quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

IDENTIDADE

Neste Natal recebi uma prenda muito especial de uma das minhas netas: um conjunto de louça (3 pratos, uma caneca e uma  chávena de chá), em cores lindas  e frescas. Só por isso, ficaria  feliz, mas a particularidade é que ela pintou palavras de amor em todas peças. Num dos  pratos, resolveu escrever o texto da mulher virtuosa de Provérbios 31, imagine o trabalho. O que me tocou mais, foi o pratinho de sobremesa, onde pintou vários adjectivos que acha ela, fazem parte da minha pessoa. De vez em quando olho o prato e fico muito pequena, muito mesmo. Porque ainda estou tão longe de ser tudo aquilo...
Uma coisa é o que as pessoas pensam que sou, outra o que realmente sou. O que acham ser as minhas virtudes, pode pintar-se num prato, escrever num quadro, num postal: O que realmente sou, é um processo que ainda não terminou.
De qualquer modo, estou tranquila porque a minha identidade não depende apenas da família  de onde vim, do conhecimento que tenho da vida, da experiência que ela me trouxe, mas de um facto inabalável: a quem pertenço. E aí, não tenho qualquer dúvida, nem me retraio de ser chamada por Deus de amada, eleita, peculiar, perfeita. Por que sou Dele e ninguém me pode arrancar da Sua mão, o processo do meu aperfeiçoamento também Lhe pertence.

Olho para o prato outra vez. Afinal é tudo verdade. 
Em Cristo sou assim!

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