quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

FLORES NO CAMINHO





Aqui, ali, acolá, descobrimos flores nas veredas da nossa vida. Algumas cheiram tão bem, que paramos, para receber o perfume gratuito que exalam. São pessoas que cruzam connosco e nos fazem ver a luz num dia de escuridão, limpam as lágrimas num dia de choro e nos oferecem um ombro amigo quando nos falta a força para a jornada.
Outras flores, são pequeninas, quase desapercebidas, como palavras e gestos que nos aplaudem por breves instantes e incentivam a continuar.
De repente, numa curva do caminho, chocamos com um campo de girassois. Eles estão lá, deslumbrantes, quase agressivos, altivos, para nos lembrar que o amarelo não é mau gosto, mas uma parte do deslumbramento dos grandes momentos que vivemos.
Depois o caminho enche-se de trevos, oscilantes, débeis,confundido-se com o resto da erva da estrada. São uma parte dos pequenos gestos, das palavras insignificantes, mas que faziam falta na frase e no episódio da jornada.
Cada metro do nosso caminho é tocado por vida, seiva fresca, imaginação, lágrimas e riso.
Mesmo o deserto tem uma estação onde as flores saltam das areias e dão cor ao que parecia sem vida. 
Meu Deus, há por aí gente que não têm olhos para ver. Fá-los usar as mãos para apanhar e tocar, para sentir que vale a pena viver!

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