quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

NOVA MENSAGEM

É isto que diz no canto do blogue. Ele está à espera de uma "nova mensagem"... 
Nova, quer dizer que nunca foi usada, dita, sentida, ouvida, falada, escrita... mas haverá algo assim tão novo? As roupas podem nunca ter sido usadas, as palavras podem ser reformuladas, os sentimentos já os conhecemos quase todos, senão todos, as palavras já foram ditas muitas vezes,de várias maneiras, em diferentes contextos e em muitas línguas...
Já um sábio de outrora, dizia que "não há nada novo de baixo do sol"...E no entanto, na alma de cada homem há uma sede inesgotável por algo diferente , único e nunca experimentado. Pensamos nisso, especialmente no princípio de cada ano, porém os dias passam e parece que não há razão para esperar.
Mas a Bíblia sempre me surpreende. O meu caminhar estaca, diante do que Deus diz. O meu coração dispara, no anseio de sentir o que Ele fala: Eis que farei uma coisa nova (Jeremias 43:19). E detenho-me na minha rotina a tentar descobrir o que será que Ele vai fazer novo. Não pode mudar a ordem das estações, foi Ele que as programou. Não vai alterar o ciclo da sementeira e da colheita, não vai mudar a maneira como um óvulo acolhe a semente de um novo ser, não vai tornar-me jovem outra vez...que coisa nova é essa que Ele vai fazer? Depois de puxar muito pela cabeça, concluo que o novo de Deus tem a ver com a minha alma, com as minhas percepções daquilo que Ele é e faz,  que ainda não vi, porque a minha fé está em transformação e o meu coração em mudança, com uma esperança que não pode ser baseada em nada do que sinto ou percebo...e fico à espera, quero mesmo essa "coisa nova". Ele continua a fazer novo e mesmo quando uma velha promessa é cumprida, ainda tem contornos  e cheiro a novo. 
Faz, Senhor!

sábado, 4 de janeiro de 2014

NOVO ANO?

As luzes do Natal começaram a apagar-se. A euforia dos dias anteriores à quadra, passou. Deitaram-se para o lixo papeis e fitas coloridos e arrumou-se numa gaveta aquela prenda que sabemos não vai ser usada.  De repente há um ritmo novo no ar. A festa de fim de ano precisa ser preparada, escolhido o champanhe  e o lugar onde se juntam amigos. À meia-noite do último dia do ano,volta a euforia, música e dança. As taças erguem-se, os beijos trocam-se, os abraços dividem-se e o desejo de felicidade renovada gritado a plenos pulmões. Nos dias seguinte a este, há muita dor de cabeça, má disposição, desejo de estar de olhos fechados e não pensar. Uns quantos arrastam-se para o trabalho. Mudam o calendário da parede e a rotina recomeça.
Um final de ano caótico, um começo de ano expectante e ao mesmo tempo descrente. O que poderá uma folha de calendário mudar na natureza das coisas, nos dramas familiares, nas doenças prolongadas,  nos lutos inesperados, na falta de emprego? Será que o ser humano precisa desta ilusão para viver? 
Meditei muito durante esta passagem de ano, já que não podia fazer outra coisa, porque não estava bem de saúde. À medida que o tempo avança na nossa vida e os marcos vão sendo tirados do caminho, não há como não pensar no que é realmente importante. E é sempre nesta reflexão, que a Palavra de Deus me fala e desta vez, foi mais importante que tudo o que descrevi atrás, mais real do que a reunião de família, das mensagens dos amigos, mais forte que o barulho do fogo de artificio que conseguia ouvir ao longe: "Irá a Minha Presença contigo para fazer-te descansar".
O pensamento  foi cortante - realmente não faz muita diferença em que dia ou mês me encontro. Sentirei a Sua Presença em cada segundo deste ano novo, como lhe chamam e descansarei Naquele que é Deus Presente.
Os 360 dias que estão à frente com incertezas, faltas, alegrias, dores, separações, saudades, vitórias, terão a Sua Presença. Que mais preciso?