sábado, 4 de janeiro de 2014

NOVO ANO?

As luzes do Natal começaram a apagar-se. A euforia dos dias anteriores à quadra, passou. Deitaram-se para o lixo papeis e fitas coloridos e arrumou-se numa gaveta aquela prenda que sabemos não vai ser usada.  De repente há um ritmo novo no ar. A festa de fim de ano precisa ser preparada, escolhido o champanhe  e o lugar onde se juntam amigos. À meia-noite do último dia do ano,volta a euforia, música e dança. As taças erguem-se, os beijos trocam-se, os abraços dividem-se e o desejo de felicidade renovada gritado a plenos pulmões. Nos dias seguinte a este, há muita dor de cabeça, má disposição, desejo de estar de olhos fechados e não pensar. Uns quantos arrastam-se para o trabalho. Mudam o calendário da parede e a rotina recomeça.
Um final de ano caótico, um começo de ano expectante e ao mesmo tempo descrente. O que poderá uma folha de calendário mudar na natureza das coisas, nos dramas familiares, nas doenças prolongadas,  nos lutos inesperados, na falta de emprego? Será que o ser humano precisa desta ilusão para viver? 
Meditei muito durante esta passagem de ano, já que não podia fazer outra coisa, porque não estava bem de saúde. À medida que o tempo avança na nossa vida e os marcos vão sendo tirados do caminho, não há como não pensar no que é realmente importante. E é sempre nesta reflexão, que a Palavra de Deus me fala e desta vez, foi mais importante que tudo o que descrevi atrás, mais real do que a reunião de família, das mensagens dos amigos, mais forte que o barulho do fogo de artificio que conseguia ouvir ao longe: "Irá a Minha Presença contigo para fazer-te descansar".
O pensamento  foi cortante - realmente não faz muita diferença em que dia ou mês me encontro. Sentirei a Sua Presença em cada segundo deste ano novo, como lhe chamam e descansarei Naquele que é Deus Presente.
Os 360 dias que estão à frente com incertezas, faltas, alegrias, dores, separações, saudades, vitórias, terão a Sua Presença. Que mais preciso?

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