segunda-feira, 19 de maio de 2014

COMO UM RIO

A vida é assim, como um rio, que parece correr sempre igual. Aqui e acolá  contorna pedras, obstáculos e dali a nada lança-se numa correria, com pressa de ver tudo o que há na sua frente. Depois, languidamente, espalha-se pelas margens e descansa, sem movimento. Nuns lugares estreita-se e é pouco mais que um fio de água, noutros alarga-se e convida ao prazer.
A vida é assim, como um rio, que nunca é igual. Hoje, tudo é normal, rotineiro, calmo e apenas cortado aqui e acolá por pequenas pontes, necessárias à navegação. De repente, ficamos sem pé, as águas ficam mais revoltas, as pontes desaparecem e as margens ficam distantes demais... E é nesses momentos críticos, que sabemos que o que vivemos é precioso, que o que sonhamos não foi em vão, que o que amamos é bom demais, que o que possuimos é suficiente, que o que temos pode desaparecer num segundo e que o melhor é tentar chegar à margem, mesmo que para isso fiquemos sem força, ofegantes...
É nesse momento que tudo fica em prespectiva e faz sentido... de novo!

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