quarta-feira, 19 de março de 2014

Hoje é Dia do Pai. Ainda bem que inventam estes dias, para dizermos aquilo que normalmente não conseguimos expressar na corrida dos outros...
Este é o meu primeiro sem o meu pai. Ausência estranha. Saudade imensa. Lembranças que voltam em velocidade tal, que se torna impossível catalogar as que são boas e as que não são. Saudade é um bichinho pequeno e escurinho, que rói, até que um dia se cansa e deixa de doer. Nesse dia, o tal bichinho, acocora-se num canto do coração  e de vez em quando mexe-se, só para que saibamos que ainda lá está, que ali é a sua casa, que não intenciona sair...
O meu pai adorava receber flores. Ele amava flores. Por isso e só por isso, fui ao cemitério e deixei sobre a terra amarelada, um ramo de cravos de uma cor lindíssima. Ele não sabe, não cheira, nem sente as flores. Mas ali, mais uma vez, o meu coração apercebe-se do quanto  ele era importante e da falta imensa que é na minha vida e ao olhar para os cravos sobre a sepultura, recebo uma lufada de esperança. Cada dia estou mais perto do DIA DO PAI. Nesse, não haverá mais lágrimas, dor ou lembrança das dores passadas. Na Festa do Pai, as flores não vão murchar e o sol nem precisa dar luz, porque o próprio Pai ilumina tudo com a Sua presença...
O meu querido pai, já lá está, nessa luz inacessível, onde nem a saudade nem a distância são contadas...

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