sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

LONGE...

Dezembro. Natal. Tudo passa a girar à volta deste tempo especial.  De um ano para o outro, as diferenças na celebração são muitas. Algumas melhores, a maior parte piores. Especialmente no que diz respeito ao sentido destes dias.

Uma das diferenças, é precisamente na família. Na minha, pelo menos. Este ano, não vou por a mesa para os mais velhos. A ausência dói  e não vale a pena fingir que tudo é igual. Nunca mais será.

Os mais novos casam, estudam fora do país e isso leva a que uns queiram passar o Natal com as suas "novas" famílias e que outros tenham dificuldade em vir a casa, porque o dinheiro é curto. Parece que estamos divididos, esfrangalhados, Tenho vivido esta sensação nos últimos dias. Mas hoje, enquanto falava com Deus, de repente percebi que foi sempre assim, desde o primeiro Natal.

Maria e José saíram da sua terra e viajaram vários dias até chegar a Belém. O conforto e aconchego da casa e da família chegada, ficaram longe e agora, procuram entre os parentes um lugar para ficar durante o recenseamento. Maria está no fim da gravidez.  Os parentes têm a casa cheia. Outros chegaram, antes do casal de Nazaré. Não há lugar para eles, a não ser no estábulo dos animais. Melhor, do que ficar na rua. Maria está a dar os primeiros sinais de parto e resolvem ficar ali mesmo.



O Menino nasce. Rosado, pequenino, macio e choroso, como todos os bebés. Este é o primeiro, o verdadeiro Natal. Ele, que é Deus, também deixou a Sua glória, a adoração dos seres celestiais e veio passar o Seu Natal longe de tudo o que era Seu,  porque não havia outra maneira de salvar os homens do seu pecado.

Este vai ser o meu pensamento neste Natal de 2013. Filhos e netos longe, ausência dolorosa de alguém que não volta mais, nada se compara ao que Ele fez por mim. Deixou tudo, abdicou de tudo porque me amou. No Seu Natal, Ele também estava longe de Casa, do Pai, da Glória, por minha causa...












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