quinta-feira, 25 de abril de 2013

E SE TU NÃO ESTIVESSES LÁ?




Se no dia da alegria, quando as cores são mais brilhantes e os sons mais fortes, Tu não estivesses lá? Gozaria esses momentos, centrada em mim, saboreando cada segundo, como se me pertencessem e não tivesse que dividi-los com mais ninguém...
No dia da separação, quando a dor é demasiada para ser colocada em palavras e o pranto é o único escape possível? As lágrimas secariam por fim e a dor faria morada em qualquer canto do meu ser, tolhendo-me os movimentos, impedindo a vida...
Se no dia da traição, quando os pensamentos sobem e descem em ziguezagues de loucura e a boca se fecha porque perdeu as palavras? O coração fechava-se, um vidro frio de indiferença seria colocado no lugar de um afecto perdido...
E no dia da doença, quando tudo fica sombrio, inquietante, febril e limitado? Agarrava com desespero os lençóis e tapava a cara para que ninguém visse a minha palidez...
E na dúvida? Quando uma coisa parece outra e aquela já tem contornos diferentes e tudo o que me resta, são as marteladas das palavras negativas na minha mente?
E se Tu não estivesses lá?
Mas estás lá na alegria e ensinaste-me que se voltar para Ti o meu coração, a alegria é perene!
Estás na separação e dizes baixinho, só para eu ouvir: “Não te deixarei, nem desampararei”.
Tocas no vidro frio da indiferença e tornas a dizer que o amor nunca falha...e eu acredito outra vez!
Entras no quarto a cheirar a remédio e dizes só UMA palavra e a Tua serva enche-se de esperança!
Que bom saber que estás sempre lá...

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