terça-feira, 28 de outubro de 2014

IDEIAS

Já ouviu a frase "ideias não me faltam..."?
Pois eu tenho este enorme problema. Tenho MUITAS ideias. Umas mensuraveis, outras apenas sonho, algumas completamente loucas e ainda umas quantas que gostaria de realizar, mas que, provavelmente  já não vou ter tempo para isso. O difícil é fazer a gestão de tantas, quais as que posso por de lado, as que podem ser guardadas na gaveta dos sonhos e as que, com algum esforço e ajuda, poderei por de pé. E perco algum tempo a fazer esta escolha. E até para isso tenho algumas ideias...
Surgiu-me ontem uma ideia! Nada de novo. Acontece quase todos os dias. Mas não é que esta me perseguiu o dia todo e hoje ainda não me saíu da cabeça? De vez em quando bate mais forte, abre uma janela para que eu veja um pouco do que pode acontecer. Fecho-a novamente, mas daqui a nada, lá vem outra vez!
Eu sei o que tenho que fazer  quando estou numa fase de "ideias": aquietar o meu coração. Falar silêncio à minha alma. Não escrever nem uma linha do que gostaria de dizer. Viver a rotina do dia como se fosse tudo calmo e normal. Pode ser que nesse sossego ela desmaie ou vá embora. Mas também pode ser que engorde e crie contornos de realidade e aí...arrasta-me como um turbilhão e só paro quando está concertizada.
Vamos ver como será desta vez. Também tenho algumas  ideias a respeito do que pode acontecer...

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

QUE TEMPO!

O Outono chegou, instalou-se, molhou tudo, obrigou-nos a ir buscar agasalhos, botas e meias e, quando já estávamos a pensar que era assim que viveríamos nos próximos  4 ou 5 meses, de repente, arrepende-se, enrola as mantas e despe-se outra vez, encalorado e soalheiro.
Tenha lá paciência, amigo tempo, não há condições para viver nesta incerteza!
Enquanto procurava uma blusa mais fresca no armário, imaginei que a nossa, a minha vida, também tem destas reviravoltas. Sento-me quietinha, como se o tempo tivesse parado para mim, fecho os olhos e languidamente deixo-me levar nesta quietude de quem já não tem um horário a cumprir, nem a quem prestar grandes contas.
Mas de repente, o telefone toca, abro o correio e acabou o sossego. Lá vou eu outra vez. Malas feitas, bilhete na mão para outro desafio e desassossego! Novas experiências, novos amigos, oportunidades únicas de crescimento e de abençoar outros. Tal e qual como este Outono, que teimou em ser Verão outra vez.
O tal tempo do tão esperado sossego, de me enrolar nas mantas, ainda vem longe. O Inverno mesmo, é só daqui a dois meses, ainda vai haver dias de sol e o tal "Verão de S.Martinho", que por mais fugaz que seja, até empurra os mais afoitos para um banho de mar.
O melhor é mesmo aproveitar, enquanto a hora não muda...

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

PERFEIÇÃO



Um dos sonhos da nossa vida era que as nossas relações, filhos, amigos, empregos fossem perfeitos. Tentamos por todos os meios que seja assim. Corrigimos aqui, cortamos acolá, camuflamos deste lado e escondemos daquele, para que os que nos rodeiam olhem pelas nossas janelas e vejam um casamento onde tudo é carinho, concordância, paixão; onde os nossos filhos são sempre obedientes estudiosos, crentes, saudáveis, os primeiros da classe, os melhores no desporto que escolheram; onde os amigos são sempre fiáveis, fieis; onde os empregos são bem remunerados e os nossos patrões nos elogiam frequentemente e os colegas nos respeitam e nunca são desonestos. Sonhamos…
Mas não é assim. E como não é, procuramos avidamente fazer comparações com outros, tentando tornar as nossas faltas mais pequenas, comparadas com as deles, ou a nossa frustração menor se a vida deles é menos fácil e bonita. Temos muita dificuldade em entender que na nossa casa, relação, amizades, Deus está a trabalhar um plano perfeito (Ele sim, é perfeito!) através das frustrações e erros do nosso dia-a-dia. Que os processos do Todo-Poderoso englobam exatamente essa imperfeição perturbadora, para nos fazer chegar mais perto daquilo que Ele intencionou para a nossa vida.
O que me irrita pessoalmente é que todas as vezes que fazemos as tais comparações, esquecemos de fazê-las com a Sua perfeição. Aí o padrão absoluto que exigimos e sonhamos para a nossa vida, ficaria mais leve e mais doce, porque foi isso que Ele prometeu.
E esqueço também que os outros que têm os mesmos problemas de imperfeição, podem animar-se ao olhar para a minha vida, quando me levanto de uma queda, de um erro, porque Ele me deu a mão…
Um dia chego lá. Um dia serei perfeita. Mas ainda estou no processo, lentamente, mas sem desistir.