segunda-feira, 21 de outubro de 2013

PENSAMENTOS SOBRE UMA CONFERÊNCIA...


Faltam poucas semanas para a nossa Conferência anual. Muito trabalho, muita expectativa.

O que irá acontecer? Como será o encontro com Deus daquelas centenas de pessoas? O que terá o Senhor em mente para essa jornada? Será apenas “mais” uma reunião, ou um marco na vida de cada um?
Essas são algumas das minhas interrogações neste momento.

Buscando a Sua Presença esta manhã, o Espírito de Deus levou-me a uma passagem estranha e bela, misteriosa e doce, única e pungente: “Que é o teu amado, mais do que outro amado...? (Cant 5:9)

A sulamita corria como louca pelas ruas da cidade, gritava pelo amado e não tinha resposta, os guardas que deveriam protege-la e ajudá-la, espancaram-na, feriram-na, deixaram-na sem manto, desnudada, descoberta, frágil. Mas a sua busca não cessou, apesar disso. Por fim fizeram-lhe a pergunta que coloca tudo em perspectiva: "O que tem ele  (o teu amado) mais do outro qualquer? O que é ele acima dos outros, para ser procurado com tanta paixão?"

Na Sua presença, o Espírito de Deus obrigou-me a responder por que O procuro, por que o meu coração O anseia, porque quero tanto que outros entendam que fora da Sua presença a vida perde o som, a cor, direcção e propósito... Será que as mulheres e homens que vão assistir a esta Conferência também  procuram assim? Será que todos sabem que são absolutamente amados a tal ponto que sempre que O buscam, encontram? 

No final do dia, será que a maioria irá dizer, como disse hoje o meu coração: Ele é totalmente desejável!?

terça-feira, 8 de outubro de 2013

ARREPENDEI-VOS!



Quando alguém se arrepende,se volta para Deus e começa a confiar na Sua graça, não pode mais odiar o seu próximo. É psicologicamente impossível receber a graça de Deus e ao mesmo tempo recusar mostrar graça aos outros. Por isso, um dos primeiros frutos do arrependimento é a unidade. O arrependimento penetra a muralha que separa classes e raças. Por isso, a igreja, de todas as instituições que existem no mundo, tem que ser livre de do preconceito de grupos de pessoas que não são "convidativos".  A graça de Deus mistura-nos!
João Baptista, na sua abordagem, falou a  três grupos:
  • Multidão (mistura de gente, de várias educações, profissões, estatuto social): “Quem tiver duas túnicas, reparta com o que não tem e quem tiver comida faça o mesmo”(v.11) 
  •  Cobradores de impostosNão cobreis mais que o estipulado” (v.13)
  • Soldados(v.14)“A ninguém maltrateis, não deis denúncia falsa e contentai-vos com o vosso soldo”(v.14)
Quando pensamos em todas as centenas de exortações que João podia ter dado e possivelmente deu, todas as que Lucas registou têm a ver com posses, com os haveres e com dinheiro.
Se somos gente favorecida pela graça de Deus, hoje é um dia especial para perguntar como aqueles nos dias de João: “Que havemos de fazer?” Infelizmente, a nossa vaidade, orgulho e desprendimento da responsabilidade, levam-nos ao ponto de nem fazer esta pergunta. Achamos que confessando os nossos pecados e recebendo o amor e perdão de Deus, já ficamos perfeitos e em sossego eterno...
O facto é que não temos só uma túnica, temos dezenas de túnicas, a maior parte delas  penduradas num guarda-fato ano após ano, sem serem vestidas... 
Comida? Temos tanto...já pensamos em alguém que não tem, um vizinho que não consegue cozinhar, uma família que está em dificuldade?
E quem tem negócios? Como negoceia? Pede mais do que devia, mais do que o estipulado?
E os que têm poder, o que fazem? Usam a força e a prepotência para extorquir mais do que o necessário?
Contentai-vos com o vosso salário, disse João. É isso que fazemos, ou vivemos numa roda-viva para ganhar mais, porque compramos coisas a mais, temos que pagá-las e por isso temos que trabalhar mais?
Ensinamos os nossos filhos a amar a água, recurso maravilhoso da natureza?
Instruímo-los a comer o que é bom e correcto e a dar graças pela saúde? A repartir brinquedos e jogos com outras crianças que nunca poderão comprá-los?
A luta contra a pobreza e contra uma crise que nos toca de perto, tem que ser tratada com arrependimento, seguido do fruto digno desse arrependimento.
A família de Deus tem que ser um lugar onde a crise não entra, porque todos nós entendemos o propósito de Deus para esta família. Repartir com as mãos e o coração, pode bem ser sinonimo de arrependimento.