quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

FÉ, ESPERANÇA, AMOR

Dezembro é um mês difícil. O frio encolhe-nos e faz-nos andar mais rápidos,  impedindo-nos de olhar com atenção quem passa por nós.
O final de umas centenas de dias a que convencionaram chamar ano, também não ajuda. Olhamos para trás e o balanço nem sempre é positivo.
Como gente crente num Deus que nunca falhou um único dia, no fundo, bem no fundo, sabemos que todas as coisas que nos aconteceram, de algum modo contribuiram para algum bem.
Hoje tenho tirado momentos largos para fazer o MEU balanço. Muitas aflições, sustos, eminencia de ficar sem a pessoa mais importante da minha vida, cansaço imenso...
No meio de tantas situações difíceis, apareceram pessoas, que se transformaram em anjos e que tornaram os momentos impossíveis em horas de gratidão profunda.
Mas a dor mais funda destes últimos dias do ano, ninguém consegue tocar. Não tenho um ombro onde me encoste sem que tudo seja posto em causa, nenhum lenço para limpar as lágrimas me é oferecido sem a pressão de ter que devolve-lo. 
Hoje alguém me disse  para ter esperança. Não tenho. Tenho fé. Tenho ainda amor para dar, mas esperança é uma luz no meio destes três e a minha, está apagada. Vou viver um dia de cada vez, o de hoje está quase a chegar ao fim. As folhas que restam no calendário são já muito poucas. Mas não estou preocupada com o calendário novo, vistoso, cheio, colorido, mas com este espaço de 24 horas a que chamamos dia. O de hoje. Quase a terminar. Ainda tenho fé. Tenho amor para dar. Mas a esperança, é como a luz trémula da árvore de Natal que teimei em fazer, apesar de tudo. Acende e apaga, em intervalos de segundos. Não fica lá, iluminando o caminho. Aparece apenas, para gritar que mesmo assim, permanecem a fé,  a esperança e o amor. Quem sabe se um dia ela não brilhará, outra vez?

Sem comentários:

Enviar um comentário