sexta-feira, 27 de setembro de 2013

ALARGUE...



Há um termo no Novo Testamento que descreve como funciona o nosso círculo de relacionamentos. De facto este termo mostra a pedra básica do edifício da sociedade humana. É a palavra que se refere à comunidade e na nossa Bíblia, é traduzida por casa. Por exemplo, quando Pedro diz em Actos 16:31:”...serás salvo, tu e a tua casa”. 
O termo grego é oikos.
O oikos onde nós vivemos, não comporta muita gente. Podemos conhecer até centenas de pessoas, mas tempo de qualidade, só é gasto com muito poucas pessoas. Por isso os nossos relacionamentos, as nossas amizades fora do nosso oikos, são casuais.
É raro encontrar uma pessoa que tem mais do que 20 pessoas no seu oikos, o máximo são 9  e uma grande percentagem não desenvolveu nenhum relacionamento novo nos últimos seis meses.
A vida humana é feita de cadeias infinitas de ligações oikos. Em todas as culturas, a intimidade destas ligações é considerada sagrada e a segurança do indivíduo reside na afirmação que recebe daqueles que são significativos no seu oikos.
 
Jesus  Cristo era perito não apenas em relacionamentos intencionais, mas em invadir os oikos das pessoas do Seu tempo. Ele entrava nas “casas”, umas vezes convidado, outras sem ser convidado e mesmo quando O convidavam, confundia a tradição daquela família, curando, libertando, abençoando todos os que vinham a Ele, não apenas os da família que O recebia.
E se todos víssemos o potencial que há em nós para que a nossa casa, o nosso oikos se alargue, para podermos consolar outros, ajudar outros, falar de Jesus a outros, orar por outros, estender uma mão amiga a outros, limpar as lágrimas a outros?
Se insistir em dizer: “Não sou capaz, não tenho muito jeito, tenho receio que não me aceitem”, nunca vai experimentar a alegria que é dar-se a si mesmo e saber que alguém ficou mais feliz por sua causa...
Alargue o seu oikos, hoje!

domingo, 22 de setembro de 2013

AMA O TEU PRÓXIMO COMO...


Se responder ao mandamento de Jesus “Ama o teu próximo como a ti mesmo”, vou descobrir se estou ou não errado no amor por mim mesmo... 


 
Da mesma maneira que desejo comida quando tenho fome, desejo alimentar o meu próximo quando ele tem fome?
Como desejo boa roupa para me cobrir, desejo que o meu vizinho tenha também boas roupas? 
À medida que trabalho para viver num lugar confortável, desejo que o meu próximo tenha um lugar seguro para viver?
Enquanto  desejo ser livre de calamidades e violência, procuro conforto e segurança para o meu próximo? 
Trabalho para que a minha vida tenha significado, desejo o mesmo significado para o meu próximo? 
Desejo ter amigos, procuro ser amigo do meu próximo?
Desejo ser bem-vindo entre pessoas estranhas, dou as boas vindas ao meu próximo? 
Por outras palavras: torno a minha busca pessoal a medida da minha dádiva pessoal? 
Quando Jesus diz, “ama o teu próximo como a ti mesmo” a palavra COMO torna-se radical. 

Significa:
  • Se estou entusiasmado na busca da própria felicidade, tenho que estar entusiasmado na busca da felicidade do meu próximo.
  • Se sou criativo na busca da minha felicidade, serei criativo na busca da felicidade do meu próximo.
  • Se sou perseverante na procura da minha felicidade, serei perseverante na procura da felicidade do meu próximo.
De facto Jesus não disse apenas: busca para o teu  próximo  as mesmas coisas que buscas para ti, mas busca-as da mesma maneira – com o mesmo zelo, energia, criatividade e perseverança. Torna a tua busca a medida da tua dádiva.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

QUE??

Sabe que ao falarmos de uma certa maneira estamos a libertar uma influência? Essa influência pode ser negativa ou positiva. (ex. “nós vamos conseguir” e alguém diz, “já ouço isso há tento tempo"…) Cuidado com a sua maneira de falar. 
Se essa influência negativa não for tratada, ela cria uma atmosfera. Quando influenciamos alguém para o bem ou para o mal, criamos uma atmosfera, na nossa casa, junto dos nossos amigos, no nosso local de trabalho. Já lhe aconteceu sentir ou dizer, “essa pessoa não, estraga logo a festa!”
Essa atmosfera pode transformar-se num clima.  A culpa deixa de ser nossa e passa a ser dos nossos pais, dos nossos antepassados, dos nossos patrões, dos nossos filhos ou do nosso marido. E o clima já se instalou.
Transforma-se em seguida  num sistema de crença. À força de alimentarmos as nossas convicções negativas, de provocarmos uma atmosfera e um clima à nossa volta, começamos a acreditar naquilo que é absolutamente contrário ao que Deus diz na Sua Palavra.
Ao acreditar, transformamos isso numa fortaleza. Isto dá-se quando a nossa mente fica tão fechada à realidade do que Deus disse e ouvimos apenas as nossas imaginações, nossos raciocínios, nossos sofismas. 

A fortaleza por fim transforma-se numa cultura.  O próprio Senhor Jesus disse: “”Será que nunca chegarão a acreditar em mim, mesmo depois de todos os milagres que fiz no meio deles?" 
Que influência tenho? Que atmosfera crio à minha volta? Que clima instalo ao meu redor? Que sistema de crenças passo aos outros? Como cheguei ao ponto de viver numa fortaleza? Que  cultura é esta? 
Quero muito que a minha vida esteja baseada em fé, naquilo que Deus diz, afirma e promete. As dúvidas não criam raízes, quando a minha fé é liberta!


terça-feira, 10 de setembro de 2013

A ARDENTE EXPECTAÇÃO




A ardente expectação da criatura
espera a manifestação dos filhos de Deus.

(da Bíblia)


Deixa que o amor te ilumine o coração e espalha essa luz até aos limites do teu último abraço.

Inventa atalhos até às bocas mais distantes e lança o teu pão sobre as águas mais carentes.

Faz tudo de mãos livres: Desata-te do conforto e da segurança e repete este caminho até à alegria.

Terás a eternidade dentro do teu corpo e o teu nome
será lembrado para sempre.

Mostra que tens a essência do sal, que não deixa apodrecer o mundo.

 

Manuel Adriano Rodrigues
10/09/13