sexta-feira, 14 de abril de 2017

PÁSCOA

É Sexta-feira da Paixão. Santa, chamam-lhe alguns. O sol, o feriado, levam o povo até à praia, à procura de um calor que tardou a chegar.
Despem-se os velhos "trapos" de Inverno e fazem-se excursões apressadas às lojas, para a escolha de novos "trapos". Limpam-se as casas mais a fundo e preparam-se os doces para a celebração da família. 

Esta era a quadra da família, nos tempos do velho Israel. Havia uma alegria e um sorriso que não podiam esmorecer nos rostos dos hebreus, pois a lembrança do que Deus fizera por eles, livrando-os de tão grande escravidão, era mais importante que o ritual da comida.

Não sei se nesta Páscoa, ao redor da mesa da família, lembramos o que foi feito para que sejamos livres do nosso pecado. Temos a consciência que o Cordeiro que foi sacrificado por nós, era igual a nós e que, por isso mesmo, a dor que lhe foi infligida, o sofrimento que suportou, tinha que fazer algum sentido para que Ele se deixasse assim sacrificar?  

Mais do que amêndoas, ovos e coelhos, porque não pegamos em pão e vinho, símbolos do Seu corpo e do Seu sangue e não os comemos, juntos,  contando aos mais pequenos o que custou a Jesus Cristo ser o sacrifício da nossa Páscoa? É que, cada vez que comemos esta refeição, proclamamos a Sua morte... Quem é que se lembraria de fazer um ritual a lembrar a morte de alguém? Mas foi Ele mesmo que disse que deveríamos fazê-lo! Só que quando ingerimos o alimento ordenado pelo Salvador, ele transforma-se em vida, energia, força, capacidade dentro de nós, porque o Senhor foi além da morte, tornou à vida, transmitiu-nos essa vida eterna. Ele nunca mais morrerá. Eu nunca morrerei!

Que celebração poderosa. Não importa o que consta no  menu pascal. Importante é que proclamemos a mensagem da libertação, de algo que  mudou a história da humanidade para sempre.