segunda-feira, 9 de junho de 2014

O tempo é uma coisa estranha. Temos muito, mas de repente notamos que já temos pouco. Há momentos mágicos em que queremos que ele pare e outros trágicos em que desejamos que ele passe depressa. Hoje temos todo o tempo do mundo e amanhã reparamos que afinal isso era apenas refrão de canção.
Lembrei esta semana que, quando os meus filhos eram crianças, imaginava como seriam daí a vinte, trinta anos. Chegava junto da cama enquanto dormiam e pensava que tipo de pessoas seriam, quando fossem um homem e uma mulher. Havia ainda muito tempo para viver...
Recordo a força, a actividade, energia e vigor dos meus pais  e como o tal tempo foi roubando tudo isso, até lhes esgotar a vida. O tempo apagou dores, levou recordações, esbateu rostos...
Hoje, temos a nossa vida programada para um certo tempo, mas de repente, tudo pode mudar e num segundo, o tempo que pensávamos seria imenso para fazer isto e aquilo, começa a bater com outro ritmo e em vez de olharmos para os ponteiros do tempo, funcionamos como se o tempo tivesse outra ordem e outro maquinismo.
E Deus? Como funciona Ele com o tempo? Um dia é como mil anos...como é que nós, simples mortais, entendemos tal contagem?
"Os meus tempos, estão nas Sua mãos". Tenho que confiar que cada momento, minuto e segundo do tempo, Ele tem controlado, propositado e planeado. 
Quando nos apercebemos que temos já pouco tempo, ele torna-se mais precioso, valioso e queríamos gastá-lo falando menos e ouvindo mais, chorando menos e sorrindo mais, correndo menos e contemplando mais, desejando menos e desfrutando mais...
Que relógio estranho é o tempo.



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