terça-feira, 21 de maio de 2013

COLÍRIO


Esta manhã, tive que recorrer a umas gotas que me lubrificam os olhos, pois não tenho lágrima suficiente para isso. Quando estava a fazer este tratamento, divaguei um pouco sobre o incómodo que me causa esta condição. Choro quando não devo, não tenho lágrimas quando preciso delas!!

E pensei também que Jesus Cristo aconselha um grupo de pessoas que ama, a comprarem colírio para os olhos... o que significa que, no nosso espírito, também podemos ter defeitos, problemas que nos toldam a visão. E estas gotas não podem ser compradas em qualquer boticário terreno. Têm que ser directamente encomendadas à fonte de toda a saúde - a Jesus Cristo.
Sentada na cama, a aplicar as tais gotas nos meus olhos, sentindo o alívio imediato que elas produzem, mais uma vez, pedi ao Senhor que os meus olhos espirituais não sequem, que tenha sempre  a capacidade de ver o que Ele quer que eu veja e que possa sempre chorar com os que choram.
A sequidão nos olhos físicos provoca até dor. E é essa dor que me leva a pegar nas tais gotas.
Senhor, no dia em que o meu espírito começar a secar, dá-me dor, para que possa ir a Ti, outra vez e comprar o colírio que tanto recomendas! (Apoc.3:18b)

quinta-feira, 16 de maio de 2013

DESAFIOS



A vida é feita de desafios. De escolhas. Uns grandes, outros nem por isso. Uns que parecem nunca mais terminar, outros tão rápidos, que a decisão tem que ser feita num fôlego. Quando saímos de um, aparece outro, como se não tivéssemos direito a respirar…

Se os desafios param, é sinal que a vida se vai esvaindo, limitando e perdendo o ritmo. E no entanto, há pessoas que passam por esta estrada,fechando os olhos ao que é entusiasmo e realização. Para elas, a existência é feita de rotina, de mesmice, sem entusiasmo e sem metas.
Tudo em Deus me diz que tenho que prosseguir, avançar, correr, tornar a alcançar e em cada um destes estágios, aceitar o desafio que me trazem. Erro, tantas vezes. As escolhas nem sempre são certas, mas escolho. A corrida nem sempre é fácil, mas avanço.  
Só tenho um receio:o dia em que vou ter que parar… em que a fraqueza vai impedir-me de alcançar, de sonhar.
Tenho tanto medo...