segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

NOVO ANO


Passou veloz... Foi como uma brisa que nos afagou e que daí a nada já se foi. Como uma nuvem branca no céu, que desapareceu num instante. Os nossos dias são assim. 2012 passou muito rápido e todos nós, não importa a idade, estamos um ano mais velhos. Já tinha pensado nisso?
Neste ano houve momentos de alegria, de alguma euforia às vezes, de grande expectativa, outras de muita tristeza e lágrimas, mas a vida é feita desta palete de cores diferentes. Gostaríamos que o sol brilhasse sempre, mas precisamos da noite para descansar. Queríamos que o céu fosse sempre luminoso, mas a chuva é necessária para a terra. E os dias felizes que nos trazem alegria, têm que ser contrabalançados com os maus que nos trazem a experiência. Nos dias alegres sentimo-nos doces e amorosos, mas quando vêm os problemas, eles chegam para fazer-nos fortes. Tudo faz parte da nossa vida!
Olhando para este novo ano que se aproxima, não nos parece que as cores sejam assim tão luminosas; os prognósticos dos políticos, dos economistas e dos analistas são no mínimo assustadores. Mas a Bíblia diz algo muito importante para um tempo como este: "Quero trazer à lembrança aquilo que me dá esperança."
O que lhe traz esperança? Talvez tenha realmente abdicado da esperança na sua vida – a doença, a separação, morte de alguém que amou, perda do seu trabalho, tudo contribui para que a esperança seja uma luz fugaz que parece cada vez mais ténue. Mas ainda não terminei a citação bíblica. Diz assim: "As misericórdias do Senhor são novas a cada manhã, grande é a Sua fidelidade!"
Trocado em palavras correntes, isto quer dizer que Deus, nosso Pai e Senhor, vai sempre amar-nos e estar connosco mesmo nos momentos difíceis, que nunca vamos estar sós ou abandonados, porque a Sua presença e fidelidade são garantidos na nossa vida.
Entre neste ano de 2013 com esta palavra no seu coração: o que me traz esperança é a bondade de Deus, que nunca tem fim, nunca acaba.
Por isso poss dizer-lhe de coração: Tenha um Ano Novo feliz e abençoado!

(Conversas da Alma do Mulheres de Esperança (Programa de Fim de Ano/12 - Adaptado)

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

MÃE



Se estivesses aqui , farias hoje muitos anos. Tantos que já ninguém lá chega, realmente. Mas foste embora exactamente na idade em que dizias que, a partir daí, tudo era um bónus dado por Deus.
Deixaste um vazio na minha vida que nunca mais foi preenchido. Porque só tu sabias rir com os olhos sem que se ouvisse uma gargalhada; porque só tu tinhas a capacidade de esconder lágrimas e transforma-las em sorriso; porque só tu cantavas não para ser escutada, mas para escutar Deus.

Criaste os teus filhos com tanta sabedoria, com tamanha habilidade de transformar o que não prestava, o que já ninguém vestia, em fatos de príncipes e princesas. Trazias para a mesa a panela fumegante de sopa e um sorriso maroto no canto dos lábios, porque escondias sempre alguma surpresa no fim. Rias do dia difícil, da noite tempestuosa, da falta de dinheiro e da coscuvilhice das vizinhas. Os teus olhos azuis tinham sempre um reflexo do céu, porque era lá que estava o teu coração. A  lealdade  aos amigos, à família e aos que amavas era a maior bandeira da tua vida.

Às vezes dou comigo a repetir frases tuas. Antigamente achava que o fazia para te lembrar, mas  hoje, sei que é porque ficaste dentro de mim. Nunca partiste, mãe. Tenho-te escondida cá dentro, no mais profundo do meu ser e hoje, lembro a última prenda de anos que te ofereci... e lembro as últimas palavras que me disseste. 
Daqui  a nada será Natal. Vou tentar dar à minha cozinha o mesmo cheiro que havia na tua...e imagina, mãe, que quando nos juntamos, ainda rimos de algumas das tuas piadas...porque eras única, porque eras a nossa mãe.

sábado, 8 de dezembro de 2012

ROUPA...


A maioria das pessoas veste roupa adequada à ocasião. Dá mais trabalho, é mais caro, mas é muito, muito mais divertido! Nós, mulheres, temos dois problemas com roupa: umas querem vestir bem sem dar nas vistas, outras querem dar nas vistas a qualquer custo ! Tudo gira á volta da dita roupa e claro, dos seus acessórios. Lembro um casamento a que assisti, com um fato que achei me ficava lindo e bem, mas que perdeu todo o brilho e me incomodou o dia inteiro, porque havia uma outra convidada que tinha um igualzinho ao meu!! Andei o santo dia a fugir da senhora para não parecer que estávamos de “farda”. Sofremos muito para andar segundo a moda e tapar ou destapar o que os costureiros e afins resolvem decidir sobre o assunto, às vezes a custo do conforto e de nos sentirmos bem.

A noite passada, no sossego do meu quarto, comecei a pensar que além dos “trapos” que uso para me cobrir ou enfeitar, tenho uma outra roupa que não passa de moda, não pode ser substituída, não devo despir, faz parte da minha sobrevivência. Se for a ver bem, não é fácil de ser usada, porque é feita de materiais de valor incalculável, não está na moda e é olhada como algo fora do nosso tempo. Imagine que tenho que usar um capacete de Salvação, que me protege os pensamentos, impede as dúvidas, afasta conjecturas negativas. Tenho que cobrir o meu peito com uma couraça de Justiça, que é nada mais, nada menos, que uma posição correcta diante de Deus. Como isso é quase impossível por mim mesma, vou buscar essa justiça Àquele que nunca falhou, nunca pecou. Tenho que apertar a roupa com um cinto de Verdade. Ela vai aconchegar tudo o que tenho, tudo o que prezo. Essa verdade tem que fazer parte do meu viver diário, dentro e fora de casa. Nos pés tenho uns sapatos fora do vulgar, pois são feitos de boas novas e de Paz. Onde quer que vá, a paz marca o meu caminho.

Acessórios, tenho que usar dois: um escudo de Fé, onde se apagam as setas de fogo do meu inimigo, algumas bem perigosas e devastadoras. Levei tempo a aprender a levantá-lo e a virá-lo na mão, mas já estou adquirindo a prática! Além deste, tenho que ter uma espada. Pode não ser politicamente correcta a sua utilização, mas não posso viver sem ela porque é a Palavra de Deus. Não tentem atacar-me porque estou treinada para usá-la! É uma roupa que a olho nu não se vê, mas que tenho usar e à medida que as pessoas me conhecem e se aproximam mais, reparam que está cá...

Ah, esqueci de dizer, o estilista é Deus!





sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

DESILUSÃO


Desilusão é imaginar um quadro a cores e depois vê-lo a preto e branco; é chegar a uma festa e não encontrar os amigos que se queria rever: é programar tudo ao mais ínfimo pormenor e na hora, alguém estragar por maldade ou descuido; é pensar que tem amigos e no dia da necessidade, descobrir que estão muito ocupados e têm mais em que pensar; é ficar em casa, doente, e não ter uma visita de carinho.

A desilusão tem um gosto a comida fria, é como páginas bolorentas de um livro já esquecido ou um espelho que se parte e não devolve uma imagem correcta. Fere a alma e leva tempo para que ela aqueça outra vez. 

O que sentirá o Senhor Deus quando espera algo de mim que não faço, não sou, não consigo? Qual é o Seu segredo para curar essa dor tão aguda e tão cinzenta? Será que nesse dia os anjos O adoram com mais vigor? Que nesses momentos traz à Sua eterna lembrança o quadro completo daquilo que programou para a minha vida?

Queria saber se é só o esquecimento que cura a desilusão. Mas para esquecer é preciso tempo...e esse, tem que ser aproveitado para coisas melhores...