazer!



sexta-feira, 24 de agosto de 2012

RUMO AO PALÁCIO

 

"Histórias de rainhas e palácios são parte do imaginário das crianças, especialmente das meninas. Crescemos lendo livros sobre príncipes e princesas, sem entendermos que eles são iguais a toda a gente.


Descobri isso bem cedo, nas grandes páginas da Bíblia. Ao ler a história dos reis de Israel e Judá, percebi também que, apesar das mulheres daqueles dias não viverem ao abrigo de direitos e privilégios como hoje, ainda assim as rainhas e princesas daqueles dias exerceram sobre a sua família e o seu povo, uma enorme influência. Muitas delas tiveram vidas difíceis e finais nem sempre felizes. Enquanto as descobria no livro sagrado, imaginei-as, vesti-as e dei-lhes voz. Bem sei que muito do que escrevi será pura ficção, mas não deixa de ser verdade histórica o que aconteceu a cada uma destas mulheres.

O meu desejo é que cada uma destas personagens traga momentos de reflexão, mudança, talvez até arrependimento. Por que a vida é tão preciosa e passa tão depressa, as nossas acções e influência têm que ser cuidadas e corrigidas. Se porventura alguma daquelas acontecer, ficarei muito feliz. Não escrevi apenas para mim, mas para um mundo de mulheres que precisam saber que o seu destino final é grandioso!

No final deste pequeno livro, há um apêndice, com as referências bíblicas de cada episódio, que poderá ser utilizado para estudo e reflexão pessoal ou partilha com outras mulheres e, juntas, aprenderem um pouco mais sobre o “que foi escrito para o nosso bem”.

Esta é a Introdução do meu último livro RUMO AO PALÁCIO. Se ainda não leu, adquira-o rapidinho. Vai gostar!





segunda-feira, 20 de agosto de 2012

FRUTO?



Fico extasiada com a variedade de frutos que temos na nossa terra nesta altura do ano. Não há fruta igual à nossa, digam o que disserem, com o doce, sumo, sabor...tudo delicioso. Desde o vermelho das ameixas ao rosado escuro da melancia e o amarelo do melão; dos diferentes verdes das peras e do veludo amarelo ou vermelho dos pêssegos...tudo é lindo, extravagantemente guloso para os olhos e para a boca. E as uvas?

Por causa disso, tenho pensado muito na palavra do salmista “até na velhice darão fruto...”

E aqui, balanço. Olho para a vida de pessoas que amo, que estão bem entradas na velhice, onde já não dizem muita coisa acertada, o esquecimento tolda a relação até com a família, a mobilidade fica reduzida a uma cadeira ou a uns metros do passeio perto de casa...(Olho para eles e olho para mim. Um dia também serei assim).

Fruto, mas eles dão algum fruto? Já nem sabem o nome dos netos, nem se lembram se é Natal ou Páscoa...

E é aí que Deus me deixa ver uma videira que tenho no quintal. Tem pelo menos 100 anos. O tronco está carcomido, torcido e sem graça, mas espantai-vos, todo os anos as uvas aparecem. A pobre videira já nem é tratada de tão velha ...mas insiste em dar fruto, continua a ter cachos de uvas brancas pendurados nos troncos velhos. Como? Porquê? Porque o ADN daquela videira programou-a para dar fruto. Ainda na velhice. Enquanto estiver com as raízes na terra e o sol e a água a alimentá-la, as uvas vão aparecer...

Vejo o meu querido pai, que daqui a dois dias completa 98 anos. Fruto? A árvore é velha, sem graça, sem beleza, sem ninguém que repare nela. Mas dá fruto. Reproduzido na vida de milhares a quem ministrou, baptizou, abençoou, ensinou. Na vida dos seus descendentes, agora já na quarta geração de filhos e servos de Deus!

A Palavra de Deus é verdadeira. Nem pensem em racionalizar sobre o que ela diz, como eu tenho feito a respeito deste dilema do fruto...

Aliás, Jesus Cristo disse: “E vos chamei...vos nomeei...para que vades e deis muito fruto e o vosso fruto permaneça...”

Está no nosso destino, no nosso propósito de vida, no ADN espiritual da nossa vida. Está lá...

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

BOAVISTA DOS PINHEIROS

Boavista dos Pinheiros é uma freguesia portuguesa do concelho de Odemira. Foi criada em 12 de Junho de 2001, por desmembramento das vizinhas freguesias de Santa Maria e São Salvador. Uma freguesia a entrar na adolescência.


 
A Boavista dos Pinheiros situa-se a 4 km da sede de concelho (Odemira) e tem uma população que ronda os 1633 habitantes ( segundo os censos de 2011).
Esta aldeia, desconhecida pela maioria dos portugueses, faz parte integrante do Reino de Deus neste mundo. Porque nela vivem pessoas que são súbditos deste Reino e porque, os embaixadores do mesmo, de há 5 anos para cá, tudo têm feito para que o DNA deste Reino seja estabelecido: justiça, alegria e paz.
Quando o jovem casal de missionários, Cintia e Júnior, chegaram à aldeia, já um outro desbravador por lá tinha andado, percorrendo vales e montes, para levar o evangelho de Jesus Cristo a um povo esquecido, roubado e envelhecido.
Os tais jovens, apaixonados pelo seu Rei, têm feito tudo o que sabem, para que os habitantes da aldeia sejam felizes.
Com as suas mãos e com a ajuda de outros, fabricam presentes natalícios, para que o povo que não recebe prendas há muito tempo, saiba que Deus não os esqueceu.
Com a sua música, formam uma escola, onde os jovens da aldeia, parados no meio de um Alentejo enorme e sem recursos culturais, encontram um significado novo para os seus dias.
Com a sua casa aberta, acolhem os adolescentes e jovens, que querem saber mais de Deus e dos valores certos para a vida.
Com exemplo, carinho e dedicação, estabelecem o conceito do Reino no coração de pessoas que nem sabem que podem chegar-se a Deus.
O investimento parece muito grande, comparado com o tamanho da aldeia. Há momentos em que o esforço parece grande demais para os poucos quilómetros quadrados da freguesia...
A matemática, não é o meu forte, nunca foi. A matemática de Deus, muito menos. Mas quando leio a Bíblia, sei que uma semente pode gerar uma seara e que uma aldeia pode afectar uma região e que essa  pode implementar mudanças estruturais que só têm explicação possível, quando entendemos que Deus já estabeleceu ali o Seu Reino.





sexta-feira, 10 de agosto de 2012

A BOOK IN HER HANDS



With that familiar soft touch of her hand she reaches for her purse and pulls out a book. A book.
The two of us look at her with no surprise. My grandfather, a charming old man, sits in the chair between her and me. For forty-seven years he has witnessed what is about to happen and so takes no action. Instead, he rests his back against his chair, looks at the vast, beautiful ocean before him, and takes a deep breath, almost as if trying to gasp in the moment as not to let it slip away like so many others. With this silent support to continue, she proceeds, now with the book in her hands. I rest my arms on the table, the one with the crumbs of the meal we had come here for, and I wait, anxiously, for the words I am about to hear. My body unwilling to simply sit back, I look at her, unconsciously staring at her, hoping that some how I will become a better person even just by listening to whatever she has to say with the book in her hands; hands which have previously held so many other books, turned so many other pages and slowly built their way to the credibility they hold today.
And so, with an obvious urge to go on, she begins. She begins pouring her heart, the one that is touched by the words she has read. She raises no barriers, but instead breaks down the very walls that would possibly prevent our understanding. Her goal is the same as always; to touch her listeners, to challenge them, to provoke a thought in them, one that may somehow come to change them. Her words are profound. She is not a fan of superficiality and as her granddaughter, neither am I. All of a sudden, without warning or permission, tears begin flowing from my eyes. She has accomplished her goal. The reason she reached out for that book has met its home. The passion in her voice has touched my soul in such a way that it cannot go unnoticed, no matter how hard I try. She looks at me, a smile makes its way to her face and then, inevitably, to mine. Without the need for a single word’s sound, we meet in our thoughts. Yes, she is blessed to have me, to have me listen, truly listen. And me, I am blessed to have her, to have her speak, truly speak, with a book in her hands.

Gabriela Fernandes
(My grand-daughter)


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

O QUE QUERES?



Quando era criança a história da lâmpada de Aladino fascinava-me. A ideia de poder exprimir um dsejo e ele ser realizado...
Hoje, em divertida brincadeira com amigos e família, ainda brinco com a lâmpada: o que faria se me saísse o euromilhões? A resposta a estas questões revela, sem me aperceber, o que quero, o que mais desejo da vida, qual é a prioridade no meu coração.
Alguém terá dito que uma coisa grande é acidental, vem e vai. Tudo passa, afinal.
Mas a pergunta persiste: o que quero? Esta manhã fui confrontada outra vez com este pensamento e obrigada a responder ao mesmo.
Quero ver Deus. (Conseguirei, algum dia?)
Quero conhecê-lO mais. (Como se conhece o que é infinito?)
Quero viver na absoluta dependência do que Ele deseja (E quando é totalmente oposto ao que desejo, ainda quero?)
Quero viver sem lutar por nada. (Totalmente abandonada ao Seu querer...)
Quero ver os meus filhos e a sua geração tocarem o seu mundo. (Verei? Confio que o farão?)
Pergunta difícil. Respostas ainda mais difíceis ou pelo menos incertas. Mas continuo a querer.