terça-feira, 3 de maio de 2016

MULHER IDEAL...PRECISA-SE. (1)

Os posts que publico a seguir, fazem parte de um trabalho que, talvez um dia, venha a ser um livro...

A Base de Um Trono
(Provérbios 31:1-9)
  
            Imagina a sala do trono. Tapeçarias, ouro, brilho e esplendor rodeiam o homem sentado naquele assento tão especial. Inclina-se com atenção para uma mulher que carinhosamente lhe afaga as mãos cheias de anéis, que fala pausadamente, como se o tempo não tivesse mais valor e no universo só existisse aquele instante em que as palavras sérias e doces se derramam em cuidado e conselho. Lemuel, o rei, ouve atentamente as palavras da sua mãe. Ao lermos o livro de Provérbios, a palavra da “profecia” da rainha-mãe do capítulo 31, muda a tonalidade puramente masculina do livro e coloca sobre a mulher uma carga feliz de responsabilidade social e observância religiosa. 
 A velha senhora está preocupada em colocar uma base sólida para o reinado de seu filho. Por isso mesmo, propõe-se relembrar-lhe os princípios que irão estabelecer esse reino: pureza sexual, sobriedade, justiça, bondade e...uma boa esposa. 
"Meu filho..." 
É interessante notar como ela se refere ao filho. Palavras apaixonadas, de terna afeição e que denotam uma relação muito profunda entre ambos: “Filho meu, filho do meu ventre, filho das minhas promessas” (v.2). 
Chamo a atenção para este pormenor, porque me parece que muitas mulheres no nosso tempo olham os filhos como se a maternidade fosse apenas “lei da vida”, em vez de alguma coisa tão intensa, tão bela. Encontro muitos jovens que me dizem nunca ter recebido um beijo, um afago sequer das suas mães, quanto mais palavras que minimamente se comparem com aquelas que citámos. Os nossos filhos precisam saber que são importantes em nossa vida, que o amor que lhes dedicamos é profundo e activo, que a ternura que lhes damos é verdadeira, real e este afecto, deve ser também traduzido em palavras e gestos. 
Os conselhos desta mulher são como um apelo profundo, um grito de alerta, uma bandeira vermelha diante do rei: 
Pureza sexual 
            O livro de Provérbios está cheio de avisos contra as mulheres fáceis, que com palavras e actos seduzem os jovens. Parece-nos que a linguagem sagrada está totalmente despropositada num mundo liberado sexualmente, onde a mulher e o homem procuram o seu prazer, seja qual for o preço, onde
não há nenhuma restrição para aquilo que é a satisfação imediata dos sentidos. A somar a isto, temos os exemplos flagrantes de governantes e líderes políticos e religiosos, cujas aventuras e “deslizes” sexuais são o prato favorito dos exploradores da notícia fácil. 
No entanto, ainda que os padrões tenham baixado, a mulher virtuosa de Deus, ensinará aos seus filhos este caminho e esta conduta. O verso 3 indica que a força do homem não está no número de conquistas femininas, mas no caminho de separação do pecado e da pureza sexual. A estrada contrária é de destruição tanta para reis, como para homens vulgares. Ao estudarmos a história dos impérios mundiais, descobrimos como este caminho fácil da sensualidade levou monarcas e tronos à destruição. A mãe do rei sabia do que estava a falar. Ela já vira outros a serem destruídos pela orgia, pela promiscuidade, pela falta de pureza. 
            Quando o apóstolo Paulo pregou aos gentios das grandes cidades de Filipos, Tessalonica, Atenas e Corinto, sabia que a vida daqueles que aceitassem Cristo teria que sofrer uma reviravolta radical, pois o mundo helénico era muito parecido com o nosso. Os homens e as mulheres que queriam seguir Jesus ficavam isolados dos seus amigos e da sua sociedade, ao quererem afastar-se das práticas sexuais do seu tempo e cultura. Por isso Paulo escreveu mais tarde a carta à igreja de Tessalonica e nela os exortou, de uma forma veemente, a abster-se de tais práticas (I Tess. 4:1-7). 
            Como é que vamos ensinar isto aos nossos filhos, num mundo onde há tanto comodismo de ideias, onde tudo parece permitido? 
Temos que instruí-los que o nosso corpo: 
¨      é maravilhoso, mas que temos que conhecê-lo bem para podermos controlar os seus apetites;
¨      que uma vez tornado templo do Espírito Santo, não pode ser maculado com o pecado;
¨      que tem que ser apresentado a Deus, como um sacrifício vivo;
¨      que Deus deve ser glorificado nele. 
            Mostra aos teus filhos que a alternativa para a SIDA não é o preservativo, mas uma vida de pureza e que embora os outros digam o contrário, o que a Palavra de Deus diz é a VERDADE.
Sobriedade
             No dicionário esta palavra significa temperança, moderação, reserva. 
 A rainha alertava o jovem rei para o perigo dos excessos, especialmente em relação à bebida. (vs.4-7). É fácil compreender a razão desta advertência. A embriagues levaria o rei a esquecer-se dos seus compromissos, das leis que ele próprio implantara. Beber era cultural naqueles dias. Nos nossos também. Muitas mães não se apercebem que os seus filhos, ainda adolescentes, estão já consumindo álcool nas festas escolares, nos 
aniversários dos amigos, nos intervalos das aulas. É bem cedo na vida que temos que colocar estas bases de temperança para uma existência saudável e feliz para os nossos filhos. Lê atentamente Provérbios 23:26-35 e ora a Deus para que te dê a coragem de lutar contra este flagelo da nossa sociedade – o álcool. Lares desfeitos, crianças abandonadas nas ruas, miséria, são apenas poucas coisas do efeito da bebida sobre a vida das pessoas. Um dia, os teus filhos serão líderes na sua casa, nas sua empresa, na sua igreja, quem sabe até no governo, e esta base que estás a colocar sob a sua vida pagará dividendos gloriosos. 
Justiça
            “Como é que vou ensinar justiça, se tudo à minha volta grita exactamente o contrário?” Bem cedo na vida, os nossos meninos aprendem o que é injustiça, às vezes até no lar! Como é possível ensinar-lhes este conceito?  
            A mãe do rei sabia quão importante era para o seu filho “abrir a sua boca a favor do que não pode falar e executar o direito de todos os que se acham desamparados” (v.8). 
            A mulher cristã tem uma grande responsabilidade em colocar estas sementes de justiça no carácter dos seus filhos. Justiça não tem apenas a ver com o que é certo ou errado para o bem dos outros, mas antes em fazer o que é recto aos olhos de Deus. Estuda a história de José, marido de Maria e ali verás espelhado o que quero dizer. Segundo a “justiça” humana, ele deveria deixar Maria, pois a sua gravidez só podia dizer que ela lhe fora infiel. Mas José preocupou-se mais em fazer “justiça” segundo Deus e aguentar os resultados das suas acções. Cada uma delas, mostram a sua grandeza de carácter e o princípio que alicerçava a sua vida – fazer a vontade de Deus: 
¨      Ao casar com Maria naquela pressa, quebrou todas as tradições, mas protegeu a reputação da sua noiva.
¨      Ao deixá-la virgem até ao nascimento de Jesus, protegeu o milagre do Verbo de Deus feito carne numa mulher.
¨      Ao dar ao menino o seu nome “filho de José”, tornou-o parte de uma família. 
É este tipo de justiça que temos que colocar como base na vida dos nossos filhos: a vontade de Deus que é sempre perfeita e sempre bela.
Bondade 
É outro conceito que parece não fazer parte do vocabulário moderno. Dá a impressão que está ligado apenas a um grupo restrito de pessoas, que, por terem posses materiais, podem dar bens aos outros e fazer disso um programa de vida. Segundo a Bíblia, bondade é um fruto do Espírito Santo e na vida dos nossos filhos, esta semente tem que ser colocada pelo nosso exemplo. Pequeninos actos, simples gestos, acções mínimas, podem ensinar-lhes o que está em plenitude no coração do Pai Celestial. Ele é um Deus Bom e deseja que os Seus filhos também o sejam. 
        Já leste as “Mil e Uma Noites”? Pois a conversa que a mãe do rei Lemuel teve com o seu filho, parece uma dessas histórias! 
            Ela estendeu as pernas, colocou-se numa posição mais confortável. Os servos correram para atender algum desejo do seu rei. Mas ele queria apenas ouvir... 
Estava preso das palavras da sua mãe, da sabedoria do seu amor e da segurança que o seu ensino lhe proporcionava. Quando ela alvitrou cantar-lhe um poema, ele acedeu. Além disso, ela tinha dito que nesse poema lhe daria o retrato da mulher ideal. Como poderia resistir?













 







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