quarta-feira, 12 de novembro de 2014

DIVAGANDO...

Muito, muito trabalho. Não está certo, porque o que mais gosto de fazer na vida, além de estar com pessoas, abraçá-las e  ajudá-las, ficou para trás neste frenesim dos últimos dias. E o que maior prazer me dá é escrever.
Gostava que inventassem um aparelhómetro que pudéssemos ligar ao nosso cérebro e ele, sozinho, fosse escrevendo tudo o que os nossos dedos não conseguem no tempo e no espaço. Assim, todas as ideias mirabolantes, sonhos sem sentido, imaginação que queríamos ver tornada realidade, ficariam registados. Depois, o tal aparelho teria um botão que usaríamos para apagar o que não interessa  aos outros. Teria ainda um outro  que poria em ordem, por assuntos, os tais pensamentos e imaginações... Tenho a certeza que por aí, já há alguém a inventar esta "aplicação". Só que quando isso vier a público, já será tarde para mim. 
Aliás, nestes últimos dias tenho descoberto que há tantas coisas que vão sendo dificeis alcançar. Conclui que uma das razões por que as pessoas com mais idade andam mais devagar, é porque não têm pressa de chegar ao fim! Noto que já não corro...para quê? Reparo que já não tenho tanta pressa, porque teria? Descubro diariamente um novo encanto em pequenas coisas cuja existência nunca tinha notado. Bebo uma chávena de café com menos pressa, saboreio o aconchego macio da cama com mais tempo.
Os abraços das minhas netas e os cuidados dos meus filhos são cada vez mais necessários. Revejo-me nas suas conquistas, rio nas suas alegrias, choro com as suas tristezas, como se eu própria já não tivesse tanto para rir ou para chorar...
E cada dia que passa, leva-me mais perto de Deus, da Sua Presença, do Seu coração; hoje entendo-O de uma maneira quase sublime, vejo-O com olhos quase verdadeiros. Será por causa do brilho deste por-do-sol?

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