sábado, 21 de novembro de 2015

JÁ É NATAL




Temos visto a cena de Natal, tantas vezes, retratada nos corredores da nossa memória!
Olhamos os quadros, gravuras e vídeos que nos tentam mostrar o que aconteceu e lá está, uma mulher vestida de branco, com um manto azul a cobrir-lhe os cabelos loiros. Ao seu lado  um homem encostado a um cajado, olhando embevecido uma criança deitada numa manjedoura de palhas limpas. Um boi, um jumento, uma ovelha, comendo a ração abundante de uma outra manjedoura. Será isto o Natal?

Vinde comigo a Belém. Transportai-vos no tempo e parai à porta da gruta. Lá dentro é húmido. O cheiro dos animais, mistura-se com o da palha e com o odor peculiar de um parto acabado de acontecer. A mulher que olha para a manjedoura, tem sobre si a roupa e a cobertura das mulheres simples de Israel. Sem aparato, feitas do tecido mais económico. Está suja da viagem, transpirada do esforço do parto.  O homem jovem ao seu lado não tem o ar de herói que esperávamos, mas de alguém cansado de uma longa jornada, frustrado, porque depois de bater a tantas portas, este foi o único lugar que achou para abrigar a sua mulher prestes a dar à luz.  O homem tem ainda no seu rosto o espanto das últimas horas, da experiência de ter ajudado a trazer ao mundo o seu primeiro filho.

Olhai bem. Deitado na manjedoura rude está uma criança. Um menino acabado de nascer. Enfaixado em panos, conforme o costume da Sua terra e do Seu tempo. Um menino de carne rosada, como todos os  recém-nascidos. Os olhinhos semi-cerrados, tentando habituá-los à luz fraca da lamparina. Um menino que chora com fome, que abre a boca sôfrego, quando é encostado ao seio da mãe – um menino.

Afinal que vistes? Um quadro de pobreza, igual a tantos outros? Não. Ajoelhai à entrada da gruta, porque o menino que nos nasceu, o filho que nos foi dado, tem um nome sublime: MARAVILHOSO, CONSELHEIRO, DEUS FORTE, PAI DA ETERNIDADE, PRÍNCIPE DA PAZ!

Aqueles centímetros de corpo humano são O VERBO DE DEUS, Aquele que com a Sua palavra criou os mundos e trouxe à existência o que ainda não havia.

Este é o grande mistério do Natal. Deus feito carne, Deus tornado homem, para nos entender perfeitamente, para ficar connosco – EMANUEL!

Este menino não vai ficar na gruta. Crescerá, será homem e, um dia, na flor dos Seus anos jovens, subirá ao  Calvário, carregando sobre os ombros uma cruz. O Verbo de Deus, o Sustentador de todo o universo, abdicará de tudo o que tem de celestial e voluntariamente  se entregará à morte pelos pecados dos homens. Não numa atitude de herói-suicida, mas de amor-sacrifício, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus..

Se conseguires ver isto, agora, terás descoberto todo o verdadeiro significado do Natal.