terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

ELE É

Há nomes e alcunhas que se colam às pessoas para toda a vida. Tenho encontrado pessoas a quem trato por um nome , sem me aperceber que afinal é uma alcunha, um rótulo...
O problema é quando eles carregam conceitos, designações negativas, que podem afectar para sempre quem os transporta. É verdade que as etiquetas ou os rótulos, ajudam-nos imenso no dia a dia. Dizem-nos se o leite é magro ou sem lactose, se o produto já chegou ao final da sua validade, se as bolachas que queremos têm ou não gluten... dá jeito!
Fizeram o mesmo com Jesus Cristo. Trataram-no por "nazareno", com um misto de desprezo; rotularam-no às vezes de "carpinteiro", sem saber que Ele fazia muito mais do que mobília e objectos de utilidade; muitos chamaram-no de "rabi", mas Ele preferia o púlpito do barco ou da colina ao das sinagogas do Seu tempo.
E ainda hoje, queremos rotular o Filho de Deus. Temos até a ousadia de pensar que Ele vai levar à vitória  o nosso clube de futebol. Achamos que se Ele estivesse hoje no mundo vestiria a nossa cor política. Pensamos que Ele é propriedade da nossa igreja .  Não O conhecemos na realidade. Quando O pregaram na cruz, colocaram sobre ela também um título, mas esse, era todo verdadeiro. JESUS NAZARENO, REI DOS JUDEUS. Nem se aperceberam que  o nome Jesus fora-Lhe dado para mostrar que um homem vulgar, um Jesus como tantos outros do Seu tempo e ainda por cima Nazareno, tinha em Si o poder e a capacidade  de salvar os homens do seu pecado. Que o título de Rei era profético em toda a sua plenitude. Que a promessa feita a David de nunca faltar um rei sobre o seu trono, estava a começar a cumprir-se. Só que antes de subir ao trono, Ele subiu à cruz. Antes de ser coroado com todas coroas que podemos imaginar, suportou sobre a Sua cabeça uma, de espinhos aguçados.
Que prossigamos em conhecê-lo. A nossa maior ignorância é esta. Não saber quem Ele é.
 

sábado, 7 de fevereiro de 2015

MISERICÓRDIA

E o primeiro mês do ano passou rápido. Os dias de "feliz ano novo!"já lá vão. Arrumaram-se os enfeites de Natal, bolas, estrelas e presépio voltaram para as caixas onde irão dormir um longo passar de meses. Os projectos e desejos da passagem de ano, esfumaram-se, no frio intenso que se abateu sobre nós. E já estamos no segundo mês do novo ano. Acho que o fizeram mais pequeno para termos esperança que daqui a nada o inverno passará...E a rotina do dia a dia vai correndo, as semanas  e o tempo a esgotar-se. Daqui a nada já é  Pascoa! 
Estava a medir  a rapidez do tempo no meu relógio. Já vivi tantos dias e tantos princípios de ano parecidos com este. Não há muita diferença, a não ser que o mundo está muito pior, a maldade humana mais requintada e a violência adquiriu contornos nunca vistos. As crianças nascem e  crescem normalmente, os jovens fazem-se mais fortes e mais bonitos e os mais velhos, sem que eles dêem por isso, ficam mais encolhidos e enrugados.  O tempo é um carrasco que não perdoa. 
No entanto, algo me transtorna o fio do pensamento: a imutabilidade da misericórdia de Deus, nova cada manhã. Não há calendário que a destrone, nem inverno que a arrefeça. Está lá, perene, teimosa, seguindo-nos todos os dias da nossa vida. No dia em que Ele acrescenta um novo ser à família, na hora em que Ele decide levar alguém que já cumpriu o seu tempo. Sempre, constante, fiel. Sempre, doce e animadora.
Deixe o tempo correr...a misericórdia segue-nos!