terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

APENAS UMA...

Estava a olhar para o número de pessoas registadas como seguidores deste blogue. Poucas. Bem sei que há muitos mais que lêem sem nunca se registarem. Não sei por que ficamos tão apreensivos em relação aos números! Engraçado, porque hoje mesmo li um artigo na revista MULHER CRIATIVA, que falava exactamente sobre isto! Veio ao encontro da minha reflexão, se valeria a pena continuar ou não a escrever para tão "poucos". 
Na semana passada tive uma grande alegria quando, ao falar a um grupo de pessoas, no final uma mulher aproximou-se de mim e disse-me timidamente que já há muito tempo era minha "fã". Este tipo de elogio diz-me pouco, a não ser que me expliquem a razão. Foi o que aconteceu. Ela contou-me que numa fase muito difícil da sua vida, no meio de uma depressão pós-parto, um familiar lhe ofereceu um  dos meus livros "Esperança para a Alma". No seu imenso desespero, leu o livro num fôlego. (Achei curioso, porque cada capítulo aborda um tema diferente). Ao terminar e ao reler algumas páginas, concluiu que precisava de Jesus na sua vida e entregou-se a Ele, convidando-O para Ele ser o seu Senhor e Salvador.
Aquele, foi um livro feito aos poucos. São crónicas de programas radiofónicos transmitidos durante dois anos. Ao usar a rádio, também não sabemos o "número" de pessoas que nos escutam. Mas e se o livro foi apenas para aquela mulher? Valeu a pena. Muito. Por isso, vou continuar. Quem sabe, daqui a um tempo alguém me conta outra história de transformação, onde as minhas palavras fizeram a diferença....

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

FLORES NO CAMINHO





Aqui, ali, acolá, descobrimos flores nas veredas da nossa vida. Algumas cheiram tão bem, que paramos, para receber o perfume gratuito que exalam. São pessoas que cruzam connosco e nos fazem ver a luz num dia de escuridão, limpam as lágrimas num dia de choro e nos oferecem um ombro amigo quando nos falta a força para a jornada.
Outras flores, são pequeninas, quase desapercebidas, como palavras e gestos que nos aplaudem por breves instantes e incentivam a continuar.
De repente, numa curva do caminho, chocamos com um campo de girassois. Eles estão lá, deslumbrantes, quase agressivos, altivos, para nos lembrar que o amarelo não é mau gosto, mas uma parte do deslumbramento dos grandes momentos que vivemos.
Depois o caminho enche-se de trevos, oscilantes, débeis,confundido-se com o resto da erva da estrada. São uma parte dos pequenos gestos, das palavras insignificantes, mas que faziam falta na frase e no episódio da jornada.
Cada metro do nosso caminho é tocado por vida, seiva fresca, imaginação, lágrimas e riso.
Mesmo o deserto tem uma estação onde as flores saltam das areias e dão cor ao que parecia sem vida. 
Meu Deus, há por aí gente que não têm olhos para ver. Fá-los usar as mãos para apanhar e tocar, para sentir que vale a pena viver!